
Girls just wanna have fun…and dresses
2 Julho, 2008
E eu que nem gostava de Sex and The City, ( da série) acabei ADORANDO o filme.
Não gostava muito da série porque me parecia fútil, imatura e distante da realidade. Ao menos da minha. Afinal, quatro mulheres ricas, vivendo em Manhattan, às voltas com problemas do tipo: “gastei US$ 400 num sapato Manolo Blahnik e agora?” - não são episódios muito comuns na minha rotina.
O filme, na verdade, não foge muito ao estereótipo “mulherzinha,” cunhado pela série de televisão (aliás, uma das séries de maior sucesso dos últimos tempos): gastar muito dinheiro em mimos femininos, estar sempre nas melhores festas, usar sempre as melhores roupas, viver à procura do homem ideal e fofocar sempre, muito, o tempo todo.
Não que eu não faça essas coisas nunca (atire o primeiro sapato de salto a mulher que não faz) mas não a maioria do tempo…
Bem, fomos eu, Carla, Juliana e Giseli assistir ao filme. Sim, porque esse é um filme que deve ser visto por e com mulheres. Não se esqueça disso. Num típico -girls-just-wanna-have-fun-day, lá fomos nós. E, quem diria, me diverti muito.
Ainda mais por ter me sentado ao lado da minha melhor amiga, Giseli, que garantiu um brilho extra à coisa toda. Eu simplesmente morro de rir com as tiradas dela. E no final, ora vejam…somos quatro amigas, confidentes, fiéis e presentes na horas boas e ruins. Identificação quase total com as protagonistas do filme… não completa, obviamente, porque não possuímos nem de longe o dinheiro delas. Mas temos o glamour, of course.
Apesar da Mô ter achado que o filme sem roteiro definido, eu achei a coisa toda bem agradável, com piadas ótimas, desfile competentíssimo de modelitos (o que é aquele vestido de noiva Vivienne Westwood? Argh, acabou comigo) e, pasmem: bem maduro. Ao menos mais maduro do que os episódios da série.
As garotas, que já estão na casa dos quarenta, já passaram por muita coisa e deixaram isso claro no filme. Agora não é a procura do homem ideal o principal objetivo delas e sim, como manter-se ao lado desse homem sem perder a identidade, sem deixar de viver a própria vida e abdicar de sua independência, conquistas e idiossincrasias.
Lembrando que, quando foi lançada, em 1988, Sex and The City foi a primeira série de televisão a falar abertamente sobre assuntos como: orgasmo, lesbianismo, assédio sexual, mercado de trabalho, sexo anal, entre outros assuntos tabu para a época. Sem contar que transformou Sarah Jessica Parker ( baixinha, nariguda com uma verruga no queixo) em uma atriz cobiçada por grandes nomes da alta costura e dona de um dos maiores salários da televisão.
O filme tem piadas, drama, roupas e reviravoltas na medida certa. Não é nem de longe um candidato ao melhor filme do ano, mas é uma sessão pipoca garantida para ver com suas amigas.
E a melhor frase do filme, fica por conta da Carrie Bradshaw, a protagonista, vivida pela atriz Sarah Jessica Parker:
“Os vinte anos servem pra gente se divertir. Os trinta para aprender algumas lições. E os quarenta, para pagar os drinks”.
Adorei.
PS: Pra saber com qual das quatro você se identifica, faça os testes:
E, deixando de lado as pataquadas, uma coisa muito, muito importante:
Copie o figurino usado por Carrie (minha predileta) aqui.



