Posts de Agosto, 2006

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Dália Negra

31 Agosto, 2006

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Hoje fui à cabine para jornalistas de Dália Negra (Black Dahlia/Alemanha 2006) de Brian de Palma.

Brian de Palma, em minha não tão humilde opinião, possui uma carreira meio esquizofrênica.

Tem no curriculum filmes como Os Intocáveis, Scarface, Um Tiro na Noite (Blow Out) e Dublê de Corpo, mas também bombas como Femme Fatalle, Terapia de Doidos, A Fúria e Trágica Obsessão. É um diretor egocêntrico,cheio de maneirismos, mas com uma percepção de espaço cênico e técnicas de movimentação de câmera notáveis. Possui a leve tendência de prolongar demais a duração dos filmes na tentativa de amarrar as diversas pontas soltas de suas tramas rocambolescas, mas, no geral, eu o acho bom. Apesar de que não figurar a lista de meus 10 diretores prediletos.

Dália Negra é um suspense policial que se passa nos anos 40 na cidade de Los Angeles. É uma história fictícia sobre obsessão, amor, corrupção e depravação do corpo e da alma. Tem como gancho a o caso verídico do assassinato de uma jovem aspirante a atriz que abalou a sociedade de L.A, na época, chocou os EUA e que permanece sem solução até hoje, mesclados a elementos do best-seller de suspense policial homônimo de James Ellroy (L.A Cidade Proibida)

Sinceramente, eu fiquei mais fascinada pela produção, pela plástica e estética do filme do que pela história em si. Cansativo, confuso e demasiadamente longo, saí do cinema com a sensação de que havia perdido alguma coisa e precisava ver o filme novamente. Eu até que fiquei feliz por ter matado a charada há poucos momentos do final (hey, isso é importante: eu classifico um suspense de acordo com o tempo que levo para matar a charada – Se faço isso no meio do filme, quer dizer que se trata de um fiasco, se descubro mais perto do fim, o conceito vai subindo. Adoro! E é isso que faz do gênero, o meu predileto. Modéstia às favas, raramente erro) mas mesmo assim, achei complicado.

Os atores são a bola da vez (que Hollywood já está chamando de “o novo Kirk Douglas”) Aaron Eckhart (de Obrigado por Fumar – Muito bom filme, aliás), Josh Hartnett (Falcão Negro em Perigo e em cartaz com Cheque Mate – filme médio, aliás) Scarlett Johansson ( Match Point - boazuda na foto e uma lástima representando) e a duplamente Oscarizada Hillary Swank (Menina de Ouro, Meninos não Choram – porque alguém precisava garantir a bilheteria).

Josh e Aaron são dois ex-pugilistas que se tornam parceiros na polícia de Los Angeles e são designados para investigar o crime incrivelmente brutal envolvendo uma jovem aspirante a atriz que, por sempre usar preto, ficou conhecida como Dália Negra. Os dois e a bela Kay (Johanson, que no filme é a namorada de Eckhart) formam uma trupe animadíssima e inseparável. O crime abala o relacionamento dos três e Hartnett acaba se envolvendo com a misteriosa rica e depravada Madeleine Linscott (Swank) filha de um grandão de Hollywood e que pode ser a peça chave para a resolução do mistério.

A trama toda é aquela coisa que você já deve ter imaginado e que lembra em MUITO L .A. Cidade Proibida.

Os heróis, que têm um laço de amizade e confiança muito fortes, sofrem a ameaça constante de uma bela mulher capaz de por em risco um relacionamento tão lindo. A carga psicológica do trabalho começa a pesar sobre amigo1 que acaba pirando e deixando a mulher de lado, jogando-a praticamente nos braços de amigo2. Ele, para fugir da tentação de comer a mulher do chapa, procura refúgio nos braços de outra, esta por sua vez, misteriosa e doentia. Isso tudo é claro, permeado por ações intermediárias,detalhes e personagens secundários que depois você descobre que têm um papel fundamental no caso, mas não consegue ver muita lógica nas ligações entre um fato e outro.

Achei médio, mas vai ver foi porque não entendi. Se é pra ser nonsense ou propor uma livre interpretação, sou mais David Lynch. Esse sim, no topo da lista de meus 10 diretores preferidos.

Vale ressaltar, no entanto, os travellings vertiginosos, típicos do diretor, closes e enquadramentos pitorescos e a reprodução na íntegra de cenas violentíssimas, ricas em detalhes. No mínimo, chocante. O filme estréia nos cinemas em outubro e está concorrendo ao prêmio de melhor filme no Festival de Veneza. Mas, na boa, não é pra tanto.

