h1

A música do vestido

15 Maio, 2008

Não gosto de Gwen Stefani (pronuncia-se “estefâni”).

Nunca gostei, desde que ela fazia parte do famigerado No Doubt que, no doubts about it, era ruim demais. (entederam o trocadilho, ãnh? ãnh?). Aqueles versos satânicos de “Don’t Speak” de tão executados pelas rádios ainda ecoam nos porões empoeirados da minha mente despertando todos os monstros que lá habitam, me causando um tremendo mal estar. CRUZES.

Enfim, Gwen não é bonita, não canta bem, tem voz esganiçada, não tem um estilo musical definido - até aí não classifico isso como sendo algo ruim, indicaria riqueza musical se suas musicas fossem…ricas - é pop demais e pop do mal, tipo Fergie, Pussy Cat Dolls e outras tranqueiras e, o pior de tudo: quer ser a Madonna.

Fora todos esses contras, ela tem alguns pontos positivos:

-É casada com o GATO do Gavin Rossdale (ex-Bush)

-Se veste INCRIVELMENTE BEM (inclusive é dona de uma marca com roupas muito legais, a L.A.M.B - que remete ao nome de seu primeiro disco solo: Love Angel Music Baby)

-É uma das únicas celebridades que ficaram bem de loiro platinado

-Lançou uma nefanda MÚSICA POP CHICLETE que finalmente possui belos arranjos e que me faz assobiar a melodia O DIA INTEIRO.

-Mas o mais importante: no clipe usa um VESTIDO VERDE E PRETO (que eu descobri que se trata de um Dolce&Gabanna) de tirar o fôlego. AFEMARIA QUE COISA LINDA!!

Viram né? Predicados exclusivamente musicais os da moça…rsrsrsr

Gwen, linda. Pára de cantar e faz que nem a Victoria Beckham: gasta o dinheiro do marido com roupas que pra isso você tem talento, santa.

Beijo, outro, tchau.

h1

Em algum lugar além do arco-íris…

12 Maio, 2008

Quero sumir.

Fechar os olhos, respirar fundo e me teletransportar para algum lugar onde eu possa ficar SÓ.

Não consigo escrever, não consigo compor. Nem ao menos fazer um verso simples e besta.

Minha energia e criatividade foram drenadas, ou se perderam, escorrendo pelas curvas do caminho…

e foram tantas. tantas.

demais.

Mais do que eu poderia suportar, decerto. Me perdi.

Me pergunto que caminho tomei para chegar até aqui. Não sei, não me lembro. Estranho. Terá sido um vórtice que me sugou de uma época a outra? Parece.

Vocês acham que um dia a gente simplesmente pifa, assim, PZZZT. Desliga?

Eu acho.

Já estive várias vezes prestes a entrar em curto, desacelerei…mas agora nem acelerada estou. Estou é sendo empurrada, contra a corrente, contra a vontade. Contrariada.

Isso sempre me fez mal. Sempre.

Isso me encarcera. E toda forma de cárcere é uma morte lenta e dolorosa.

h1

Dia de las madres

9 Maio, 2008

Sim, continuo achando só mais uma data comercial escrota, tal qual o dia da mulher.

Acontece que agora eu sou mãe : )

Minha filha aprendeu a sorrir. Conversando com o Doni, e pesquisando posteriormente, fiquei sabendo que este é um dos primeiros reflexos que o bebê COPIA dos pais.

Seu bebê só vai sorrir se você sorrir com frequência pra ele.

Só eu que enxergo nesse simples ato uma metáfora da vida, ou não?

Feliz dia das mães.

h1

Não se apaixone por um gay

8 Maio, 2008

“I don’t wanna sound crass, but he likes it in the assss”

Obra-prima do Gay Pimp - Música estilão Barry White - a fim de avisar às incautas moças hetero dos perigos de se apaixonar por um gay.

Arrasa!

(Esse link do Dailymotion tá bem estranho, caso não consigam visualizar, “criquem” aqui.)

h1

Quer pagar quanto?

6 Maio, 2008

O bom mesmo, mas o verdadeiro privilégio de se possuir um blog razoavelmente popular, é ter pessoas doentes que se acham no direito de agir feito verdadeiros Grilos Falantes virtuais frente a certos posts seus, mesmo que você os ignore ou já tenha dispensado veementemente seus serviços anteriormente.

Aos insetos chilreadores que insistem em frequentar este blógue (aliás, vcs não tem coisa melhor para fazer não?) tem um monte de contas lá em casa, quando vocês vão poder passar lá para pagá-las mesmo?

