
Considerações sobre o desejo
3 Abril, 2008
(Desejo dos Perpétuos, por Mike Dringenberg)
-Desejo é igual dinheiro, personalidade, bom humor e estilo: ou você tem ou não tem. Não dá pra forjar desejo e “ver no que vai dar”, porque geralmente se você não o tem a coisa “não vai dar em nada”. Lembre-se disso.
-O desejo é fugaz e certeiro como um raio. Se te atingiu, já era. Se não atingiu, desencane, porque dificilmente um raio cai duas vezes no mesmo lugar.
-Sentimos desejo pelas pessoas/coisas/situações mais estranhas e inusitadas possíveis. O desejo é um impulso primal, instintivo e não sofreu evolução. Aliás, acredito quem nem nós. Somos todos primatas e no frigir dos ovos, nossos objetivos, inda que inconscientes são: nascer, crescer, acasalar, procriar e morrer. O resto são acessórios que criamos para nos distrair, ou para tornar a coisa toda mais glamourosa, mais “homo sapiens”.
-Homens, atentem para essa fórmula: o desejo de uma mulher por você é diretamente equivalente ao seu desejo por ela.
Ou seja, se você quer uma mulher louca de tesão, DEMONSTRE estar louco de tesão por ela. Me vem à mente agora um verso certeiro de Marisa Monte em “Bem que se quis”: “o teu desejo é meu maior prazer”. Bingo. É isso aí. Somos deliciosamente egoístas. We want it all and we want it now.
-Se quiser destruir uma mulher, ignore-a sexualmente. É mortal.
-O desejo é incoerente, indecente e inconveniente. Nunca chega em hora, lugar ou tempo oportunos. Se você vai ceder a ele ou não, vai de cada um. Mas permita-se ao menos sentí-lo. Isso faz parte de ser corruptamente humano.
- Se quiser destruir um homem diga que ele é horrível na cama. E que você fingiu o tempo todo. É mortal.
-Se quiser destruir a sí próprio, alimente seu desejo e nunca ceda a ele – “Como pode um homem tocar fogo no próprio peito e não se queimar??”- Provérbios 6:27 (Bíblia)
-Feel it. Do it.
no comments mesmo. acho que esta tudo falado.
ai como eu adoro seus textos chuchu
saudades dos nossos papos.
A parte o fato que os versos são de Pino Daniele e versionados para a Marisa, de resto estamos de acordíssimo.
Já me destruí, e me reconstrui por conta de um desejo, e posso dizer de carteirinha que ele é mortal.
Mas sem ele, estamos mortos.
O desejo não tem preconceito, não tem sexo, nem religião. Pode ser que a felicidade consista em realizar o maior número de desejos possíveis. E ainda bem que existem desejos fáceis de serem realizados, geralmente associados à comida, como saborear uma torna de limão com café expresso ou comer um x-burger com fritas e um chopp.
Ótimo texto. Trouxe para as palavras pensamentos que sempre me passaram pela cabeça mas que nunca tinham encontrado irmãos aqui fora.