Próxima Resenha: A Dama na Água de M. Night Shymalan.

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O inferno de Gabi

29 Agosto, 2006

Um belo dia, lá pelos idos de 1300 e alguma-coisa-bem-enlameada-bárbara-e-sombria, um italiano percebeu que sua mísera existência se resumia a apenas ser grosso, fazer pizza e maldizer a Deus-e-o-mundo. Assim sendo, tomou uma atitude e teve a única e brilhante idéia de toda sua vida. Largou de bater na mulher e resolveu descontar a raiva que sentia da humanidade e do Fiorentina num livro. Daí nasceu A Divina Comédia, o primeiro livro da história a enganar o leitor usando o título como estratégia de vendas. Depois vieram outros como Sexo Anal, de outro italiano inútil, mas isso não vem ao caso.

Em A Divina Comédia, o narrador discorre simétrica e perversamente sobre uma suposta odisséia através do Inferno, Purgatório, até a conquista do Paraíso, por meio do viés leve e neutro dos dogmas católicos, descrevendo cada etapa da viagem, com uma ênfase especial na travessia do Inferno. O livro é rico em detalhes que, dentre outras coisas, serviram de inspiração para diversos artistas ao longo da história. Isso sem falar de sua influência direta sobre obras cinematográficas e literárias tais como os documentários Faces da Morte e os livros de Paulo Coelho e Bruna Surfistinha.

Dizem também que, na falta de uma Playboy da idade-média, Torquemada se deliciava lendo A Divina Comédia. Enfim, curiosidades à parte, o autor, o tal italiano maluco e, como era de se esperar, machista e retrógrado, imaginou o Inferno mais ou menos como uma loja de departamentos de 9 andares onde cada piso (que ele chama de círculo), dispõe de variadas sessões de tortura para as almas condenadas a passar ali a eternidade. Assim como acontece com o corpo dos travestis, a coisa vai piorando a medida que se desce: quanto mais perto do 1º círculo você for condenado, mas fodido estará.

Portanto, se o pior pecado cometido em vida foi, por exemplo, ter sido político no Brasil, você não pagará nada por isso, será condenado ao 9º círculo com direito a banho de ofurô à base de enxofre, massagem feita por demônias de três tetas e um vale-pizza de aliche no final.

Agora, se você tiver sido uma pessoa realmente maldosa, mesquinha e totalmente nefanda, que pagava devidamente seu imposto de renda e ainda por cima cometeu o deslize imperdoável de ter roubado doce no supermercado ou comprado DVD pirata no Stand Center, lamentamos, mas aí é caso de danação eterna com a certeza dos suplícios indescritíveis reservados aos condenados ao 1º círculo.

Pois bem, assim como Dante estava entediado resolveu rabiscar um livro e deu que ficou famoso, eu também resolvi arriscar e baseado em sua obra criar o meu próprio inferno. 9 círculos repletos das coisas mais horripilantes que existem. De acordo com a minha ótica, claro:

9° Círculo: - Quem for condenado a este círculo, passará a eternidade pisando em chão molhado de meia, tomando óleo de fígado de bacalhau, ouvindo o barulhinho de unha riscando o quadro negro, sentará ao lado de pessoas que dormem em cima dos outros no ônibus, sofrerá ataque de besouros gigantes, passará a eternidade em filas que se destinam a lugar algum e ouvirá folk e pop-folk perpetuamente em alto e bom som.

Joan Baez, Peter, Paul & Mary, Creedence, CSN&Y, Eagles, James Taylor, BJ Thomas, Johnny Rivers, 5th Dimension, The Grass Roots e similares. De preferência Bob Dylan, bêbado (afim de que não entendamos a poesia de suas letras …ué..mas isso já acontece!) tocando Jokerman…num repeat forever.

