Posts de Junho, 2008

h1

O que fazer…

30 Junho, 2008

…quando, depois de uma noite mal-dormida resultado de uma crise existencial, comportamental, mental e emocional, recebo isso, num bilhete singelo…

As sem-razões do amor (Drummond)

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabe sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque te amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

ai, ai…

h1

Sexo distraído

23 Junho, 2008

Lá no Laboratório (outro blog do qual faço parte), a Bárbara fala, num texto bem legal, sobre as diferenças e semelhanças entre homens e mulheres na hora da sedução que consequentemente (ou não!) podem levar ao sexo.

Como já disse no comentário que fiz, continuo não acreditando muito em regras para esse tipo de coisa. Aliás não acredito em regra alguma pra quase nada.

Sempre fiz o gênero “distraída” em matéria de sedução com finais sexuais. Sempre fui de “deixar rolar” e dançar conforme a música, sem usar de artifícios ou táticas bizarras para chamar a atenção de um homem. E também nunca encanei caso não rolasse nada. Sempre achei que tudo acontece por uma razão. Ou várias, e que talvez tenha sido melhor do jeito que foi (ou não foi…) enfim.

Mais do que aspectos culturais, intelectuais, semióticos, psicológicos,físicos e quaisquer outros fatores que influenciem na escolha de um (a) parceiro (a) eu acho que pra uma (boa, porque se for pra ser ruim definitivamente é melhor nem acontecer) transa acontecer, ainda somos reféns da boa e velha química entre os corpos.

Sim, porque estamos falando de sexo aqui, não de relacionamentos.

Para acontecer, o sexo só precisa de um estopim. Só é necessária a combinação de alguns compostos (que todos naturalmente possuímos) e a combustão acontece. Se não aconteceu foi porque eles não combinaram entre si. Sacou?

Já o relacionamento é uma depuração onde vários subprodutos vão ser gerados a partir de uma fusão. É preciso manter a brasa acesa, e isso exige tempo e cuidados. E aí já é um outro assunto, pra um outro post.

Não acredito em truques ou manobras para seduzir. É sério. Não mesmo. Por mais que, talvez, na hora da sedução a gente faça involuntariamente caras e bocas, ou vista algo mais “chamativo” ( o que acho brega, inútil e vulgar pra caralho…) acho que são outros fatores que acabam pesando na aproximação dos gêneros.

Pra mim, é algo que transcende. Ok, sei que pareceu meio esotérico, deixa eu ver se consigo explicar: o que aproxima as pessoas e facilita o sexo entre elas, para mim, é algo insondável, que não dá pra medir ou calcular. É a química do corpo, cheiros que atraem, gestos únicos, proximidade de idéias, hormônios. beleza peculiar (sim, porque o que parece belo para mim pode não ser para outra), detalhes inexplicáveis, gestos enigmáticos.

Não é todo homem que gosta de mulher magra, alta, loira, rica, extrovertida, peituda, depilada, de olhos claros e cara de modelo. Defendendo os meninos, achar que todo homem gosta de mulher assim é subestimar a inteligência emocional dos mesmos. (por mais que nessa hora eles pensem com a cabeça de baixo).

Existem homens e homens. Existem mulheres e mulheres. E o que vai fazer com que eles se encontrem e se relacionem são coisas que nunca, nunca vamos conseguir entender.

Portanto é melhor seguir a máxima de Paulo Leminsky e relaxar, pois “Distraídos venceremos”.

É isso.

h1

Mad Max Office

18 Junho, 2008

Geraçao Y: Termo usado por analistas corporativos para descrever os jovens na idade dos 20 anos que estão aportando no mercado de trabalho.

Segundo tais analistas, as principais características destes futuros profissionais são: dificuldade de lidar com hierarquia e com processos muito rígidos para subir na vida, além de serem classificados como ansiosos, impacientes, fúteis, auto-confiantes demais,imaturos e inflexíveis.

Pois é. É com esse bando de idiotas que vamos ter que lidar daqui para a frente, como se já não bastassem os idiotas antigos.

Mas veja bem: Quem hoje está nos primeiros anos da vida profissional, cresceu já familiarizado com a internet, provavelmente teve uma infância estressante sem espaço para brincadeiras e tempo para ser simplesmente criança por conta de uma agenda lotada de compromissos, aulas, cursos e precocidades, além de ser mimado e conseguir tudo o que pedia aos pais sem muito esforço, já que estes, culpados por se dedicarem demais ao trabalho, enchiam o petardo de presentes e mimos para aplacar sua ausência e negligência.

Com isso, ele se tornou um jovem acostumado a ter tudo facilmente ou na base da chantagem emocional (imaturidade) tem acesso a informações e serviços em tempo real o que acaba gerando impaciência e ansiedade, não dá bola nem aprende com o esforço alheio e quer subir rápido na vida, desenvolvendo intolerância à hierarquias, opiniões contrárias às deles e a processos muito rígidos de seleção.

Pois é. Se você achou que havia chance do meio corporativo se tornar “mais humano” daqui para a frente, prepare-se.

A coisa vai virar meio Mad Max e a Cúpula do Trovão. E sim, We’re SO gonna need another fuckin hero!