Arquivo da categoria ‘Mistifório’

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Imagine

23 Julho, 2008

O sonho começou assim:

-Era um galpão grande, cheio de discos (isso, LP’s, vinil mesmo, bolachões) espalhados, pôsteres de ídolos do rock decorando as paredes de concreto queimado, uma jukebox, uma cozinha americana bem chique e mais um badulaques que eu não consigo definir ou me lembrar

Era um loft. Bagunçado, mas era cool.

John Lennon dormia ao meu lado. Não, eu não tinha um cabelo ridiculamente emaranhado, nem uma cara de bolacha, nem um corpo de tábua, voz horrorosa, tampouco olhos puxados, portanto, não era a Yoko Ono.

Era eu mesma. Só que com um cabelitcho chanel a lá anos 60 e usando uma camisa de botões do John, uma coisa assim, revelando uma intimidade inda que hollywoodiana.

De repente, minha mãe entrou (Freud explica?). Nos levantamos esbaforidos, arrumei o cabelo, olhei para John, olhei para minha mãe:

-Mãe, este é John Lennon…estou grávida dele.

Minha mãe fez uma cara de espanto, depois mediu John Lennon, que a olhava com aquela empáfia típica dele.

Minha mãe virou para John e falou:

-Vocês astros do rock andam com todo mundo, você não tem aquela doença…

Enquanto Lennon, sarcástico, respondeu:

-Qual? Dinheiro?

E aí eu acordei de madrugada, morrendo de rir, com a Valentina chorando para mamar e eu chacoalhando o Társis para contar o sonho.

Afe.

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Shine on

22 Julho, 2008

Essa música vai para a Sophia, minha enteada que mora conosco. Nove aninhos…praticamente uma mocinha.

Um futuro lindo, brilhante, luminoso…como seu sorriso.

Parabéns, linda!

In a garden in the house of
love, sitting lonely on a
plastic chair

No jardim da casa do amor,
sentado sozinho numa cadeira de plástico

The sun is cruel when he
hides away, I need a sister
- I’ll just stay
A little girl, a little guy
- in a little church or in
a school

O sol é cruel quando se esconde
preciso de uma irmã…vou só dizer
uma garotinha, um garotinho
em uma pequena igreja, ou na escola

Little Jesus are you
watching me, I’m so young -
just eighteen

Jesys menino, você olha por mim?
Sou tão jovem…só dezoito…

She, she, she, she Shine On
Shine On
Shine On

Ela, ele, ela brilha…
Brilha
Brilha

In a garden in a house of
love, there’s nothing real
just a coat of arms

No jardim da casa do amor
não há nada real, só restos de guerra

I’m not the pleasure that I used to be - so young - just
eighteen

Não tenho mais o frescor que eu tinha - tão jovem -
só dezoito…

She, she, she, she Shine On
Shine On
Shine On

Ela, ela, ela brilha
Brilha
Brilha

I don’t know why I dream this way
The sky is purple and things
are right every day

Eu não sei se sonhei tudo isso
O céu é roxo e as coisas dão certo todos os dias

I don’t know, it’s just this
world’s so far away
But I won’t fight, and I won’t hate
Well not today

Eu não sei se só isso
O mundo está tão longe
Mas eu não vou lutar, não vou odiar
ao menos não hoje

In a garden in the house of love
Sitting lonely on a plastic chair
The sun is cruel when he hides away

Shine On…
Shine On
Shine On
….and on…and on…
Shine
Shine On
Shine
Shine
Shine

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Freud explica

16 Julho, 2008

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Divagando…

12 Julho, 2008

Já dizia Shirley Manson, em uma de minhas músicas prediletas do Garbage: “o truque é continuar respirando” e talvez ela tenha razão, o segredo é esse, não esquentar muito a cabeça, ir vivendo a vida, ao sabor do acaso. Eu sei, eu sei…esse é um daqueles mantras de auto-ajuda que ficamos repetindo pra nós mesmos em tempos de crise, saca? Pois é. “Não esquente a cabeça, não esquente a cabeça”… milhares de pessoas, pseudo-gurus, sua mãe, sua avó, seu marido, o pastor, o padre, o pai-de-santo, o Silvio Santos e o caralho a quatro já falaram isso. Mas na real o bicho pega. Não gosto de ioga ou meditação, nada disso me mantém tranqüila e despreocupada. Olha que eu já tentei, juro. O que me distrai, me entretém e me acalma é escrever, ler e ver filmes…

Os de casa (ou seja:amigos íntimos e família) já sabem: se passo muitas horas quieta, escrevendo (mais do que o normal), se leio cerca de 4 livros simultaneamente e surto na locadora (alugo mais de 7 filmes…) é porque estou elocubrando, interiorizando, planejando, conjecturando, ponderando…meditando à minha maneira. Procurando uma saída, que não seja a óbvia, a imposta, a esperada, a mais fácil.

Mudanças. Engraçado, curioso e profundo: o mesmo ideograma usado para definir a palavra “crise” em chinês é também usado para a palavra “oportunidade”. Espertos mesmo esses chineses, não? Pena que eles são capazes de comer qualquer coisa que se mova debaixo do sol…seja por necessidade ou maldade mesmo…rsrsrs. Mas também, se eu morasse no país com mais cabeças por metro quadrado da face da Terra e sem tanta comida para atender a todos, talvez eu também comesse lacraias, escorpiões, dentre outros insetos…”a necessidade põe a lebre a caminho”. Talvez o segredo da sabedoria esteja em comer tais iguarias…vai saber? Corre lá e mastiga um bezouro se você for capaz!