8° Círculo: - Neste círculo haverá um congestionamento eterno. Todos os tipos de veículos motorizados enfileirados ad infinitum, buzinando freneticamente, motoristas se xingando, crianças chorando, cachorros latindo (Só o som deles. Pq crianças e cachorros vão para o céu, claro), ônibus lotados, mega-caminhões carregados de esterco ou de animais fedorendos, soltando uma quantidade absurda de monóxido de carbono no ar deixando o ambiente totalmente negro e as pessoas cobertas de fuligem, guardinhas da CET multando compulsivamente e ao final de 24 horas de suplício, uma enchente, para fechar com chave de ouro. Ou seja, o 8° círculo será basicamente o centro de São Paulo na hora do rush. Só que para sempre. Bwahahaha…! (risada maléfica)

De trilha sonora, Teen bands: Menudo, New Kids on The Block, N’Sync, Backstreet Boys, Christina Aguilera, Britney,Boyzone, The Calling, KLB, Take That e similares

7° Círculo: - Aqui, num rompante Kubricquiano, as vítimas serão amarradas a cadeiras de cinema, frente à tela, terão seus olhos arregalados forçosamente por meio de ganchos e assistirão, numa sessão sem fim, aos piores filmes ever tais como: Anaconda, Mulher-Gato, A Reconquista, Corpo em Evidência, O Máscara, Titanic, Velozes e Furiosos, Billy Jean, Dungeons&Dragons, Street Fighter, Howard the Duck, Hudson Hawk, Cool as Ice (a vida de Vanilla Ice), Lambada, Juiz Dredd, Ishtar, Spice World (das Spice Girls), Os Vingadores, The Apple, filmes do Cheech & Chong e mais uma infinidade de porcarias, além de escatológicos do tipo sexo bizarro: Calígula, Saló - Os 120 Dias de Sodoma (heheh..quem diria Pasolini no inferno!!!…) e qualquer outro produzido pela Black Vomit Produções.
E atenção: Todos os filmes serão pontuados pelo maldito comercial das CASAS BAHIA com aquele moleque retardado se movimentando feito um esquizóide, e esgoelando-se ao repetir, para todo o sempre - “Quer pagar quanto”? “Quer pagar quanto?” ” QUER PAGAR QUAAAANTOOO?” -

6° Círculo: - Neste círculo haverá um repeteco sem-fim da muvuca que imperou no último show dos Rolling Stones em Copacabana, em fevereiro de 2006. Sem show, é claro. Dois milhões e meio de pessoas suadas, fedidas, bêbadas, com os nervos à flor-da-pele, milhares de ambulantes te atropelando a todo o momento gritando ofertas de produtos de baixa-qualidade, comidas que não matam a fome, e líquidos que não saciam a sede, debaixo de um sol de 50 graus, à frente de um palco estupidamente longínquo afastando completamente toda e qualquer possibilidade de se assistir a qualquer coisa que possa vir a se apresentar no mesmo, gente sendo roubada, esfaqueada, espremida, vexada, abusada, e oprimida permanentemente.

Trilha sonora: Sympathy for the Devil, entoada pelo próprio, é claro.

5° Círculo: - Neste círculo, estarão reunidos todos os tipos de freaks seguidores de ideologias malucas existentes no mundo. Até aí, tudo bem, o inferno é democrático (!) mas agora vem o pior de tudo: tentando convencer insistente e perpetuamente a todos os presentes de que seu estilo de vida e suas idéias sim, é que são verdadeiras, únicas e absolutamente corretas.

Hare Krishnas entoando seus mantras, batendo tambores e tocando aqueles pratinho-de-dedo irritantes, dizendo que tudo é uma questão de renúncia e paciência, tentando vender seus livrinhos à membros dos Hell’s Angels gordos, fedorentos, peludos sujos de graxa, com barbas e cabelos enormes, camisetas da Harley-Davidson e da Jack Daniel’s velhas e rasgadas, se entupindo de coca, meta-anfetaminas e cerveja, arrotando e peidando o tempo todo, cantando ‘Born to be Wild’ em volta de uma fogueira onde motocicletas queimam, enquanto se divertem batendo em hippies que, por sua vez, dançam pelados, emaconhados, dão flores pra todos, até pro capeta, fazem o sinal de paz e amor, enchem a cabeça de LSD, tomam banho de lama (só de lama) abraçam árvores, balbuciam canções do Greatful Dead em uma rodinha escrota de violão e se esmeram em tentar proferir frases inteiras e coerentes a fim de persuadir grupos de punks, skinheads, headbangers, góticos, xíitas, sunitas, membros da TFP, da Opus Dei, Rastafáris, Panteras Negras, Ku Klux Klan, obreiros da Igreja Universal do Reino de Deus, Membros de Torcidas Organizadas de Futebol, Comunistas-trotskistas, Yuppies, Feministas-mal-comidas, Machistas-mal-fodedores, Straight Edgers, Emo/hard/grind-cores e qualquer outro tipo de fanático-insuportável a parar de se se esmurrar mutuamente. Ufa…

