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Parei

15 fevereiro, 2010

Resolvi cometer mais um blogcídio.

Depois de 5 anos e pouquinho, o Fogo nas Entranhas encerra suas atividades.

E são muitas as razões que me levaram a isso, mas a principal delas é minha falta de paciência com blogs, blogosfera e blogueiros em geral.

Outra, o fato de achar que já não tenho mais nada muito importante a ser dito que já não tenha sido feito por milhares de outras pessoas, milhares de vezes em milhares de blogs,  repassado por e-mail, retuitado,  postado no Facebook, Orkut blábláblá.

Enfim, usem o Google e sejam felizes.

Prefiro ser rápida e rasteira no Twitter e usar o Tumbrl – souldelicatessen.tumblr.com para minhas viagens particulares, seja com citações, fotos ou simplesmente onomatopéias jogadas a esmo na net.

Continuo com o http://www.usavel.wordpress.com, o http://www.superbebe.wordpress.com e o enfiaodedonocurry.wordpress.com porque – graças a deus – são blogs coletivos.

Mas, meu querido Fogo nas Entranhas,  enfim, apagou-se.

Pelo direito de me calar por achar que tem gente demais falando muito por aí. E mesmo assim, ninguém escutando.

Au revoir

Tenham uma boa vida e SAIAM da frente do computador, por favor.

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Rock em trilhas

8 fevereiro, 2010

Outro dia estava aqui, fuçando em  minha DVDteca (que ainda possui diversos exemplares dos decréptos VHs)  percebi que possuo vários filmes onde a trilha sonora, se não faz as vezes de carro chefe, funciona/funcionou como grande chamariz na promoção de tais películas.

Faz todo o sentido:  se você gosta de rock e cinema, porque não  juntar as duas coisas e adquirir um filme com uma puta trilha sonora?

Como amante do bom e velho roquenrou, me ative ao gênero e confesso:  por vezes a qualidade cinematográfica deixa a desejar, mas olha, a trilha vai satisfazer, garanto.

Eu que não sou afeita a listas, decidi até fazer uma, com o melhor do rock em trilhas. Vamos começar com a década de 80, olha só:

– La Bamba (1987) – Como vocês já sabem, conta a versão romanceada da vida de Ritchie Valenz, que morreu aos 17 anos, no auge da carreira, no desastre de avião que tb matou Big Hooper e Buddy Holly, interpretado no filme por Marshal Crenshaw. Aliás, Brian Setzer tb faz uma ponta como o roqueiro Eddie Cochrane. A trilha sonora traz material de gravações da época e composições de Carlos Santana. Bem legal.

-Candy Mountain (1987) – Eis um filme que tinha tudo para dar certo: é filmado em preto-e-branco, tem a direção de fotografia de Robert Frank (The Americans, diretor de alguns dos melhores clipes do Rolling Stones, fotógrafo de mão cheia) é um filme on the road, sobre um cara que desbrava as estradas lindíssimas do Canadá atrás de um lendário luthier de guitarras, conta com Tom Waits e Joe Strummer (Clash) no elenco, mas se perde no meio de tantas possibilidades e não chega a lugar algum…. Trilha sonora com colaborações de Waits e outros presentes no elenco, como o pianista Dr. John e do cantor Buster Poindexter. E Waits, sabe como é: até quando é ruim, é bom.

– A Encruzilhada – (1986) – A trama é aquela coisa do garoto que quer ser um bluesman e ruma à terra natal do estilo para chegar à famigerada encruzilhada onde, segundo aa lenda, grandes nomes do gênero haviam feito um pacto com o demônio para ter fama e fortuna. Traz o eterno karatê-kid, Ralph Machio no papel principal e trilha sonora com Steve Vai e Ry Cooder, o que por si só, já vale o filme.

– Os irmãos Cara de Pau – (1980) – Dois irmãos trambiqueiros (os ótimos John Belushi (R.I.P) e  Dan Aykroyd) passam o filme tentando reunir sua antiga banda de blues para um show de arrecadação de fundos para o orfanato onde cresceram. Trilha ÓTIMA com a banda Blues Brothers, James Brown, Ray Charles e Aretha Franklin. Não é o rock mas é o pai dele.

Sexo, Drogas e Rock ‘n Roll (1986) – Dogs in Space, no original, traz o falecido Michael Huthence (INXS) em uma trama rocambolesca. A trilha sonora é mais legal com clássicos dos 80’s.

Sid&Nancy – O amor mata – (1986) – Gary Oldman encarna Sid Vicious e seu relacionamento suicida com Nancy Spungen. A ótima trilha inclui John Strummer, John Cale, The Pogues e Pray for Rain.

Heavy Metal do Horror – (1986) Sessão da tarde para os metaleiros: Ozzy Osbourne é um padre e Gene Simmons um DJ, numa espécie de trama que lembra O Chamado, só que “suecado” rs.

Gene Simmons entrega a matriz do último trabalho de um ídolo do rock recém-falecido a um de seus maiores fãs, que, depois disso passa a sofrer opressão demoníaca. Adivinhem quem vem ajudar? Father Ozzy!