Ah, isso vocês não querem? Ah, não fazem?

ENTÃO VÃO TOMAR NO OLHO DO CU, BANDO DE IDIOTAS

(Suspiro)

Em breve voltaremos à programação inútil e anormal deste blog

(Perdão, mas meu bebê não tem me dado brecha e estou preparando um looongo post sobre CULPA para logo mais… não percam as cenas do próximo capítulo)

See ya

h1

Zeitgeist

29 Abril, 2008

A idéia que permeia a mente da maioria dos jovens dos anos 00 que é casamento, filhos e velhice são as novas dez pragas do Egito sintetizadas em apenas três eficientíssimas maldições.

Pode reparar. Você tá no meio de uma festa, gente bonita, elegante e não tão sincera, bebida rolando, som bom, clima de azaração, de repente, numa rodinha de pessoas mais bem resolvidas e com objetivos maiores na vida do que apenas encher a cara e arrumar uma trepada para a noite, traz à baila os seguintes assuntos.

A música pára. Silêncio sepulcral. Grilos estrilam.

Tensão no ar. Pessoas começam a acender cigarros e correr atrás de bebidas compulsivamente. Uma garota finge que o celular toca, o leva ao ouvido, tampa o outro com o dedo indicador e começa a gritar “alou, alou”, afastando-se do grupo. Poucos se olham nos olhos, alguns lambem os lábios nervosamente, dedos estralam, sorrisos amarelos surgem. Até que amigão da vizinhança e famoso “deixa-disso” solta a clássica frase: “ai gente, que papo, não? Vamos mudar de assunto? E o Ronaldo, hein? Adora uns travecos!”.

E assim o povo vai deixando isso pra lá…com a idéia de que, realmente tratam-se de coisas medonhas.

O bom mesmo é ser “dono do próprio nariz” (é a nova nomenclatura para: ser terrivelmente SOZINHO (a) ) ser hype, ter cada noite uma pessoa diferente para transar, ser cheio da grana para gastar com coleções, viagens, roupas da moda, gadgets entre outros acessórios inúteis, para pagar operações plásticas e internações em clínicas de reabilitação (da moda, obviamente) encher a cara, se drogar, viver como se não houvesse amanhã e é claro: “UHÚUU, SER FELIZ, CARA!”.

Esse é o zeitgeist desta década. Ser doentemente EGOÍSTA.

Pois eu acho que quem espalhou essa idéia de que casar, ter filhos e envelhecer é uma merda, foi uma velha infeliz, (sim, porque pra influenciar gerações de um modo tão eficientemente amargo, HÁ DE TER SIDO UMA MULHER) que fez um péssimo (ou péssimos) casamentos, deixou de viver sua própria vida em função dos filhos (ou seja, uma frustrada) e não se cuidou, nem por dentro nem por fora, tornando-se doente, decrepta, hostil e rancorosa, incapaz de aproveitar sua vida como foi, incapaz de encarar suas próprias escolhas e tomar para si a responsabilidade de transformar a si mesma e o mundo ao seu redor.

Me vem à mente agora a imagem de Miss Havisham, de “Grandes Esperanças”, de Dickens. Eternamente amarga, castradora, incapaz de aceitar a felicidade alheia.

Eu, como sou do contra, faço questão de quebrar esse e qualquer outro tabu.

Num arroubo “global”, invento, tento e faço um casamento, a criação de filhos e o processo de envelhecimento, diferentes, divertidos, enriquecedores e nada, nada chatos. Crio minhas próprias regras e mando medos e idéias generalizadas para a puta que os pariu.

Ganho sempre, cresço cada vez mais. Não deixo de ser eu mesma nem de manter minha individualidade, algo importantíssimo para mim.

Ou você aprende a tomar as rédeas da sua vida, ou acredita nessas merdas e aceita ser profunda e irremediavelmente infeliz.

Esse texto vai para minha grande amiga Viva, com quem tenho sempre conversas maravilhosas no MSN e que essa semana veio me dizer que uma conhecida de trinta e poucos anos lhe perguntou porque deveria mudar sua vida que estava ótima, fácil e sem preocupações, e arrumar um filho. Como se isso fosse a morte…

Ora, querida…talvez porque justamente sua vida esteja ótima, fácil e sem preocupações, ou seja: entediante e sem desafios pessoais e emocionais.

Get a life. Parte do processo de envelhecer implica em AMADURECER…

A foto que postei indica bem o que quero dizer aqui. Você quer ser hype, ser radical, ser duro na queda, ser fodão?

Case (ou more com alguém) tenha filhos e encare as rugas do seu rosto com coragem e dignidade.