No meio do bate-cabeça interminável, panfleteiros de rua ainda estendem folhetos ininterruptamente, perguntando: “Você gosta de teatro?” “Você gosta de arte?” “Já tirou sua pressão hoje?” “Já possui convênio médico?…

Trilha sonora: Heavy Metal melódico muuito ruim do tipo Helloween, Angra, Gamma Ray e quetais.(Entendeu agora o porque o povo manda os outros para “o quinto dos infernos?”….Ok. Péssima)

4° Círculo: - Viver no Brasil, sem a parte boa (er…qual é mesmo?) Corrupção, Violência, Picaretagem generalizada, Miséria, Falta de respeito, de vergonha na cara, de vontade de dar certo, de saneamento básico, de saúde, de comida, de dinheiro, de educação, de cultura, de progresso, de civilização. Nas televisões, só programação da Rede TV e programas femininos com fofocas das celebridades e culinária engordativa. Todos com intervalos dominados pelo Horário Eleitoral. Continuamente.

Trilha sonora: Axé, Corno-music sertaneja, Pagode-farofa, funk carioca e qualquer coisa da música nacional ruim o bastante a ponto de dar vontade de sair correndo e gritando em desvario quando se ouve…tipo…Calypso.

3° Círculo: - No terceiro círculo estão os vendedores de loja chatos e sem-noção. Daqueles que vivem te azucrinando enquanto você só está pesquisando preços ou apreciando algum item da vitrine.

“Não quer entrar?? “Gostou desse sapato? Eu pego um pra você” “Deseja alguma coisa? Temos ofertas maravilhosas no interior da loja”…Aí você cede à pressão e entra. Porque ceder à pressões é estar no inferno…

Está decidida quanto ao modelo, cor e tamanho do produto que deseja e o pede ao vendedor….aí começa punição propriamente dita.

Ele volta com algo completamente diferente do que você especificou e ainda o força a aceitar:- “Olha, eu olhei no estoque e não temos o sapato marrom 36 bico fino que você pediu, mas eu trouxe esse tênis Air Max Super Mega Blaster, verde-limão e magenta, número 42 e que eu tenho certeza de que vai ficar uma graça em você! Porque não prova? A forma é super pequena, você vai se surpreender…”

Trilha sonora – Música de elevador a saber: Barry Manilow, Enya, Air Supply, Bread, Toto, Chicago, Christopher Cross, Olívia Newton-John, Peter Cetera, Kenny G, e Gary Moore…pode ser música new age tb…

2° Círculo: - Festas chatas em geral: Festas de fim de ano no trabalho, festa de criança, festa de família com parentes chatos, festa em comemoração da escolha do funcionário do mês, festa-comício, festa para promoção de qualquer tipo de jabá, festa do caqui, festa do morango, festa do suspiro de Pirenópolis, quermesses (quermesse no Inferno? Pois sim!), baile da saudade, Simpósio de Ufologia Espiritualista, de Reiki e Meditação Transcendental, Encontro Nacional dos Amantes de Anime e Karaokê Oriental, Encontro dos Trekkers Out of this Fucking Word, Star Wars Maniacs, Senhor dos Anéis Freaks Incorporated, Nárnianos de Plantão, Harry-Potterianos Internacionais, Amantes da Filatelia, Adoradores da Numismática, Tarados pela Telecartografia, Templários do Séc XXI, Dos especialistas em Nós em Gravatas-Borboletas, Dos conhecedores Nigerianos de Iguarias Epônimas, Dos Bacharéis Nos Sistemas Decimais de Dewey, Reunião de Condomínio, Reunião Internacional dos Juízes de Críquete, Dos Tradutores Especializados em Termos Militares em Somali, Dos Padres Especializados em Terminologias de Tonsura, Dos Médicos Especializados na Virose do Mosaico-do-Fumo, Dos Antitransubstancionalistas Sesquipedalianistas Eternos, dos Professores Lucasianos, Dos Profundos Admiradores das Técnicas de Assassinatos nos Romances de Miss Marple, Dos Cantores De Gritos de Guerra de Clãs Escoceses…

Trilha sonora: Bandas Cover de Churrascaria, Ray Conniff, Liberace, Richard Clayderman, The Harmonicats, Boston Pop Orchestra e Mantovani.