Divertido, no mínimo. Trilha sonora com os astros citados.

Histórias Reais (1987) – Outra bizarrice de David Byrne que mais parece um episódio de Além da Imaginação. Participação do John Goodman e trilha sonora do Talking Heads, é claro.

A Pequena Loja de Horrores (1986) – Comédia musical com atmosfera B IMPECÁVEL. Plantinha bizarra faz loja falida ter sucesso novamente, mas sofre estranhas mutações durante o processo. Com os impagáveis Rick Moranis e Steve Martin, no papel do dentista sádico que permeia meus pensamentos até hoje, quando me sento na maldita cadeira para tratar dos dentes.

Pink Floyd – The Wall (1982) – Filme homônimo ao famoso disco da trupe britânica, dirigido por Alan Parker que emprestou um tom psicodélico e até avant-garde, para a época. Com participação de Bob Geldof (alguém pode me dizer no que o Bob Geldof NÃO ESTÁ envolvido?)

Home of the Brave (1986) – Manifesto cultural encabeçado por Laurie Anderson. Trilha com Lou Reed, entre outros cools. Cabeçudaço.

Birdy – Asas da Liberdade (1985) – Filme de Alan Parker com Michael Modine e Nicolas Cage. Trilha sonora de Peter Gabriel, que também compôs a trilha de A Ultima Tentação de Cristo, de Martin Scorcese, um de meus filmes prediletos, by the way)

Anos de Rebeldia (Out of the Blue – 1980) – Eis que depois de Easy Rider, Dennis Hopper deu pra achar que era diretor e que entendia de rock. (se bem que ele fez Colors, as cores da violência, que eu acho bom…) Diz ele que o filme foi inspirado na canção Hey, hey, my, my de Neil Young, mas, sei lá. Trilha recheada de referências, desde Elvis até punk.

Easy Rider (1969) – Arquétipo do Road Movie que surgiu ainda no meio da onda hippie. Muito sexo, drogas e rock’nroll. Falando nisso, trilha sonora com Jimi Hendrix, The Byrds, entre outros. Clássico.

American Graffiti (Loucuras de Verão) – 1973) – Sim, George Lucas existia antes de Star Wars e dirigiu American Grafitti, uma espécie de Beleza Americana dos anos 50. O retrato de uma geração e uma época. Trilha sonora recheada de clássicos do rock na virada dos 50 para os 60. Cult.

Paris, Texas ( 1984) – filme lírico de Wim Wenders, apesar de se passar no clima austero do deserto Destaque para a trilha sonora maravilhosa de Ry Cooder e suas slide guitars.

Pat Garret e Billy the Kid – (1973) – Wester intenso. poético e violento com trilha sonora de Bob Dylan (que tb atua no filme) Ah, dirigido por Sam Peckinpah, do célebre – Meu Ódio Será Sua Herança.

Repo Man, a onda punk – (1984) – Suspense policial pós punk apocalíptico em que Emilio Estevez é o repo-man, homem que recupera os automóveis que foram comprados, mas não pagos. Trilha sonora magnífica encabeçada por Iggy Pop, Clash, Circle Jerks entre outros. Não tem NADA a ver com o filme Repo Men, com Jude Law e Forest Whitaker que chegará às telas este ano ainda.

Absolute Beginners  (1986) – Meu lindo e maravilhoso Bowie é um empresário ardiloso na Londres de 58 que tenta  embrenhar o protagonista Eddie O’Connel em suas tramas  desonestas. É fraquinho, meio novela-da-Globo, mas tem como carro-chefe a canção homônima do meu ídolo.

Apenas um gigolô  ( Just a Gigolô, 1979) – Farsa político-musical com Bowie, agora em um momento melhor. Este filme fica ainda melhor a medida que o tempo passa. Entre os rapazes que trabalham para uma famosa cafetina (a incrivelmente incrível Marlene Dietrich) está o atrapalhado Bowie, soldado covarde que foi considerado herói por uma casualidade na Alemanha do final da Primeira Guerra Mundial. Filme irônico com relação ao nazismo e com trilha do Bowie.

Cry Baby ( 1985) – Ricos caretas X pobre rebeldes. No lugar de James Dean, Johnny Depp. Trilha sonora cheia de clássicos do rock e participação de Iggy Pop como o estranho tio de Depp.

E por enquanto é só senão esse post fica MUUITO LONGO!

Em breve, cenas do próximo capítulo ou Rock em trilhas vol II – Anos 90 e 00!

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Aviso

27 janeiro, 2010

Queridos e incautos vizinhos internautas. Realmente aprecio que linkem este singelos espaço em sua bloglist ou blog roll, mas gostaria de dar um aviso, ao que vejo que o objetivo deste blog NÃO FICOU CLARO.

Este blog NÃO É UM BLOG ERÓTICO ou de PUTARIA.

