
Lá no Laboratório (outro blog do qual faço parte), a Bárbara fala, num texto bem legal, sobre as diferenças e semelhanças entre homens e mulheres na hora da sedução que consequentemente (ou não!) podem levar ao sexo.
Como já disse no comentário que fiz, continuo não acreditando muito em regras para esse tipo de coisa. Aliás não acredito em regra alguma pra quase nada.
Sempre fiz o gênero “distraída” em matéria de sedução com finais sexuais. Sempre fui de “deixar rolar” e dançar conforme a música, sem usar de artifícios ou táticas bizarras para chamar a atenção de um homem. E também nunca encanei caso não rolasse nada. Sempre achei que tudo acontece por uma razão. Ou várias, e que talvez tenha sido melhor do jeito que foi (ou não foi…) enfim.
Mais do que aspectos culturais, intelectuais, semióticos, psicológicos,físicos e quaisquer outros fatores que influenciem na escolha de um (a) parceiro (a) eu acho que pra uma (boa, porque se for pra ser ruim definitivamente é melhor nem acontecer) transa acontecer, ainda somos reféns da boa e velha química entre os corpos.
Sim, porque estamos falando de sexo aqui, não de relacionamentos.
Para acontecer, o sexo só precisa de um estopim. Só é necessária a combinação de alguns compostos (que todos naturalmente possuímos) e a combustão acontece. Se não aconteceu foi porque eles não combinaram entre si. Sacou?
Já o relacionamento é uma depuração onde vários subprodutos vão ser gerados a partir de uma fusão. É preciso manter a brasa acesa, e isso exige tempo e cuidados. E aí já é um outro assunto, pra um outro post.
Não acredito em truques ou manobras para seduzir. É sério. Não mesmo. Por mais que, talvez, na hora da sedução a gente faça involuntariamente caras e bocas, ou vista algo mais “chamativo” ( o que acho brega, inútil e vulgar pra caralho…) acho que são outros fatores que acabam pesando na aproximação dos gêneros.
Pra mim, é algo que transcende. Ok, sei que pareceu meio esotérico, deixa eu ver se consigo explicar: o que aproxima as pessoas e facilita o sexo entre elas, para mim, é algo insondável, que não dá pra medir ou calcular. É a química do corpo, cheiros que atraem, gestos únicos, proximidade de idéias, hormônios. beleza peculiar (sim, porque o que parece belo para mim pode não ser para outra), detalhes inexplicáveis, gestos enigmáticos.
Não é todo homem que gosta de mulher magra, alta, loira, rica, extrovertida, peituda, depilada, de olhos claros e cara de modelo. Defendendo os meninos, achar que todo homem gosta de mulher assim é subestimar a inteligência emocional dos mesmos. (por mais que nessa hora eles pensem com a cabeça de baixo).
Existem homens e homens. Existem mulheres e mulheres. E o que vai fazer com que eles se encontrem e se relacionem são coisas que nunca, nunca vamos conseguir entender.
Portanto é melhor seguir a máxima de Paulo Leminsky e relaxar, pois “Distraídos venceremos”.
É isso.