1° Círculo: - Rua 25 de Março num sábado anterior ao natal. Salto agulha e espartilhos apertadíssimos para todo o sempre. Coca-cola e cerveja quente. Falta de energia elétrica quando você está no banho e com a cabeça ensaboada. Choque Elétrico, Legalismo, Moralismo, Hipocrisia Machismo, Racismo, Preconceito, Ignorância e correlacionados, Gente Retrógrada, Insensível, Todo o tipo de prisão do corpo e da alma. E-mails Power Point de Auto-Ajuda, Toda e qualquer falta de liberdade, Comida ruim, Colchão ruim, Perfume ruim, Mau hálito, Chulé, Sexo ruim, Ausência de sexo, Frigidez, Ejaculação precoce, Impotência, Pegação de pé generalizada, Caganeira, Depilação à cera, Exame ginecológico para mulheres e de próstata para os homens, Endoscopia, Sujeira, Fedor, a Sandy, a Xuxa e é claro, BARATAS!

Trilha Sonora: Músicas da Sandy & Junior tocadas naquelas flautinhas da Pça da Sé…

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Aprenda italiano pelo MSN

27 Agosto, 2006

Mônica diz:
hehehe! nós somos mórbidos…

Flavio Prada diz:
Morbido em italiano quer dizer macio

Mônica diz:
mesmo? E como se diz mórbido em italiano?

Flavio Prada diz:
Morboso

Mônica diz:
Credo, morboso é mais mórbido do que mórbido.

Strupícia (Gabi) diz:
Aí o cara chega e diz: “querida, sua bu***ta é tão mórbida…”

Mônica diz:
hehehehe… b***ta mórbida.

Strupícia (Gabi) diz:
Eis um elogio que um gótico faria

Flavio Prada diz:
bu**ta é figa. então : che figa morbida!!se voce fizer figa pra um italiano, tá garantida pro resto da vida

Mônica diz:
eu já vi bu***tas mórbidas quando estudava psicologia. nas aulas de anatomia. separadinhas do corpo, dentro de um balde.

Flavio Prada diz:
mas o nome figa vem da fruta mesmo, do figo

Strupícia (Gabi) diz:
Bem, quando aberto o figo parece realmente uma b*** mas na natureza eu ainda acho as orquídeas as mais bucetóides

Flávio Prada diz:
Mas pode ser chamada de mona também. A Mona lisa é um caso de depilação

Strupícia diz:
Uma mona lisa seria uma com chapinha?

Viva diz:
esse nosso papo tá muito cultural

Flavio Prada diz:
cultura bucetal é sempre salutar

Mônica diz:
ô! eu tô quase me dizendo fluente em italiano (no sentido sexual, pelo menos)

Viva diz:
não me acrescenta nada, Flávio..hahaha

Mônica diz:
viva, viva… pensa só… se um italiano falar que você tem uma figa morbida você vai achar bom daqui pra frente.

Viva diz:
tenho um amigo italiano com quem encontro todos os dias na rua e só sei falar Bon giorno, mas agora posso dizer que aprendi mais…

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Domingo tem música

27 Agosto, 2006

Nunca ouviu My Bloody Valentine?

Então me conta, como vc conseguiu viver sem até hoje, hum?

 

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Rápidas de sábado

26 Agosto, 2006

orgulho da família


(meu neném…que hoje tá grandão e é a cara do Kaiky Brito!)

Meu primo, Felipe Franco, tem 20 aninhos e é estudante do segundo ano de Relações Internacionais da USP. Ano passado ele trancou o curso para, a título de experiência, filiar-se a um programa de voluntariado internacional desenvolvido pela ONG Humana People to People

Ele agora é um DI (instrutor de desenvolvimento, em português) em Moçambique, na África, responsável por implementar programas de combate à AIDS e malária, construir escolas, dar aulas de inglês e de dialeto local (gaia) formando assim novos professores, além de ajudar na agricultura de subsistência. Ele está num vilarejo de Moçambique, dando aulas e ajudando os habitantes no cultivo de uma planta que quando processada, transforma-se em matéria prima para o biodiesel.

Uma vez por mês o Fê me manda uma espécie de “newsletter” contanto suas aventuras, desventuras e desabafando. Eu gostaria de lhe propor a construção de um blog, mas ele está no meio do nada e o único acesso a Internet fica a quilômetros de distância, eis o porque de ele só entrar em contato com a família via net uma vez ao mês ou muito raramente.