Tudo se move, a gravidade parece estar ausente na minha sala. Vejo minha filha, minha família, amigos queridos, outros nem tão queridos assim, minha vida profissional, roupas, sapatos, meus móveis, meus gibis,…orbitando lentamente ao meu redor, esperando uma decisão, um rumo, uma constatação.

Mas por enquanto, lá dentro, sinto que a hora não é chegada ainda, Gafanhoto…

Incrível como somos mutantes. Acho isso bárbaro, essa capacidade de adaptação do ser humano às diversas situações, lugares, culturas… Incrível como nosso ritmo, interesses, idéias, valores mudam conforme as fases e épocas de nossa vida…

Incrível também como seu fim de semana rende quando você não vai para a balada na sexta, volta às 7 da manhã, capota e acorda às 8 da noite do sábado…pronta pra sair de novo…tô descobrindo isso agora, que tenho um neném de 4 meses em casa…

Incrível como é gostoso ir ao parque no sábado de manhã, caminhar observar pessoas, animais, mostrar para sua filha o que é um gato, uma flor, um pato, uma pessoa porca e mal educada que joga papel de sorvete no chão, e o papai tentando se lembrar como se anda de skate…

Sabe, a cada dia que passa eu tenho menos vontade de trabalhar num lugar “formal”. Te juro, não tenho mais saco para trabalhar em escritoriozinho daqueles com mobília “neutra”, báias dividindo as mesas, papinhos ridículos de corredor, gente escrota, invejosa, sacana, mal-educada, workaholics, zumbis, recalcados sexuais sem joie de vivre.

E olha que eu SEMPRE trabalhei com comunicação, hein! Nunca pisei numa repartição pública…rsrsrs

Tô cheia desse metier corporativo de merda. Todo lugar é a mesma bosta, nada muda. Os comportamentos mesquinhos, doentios e desmedidos são iguais, a sanha e a ganância são iguais, a exploração e a falta de tato e compreensão, de humanidade são indefectivelmente iguais em todos os fuckin lugares desse  mercado de trabalho!

Não quero mais trabalhar com vídeo convencional, nem escrever em lugares convencionais, matérias convencionais para pessoas convencionais com vidas convencionais Chega.

Quero pirar, saca? Fazer algo muito louco. Sei lá o que, ainda não tenho idéia… nem sei se na minha área…talvez eu surte volte para a faculdade e faça um curso inominável, talvez eu saia correndo pelada na marginal Pinheiros e tenha uma revelação, talvez eu venda coco na praia e ache a paz interior, talvez eu abra uma loja de roupas, talvez eu me mude para um barco, talvez eu abra um salão de cabeleireiros, um studio de tatuagem, um curso para cegos ou um restaurante de raw food…sei lá, entende? Quero mudar meu rumo profissional.

Socorro, eu quero trabalhar com arte.

Ai…era isso que eu temia.

(respiro fundo, passo a mão no rosto)

Vou esperar passar, quem sabe?

Beijos. Bom findi.

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Os italianos são muito melhores…

10 Julho, 2008

Gabi: diz: E aí, amore? Como anda a vida? E o namorado?

Witchy: qual? não conheço

Gabs: menina,cê não tava namorando? Putamerda, já miou?…rsrsrs

Witchy: hauahauhau

Witchy: acho que não nasci pra isso

Gabs: o que aconteceu dessa vez? Vc tava toda apaixonada! Ia até casar!

Witchy desencantei

Gabs: mas o que aconteceu, cáspita!?

Witchy: ah, ele era um idiota

Gabs: humm..defina idiota. É um conceito muito amplo em se tratando de homens, veja bem…

Witchy: é que não quero me lembrar dele… então isso resume, é idiota… me comeu e sumiu

Gabs: caceta, de novo? rsrsrs

Witchy: pois é

Gabs: ô menina…será que vc assusta os homens? Pq eu assusto pela agressividade, independência… bem, existem vários modos de assustar, né?… querer compromisso logo de cara é um deles, sei lá…mil coisas.

Gabs:Bem, mas pelo menos eles chegam perto de ti pra xavecar…de mim eles nem chegavam, ficavam lá com aquela cara de que estavam querendo, mas assustados demais pra tomar iniciativa..rsrsrs

Witchy: preferia que nem chegassem

Gabs: eles não chegavam porque tinham medo que eu desse um fora daqueles, arrasadores, humilhantes (ao menos me diziam isso). Me achavam muito “agressiva”. Agressiva eu? Magina! rrsrsr

Gabs: por isso eu admirava quem chegava. Eram os machos rsrsrs..até dava uma conversinha e tal, pra sentir o cara

Gabs: mas a maioria era idiota mesmo…rsrsr

Witchy: mas to de boa, sabe?

Witchy: eu quero um ITALIANO: acho que meu subconsciente me afasta dos brasileiros

Gabs: Olha, tenho que concordar que os italianos são beeem melhores, ao menos fisicamente..ô país pra ter homem bonito!

Gabs: mas duvido que não sejam tão cafas ou até mais, que os brasileiros. Tudo a merma corja

Gabs: latin lovers: irresistíveis e fatais

Witchy: mas eles dizem amore mio..rsrs prefiro cafas que falem italiano na cama

Gabs: ah sim…um baita diferencial, eu diria, crucial para o desempenho…rsrsrs

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Da série: “eu não era feia, era pobre”

7 Julho, 2008