É um espaço genérico, meu playground particular onde despejo todo e qualquer tipo de idéia sem vínculo algum. Eventualmente falo sobre sexo, já que, graças a Deus, sou uma pessoa saudável e o mesmo está presente em minha vida, mas, não é pelo fato do blog se chamar FOGO NAS ENTRANHAS que  estão aqui relatos luxuriosos ou qualquer coisa do tipo.

Já elucidei esta questão aqui.

Portanto,  se você possui um blog erótico, dispenso seu link, ok?

(Salvo alguns amigos de longa data e muito bom gosto, viu, PD?)

Obrigada

(aff…)

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Apart

27 janeiro, 2010

he waits for her to understand
but she won’t understand at all
she waits all night for him to call
but he won’t call anymore
he waits to hear her say
forgive
but she just drops her pearl-black eyes
and prays to hear him say
i love you
but he tells no more lies

he waits for her to sympathize
but she won’t sympathize at all
she waits all night to feel his kiss
but always wakes alone
he waits to hear her say
forget
but she just hangs her head in pain
and prays to hear him say
no more
i’ll never leave again

how did we get this far apart?
we used to be so close together
how did we get this far apart?
i thought this love would last forever

he waits for her to understand
but she won’t understand at all
she waits all night for him to call
but we won’t call
he waits to hear her say
forgive
but she just drops her pearl-black eyes
and prays to hear him say
i love you
but he tells no more lies

how did we get this far apart?
we used to be so close together
how did we get this far apart?
i thought this love would last forever

(A música mais triste ever sobre a situação mais triste ever)

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Ao sair, apague a luz

24 janeiro, 2010

Me olho no espelho e tudo o que vejo é  uma larga estrada de terra, coberta por uma neblina densa e baixa.

Ela é fria, ela é longa, ela é árdua, ela acaba.

Me perdi… em alguma manobra arriscada, por alguma palavra lançada, devido a roupa mal-lavada, quando rolei a escada, porque não disse nada, idéia entrecortada, calada, malfadada, pesada…

E quando você se dá conta, transformou-se em algo totalmente oposto a tudo o que você sempre quis ser…

Mas você nunca soube o que quis ser, afinal…

Viver dói

A única coisa que torna possível a identidade é a ausência de mudança, mas ninguém acredita de fato que se seja semelhante àquilo de que se lembra.

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Escolha

13 janeiro, 2010

Escolha ter uma vida. Escolha um emprego, uma carreira, uma família, uma porra de uma televisão enorme, uma máquina de lavar, o carro do ano, um Ipod e abridores de lata elétricos. Escolha ser saudável, ter colesterol baixo e um plano odontológico. Escolha parcelas fixas da casa própria, escolha seus amigos, escolha uma roupa pra ficar à toa em casa e um conjunto de malas completo, que combinem entre si, é claro. Escolha um apartamento apertado em um bairro da moda e que fique perto da porra do seu emprego. Escolha o “faça-você-mesmo” e lide com a dúvida sobre quem você é de verdade, que assombrará num domingo de manhã. Escolha sentar nessa merda de sofá e assistir a programas que entorpecem seu cérebro, jogos televisivos que trituram seu espírito, entupa-se de junk food. Escolha apodrecer ao final disso tudo, escolha se decepcionar em um lar miserável, escolha nada mais do que a vergonha e pentelhos egoistas que você criou mal e mimou para que simplesmente te substituam nesta palhaçada toda.

Escolha o futuro. Escolha ter uma vida.

(Narrativa  inicial de Trainspotting, de Danny Boyle – 1996)

Nada precisa ser assim se você escolher ser quem quiser ser e não quem a sociedade obriga que você seja

Seja fiel a VOCÊ.

Fodam-se os outros.

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Trash people

13 janeiro, 2010

Você é uma pessoa trash se:

-Remenda  coisas  com Silver Tape ou esparadrapo

Nada contra a reciclagem, mas, pelamor, use um Super Bonder ao menos, ou na pior da hipóteses  substitua a peça por uma NOVA! Já pensou nisso?

Conheci um cara que grudou o parachoque do fusca dele com SilverTape…ah e ele dava seta com o cotovelo, enfim, uma pessoa TRASH

-Tem um cinzeiro no box do banheiro

Tb conheci um cara que fumava enquanto COMIA…horrível

–  Prende a barra da calça com CLIPE de papel

– Usa blusa tomara-que-caia com sutiã de alças

– É barrigudo (a) e usa blusas curtas

-É barrigudo (a)  e usa piercing no umbigo

-Escarra na rua ou em qq lugar que não seja o banheiro de sua própria casa

– Acha que genitalia é uma companhia aérea italiana

– Consegue cantar o Hino Nacional arrotando

-Se arruma toda e usa salto alto para ir ao supermercado, shopping ou parque


-Conheceu sua atual namorada porque ela deixou o telefone na porta do banheiro da rodoviária…

– O apoio da sua mesa de centro é a obra de um renomado taxidermista

-Acha que assistir a uma partida de luta livre faz parte das preliminares

-Você planta flores num vaso sanitário

-Metade de suas roupas exibem logotipos de marcas bem grandes, de preferência estampados no peito

-Já pegou gonorréia