Estou explodindo de orgulho e alegria por ele, sempre fomos muito próximos apesar dos 10 anos de diferença. Felipe sempre foi uma criança sensibilíssima, observadora e muito interessada em cultura. Foi a ele que emprestei os grandes clássicos da literatura, apresentei bons filmes, músicas, ensinei inglês e coisas do tipo.

Tô feliz porque, como prima e como amiga, tenho acompanhado seu amadurecimento e transformação num ser humano maravilhoso. Ele me agradeceu outro dia por minha contribuição em sua formação intelectual.

Isso me tocou muito, me deu uma sensação de unidade, de que no final das contas, estamos todos ligados de certa maneira. Foi uma mostra do poder e responsabilidade da influência que temos sobre as pessoas. Algo para se pensar sobre….até que a “ovelha negra” aqui tem algo de bom pra passar adiante, vai dizer?

Seus escritos costumam ser deliciosos (apesar de ele confundir o inglês com o português às vezes) e gostaria de compartilhá-los com vocês a fim de que todos possam ter a dimensão do abismo social e da profundidade dessa experiência

Seu último e-mail está aqui. Enjoy.(Agradecimentos ao Helder pelas dicas para que eu pudesse subir o arquivo)

Gregos em São Paulo

Convidei a galera (galera que digo são os blogueiros de SP) para visitar a exposição “Deuses Gregos - Coleção do Museu Pergamom de Berlim” no museu da FAAP.
A mostra reúne cerca de 200 peças de arte greco-romana, entre elas representações de divindades como Afrodite, Ártemis, Zeus, Poseidon, Dionísio e Apollo. O acervo, um dos mais importantes do mundo, faz parte da coleção do museu alemão supracitado, o mais conhecido dos 17 pertencentes à Fundação Prussiana de Cultura.

Bem, como ninguém se manifestou via SMS, acho que perdemos o passeio hoje (esse ao menos) mas a exposição se estende até dia 26 de novembro e o melhor de tudo: É DE GRAÇA.

A curadoria do museu da FAAP costuma fazer um grande trabalho tanto no que tange a escolha dos temas e qualidade das peças quanto na ambientação do local. As demais exposições que visitei (Egito, História Natural, Napoleão e Tesouros da Rússia) foram excepcionais.

Fica aqui a dica e se quiser, junte-se a nós. (talvez amanhã – domingo dê certo da gente se encontrar)

Deuses Gregos. Coleção do Museu
Pergamon de Berlim

Data:de 21 de agosto a 26 de novembro
Museu de Arte Brasileira da FAAP
Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
3ª a 6ª feira, das 10h00 às 20h00
Sábados, domingos e feriados,  das 10h00 às 17h00
(11) 3662-7198

Entrada Gratuita

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O amor segundo Rose Walker

25 Agosto, 2006

                                                  

ROSE: Você já se apaixonou?
DESEJO: Você é quem tem que me dizer…

ROSE: Horrível, não é?

DESEJO: Horrível como?

ROSE: Te deixa tão vulnerável. Rasga seu peito e se apodera do seu coração deixando o caminho livre pra alguém entrar e fazer a maior confusão. Você constrói tantas defesas… monta toda uma armadura durante anos até que nada possa te atingir e aí vem um idiota, que não difere em nada de qualquer outro idiota no mundo e invade sua vida idiota. Você dá um pedaço de você. Muitas vezes eles nem pedem por isso! Aí, é só tomarem uma atitude estúpida o bastante como te beijar ou até sorrir pra você e pronto, a sua vida não te pertence mais. Viramos reféns do amor. Ele se apodera da gente.  Ele come a gente viva e nos deixa sozinha, chorando na escuridão e então, uma simples frase como “talvez devêssemos ser somente amigos” atravessa seu coração como estilhaços de uma bomba 


DESEJO: Que pitoresco 

ROSE: Dói. Não só no campo da imaginação. Não só em sua mente. É uma dor na alma, uma dor física daquelas dilacerantes capazes de te dividir em dois. Nada no mundo deveria ter esse poder. Principalmente o amor.  
Eu odeio o amor. 

(Versão livre (minha) do diálogo entre Desejo dos Pérpétuos e Rose Walker in Sandman - The Doll’s House de Neil Gaiman. Desejo ilustrada por Milo Manara)

PS: Notei que o template do wordpress é estreito e isso dificulta em muito a leitura de textos muito extensos. Por incrível que pareça, daqui para frente vou tentar postar posts curtos, simples e sucintos. Ufff..que Deus me ajude…)