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Dália Negra

31 agosto, 2006

dhalia

Hoje fui à cabine para jornalistas de Dália Negra (Black Dahlia/Alemanha 2006) de Brian de Palma.

Brian de Palma, em minha não tão humilde opinião, possui uma carreira meio esquizofrênica.

Tem no curriculum filmes como Os Intocáveis, Scarface, Um Tiro na Noite (Blow Out) e Dublê de Corpo, mas também bombas como Femme Fatalle, Terapia de Doidos, A Fúria e Trágica Obsessão. É um diretor egocêntrico,cheio de maneirismos, mas com uma percepção de espaço cênico e técnicas de movimentação de câmera notáveis. Possui a leve tendência de prolongar demais a duração dos filmes na tentativa de amarrar as diversas pontas soltas de suas tramas rocambolescas, mas, no geral, eu o acho bom. Apesar de que não figurar a lista de meus 10 diretores prediletos.

Dália Negra é um suspense policial que se passa nos anos 40 na cidade de Los Angeles. É uma história fictícia sobre obsessão, amor, corrupção e depravação do corpo e da alma. Tem como gancho a o caso verídico do assassinato de uma jovem aspirante a atriz que abalou a sociedade de L.A, na época, chocou os EUA e que permanece sem solução até hoje, mesclados a elementos do best-seller de suspense policial homônimo de James Ellroy (L.A Cidade Proibida)

Sinceramente, eu fiquei mais fascinada pela produção, pela plástica e estética do filme do que pela história em si. Cansativo, confuso e demasiadamente longo, saí do cinema com a sensação de que havia perdido alguma coisa e precisava ver o filme novamente. Eu até que fiquei feliz por ter matado a charada há poucos momentos do final (hey, isso é importante: eu classifico um suspense de acordo com o tempo que levo para matar a charada – Se faço isso no meio do filme, quer dizer que se trata de um fiasco, se descubro mais perto do fim, o conceito vai subindo. Adoro! E é isso que faz do gênero, o meu predileto. Modéstia às favas, raramente erro) mas mesmo assim, achei complicado.

Os atores são a bola da vez (que Hollywood já está chamando de “o novo Kirk Douglas”) Aaron Eckhart (de Obrigado por Fumar – Muito bom filme, aliás), Josh Hartnett (Falcão Negro em Perigo e em cartaz com Cheque Mate – filme médio, aliás) Scarlett Johansson ( Match Point – boazuda na foto e uma lástima representando) e a duplamente Oscarizada Hillary Swank (Menina de Ouro, Meninos não Choram – porque alguém precisava garantir a bilheteria).

Josh e Aaron são dois ex-pugilistas que se tornam parceiros na polícia de Los Angeles e são designados para investigar o crime incrivelmente brutal envolvendo uma jovem aspirante a atriz que, por sempre usar preto, ficou conhecida como Dália Negra. Os dois e a bela Kay (Johanson, que no filme é a namorada de Eckhart) formam uma trupe animadíssima e inseparável. O crime abala o relacionamento dos três e Hartnett acaba se envolvendo com a misteriosa rica e depravada Madeleine Linscott (Swank) filha de um grandão de Hollywood e que pode ser a peça chave para a resolução do mistério.

A trama toda é aquela coisa que você já deve ter imaginado e que lembra em MUITO L .A. Cidade Proibida.

Os heróis, que têm um laço de amizade e confiança muito fortes, sofrem a ameaça constante de uma bela mulher capaz de por em risco um relacionamento tão lindo. A carga psicológica do trabalho começa a pesar sobre amigo1 que acaba pirando e deixando a mulher de lado, jogando-a praticamente nos braços de amigo2. Ele, para fugir da tentação de comer a mulher do chapa, procura refúgio nos braços de outra, esta por sua vez, misteriosa e doentia. Isso tudo é claro, permeado por ações intermediárias,detalhes e personagens secundários que depois você descobre que têm um papel fundamental no caso, mas não consegue ver muita lógica nas ligações entre um fato e outro.

Achei médio, mas vai ver foi porque não entendi. Se é pra ser nonsense ou propor uma livre interpretação, sou mais David Lynch. Esse sim, no topo da lista de meus 10 diretores preferidos.

Vale ressaltar, no entanto, os travellings vertiginosos, típicos do diretor, closes e enquadramentos pitorescos e a reprodução na íntegra de cenas violentíssimas, ricas em detalhes. No mínimo, chocante. O filme estréia nos cinemas em outubro e está concorrendo ao prêmio de melhor filme no Festival de Veneza. Mas, na boa, não é pra tanto.

Próxima Resenha: A Dama na Água de M. Night Shymalan.

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9 comentários

  1. Eba, um dia eu vou numa cabine com a Gabi, yuhú!
    =)


  2. Depalma intercala um filme pessoal com uma superprodução, onde dirige contratado. foi assim com missão impossível, por exemplo.
    quero ver o dália negra.
    :>)


  3. Pronto! Me perdi…. saco!!! rsss… aahhmm, voltei!

    Beijos.


  4. Filme bom, mas complicado às pampas.


  5. Pra mim o nome de Brian de palma já vale uma ida ao cinema. Gostei da sua resenha, mesmo com a ressalva de que o filme é confuso. Me desafiou a ver o filme e tentar desvendar o final. Saco é ter que esperar até outubro :s .


  6. É ridiculamente feminino criticar a Scarlett. Seja mais simpática da próxima vez, senão escreverei 5000 palavras sobre Bergman aqui.


  7. Miltão: Pode escrever. Adoro Bergman. Eu só dormi em Morangos Silvestres, putaqueopariu! Serei marcada por isso o resto da vida!!!!

    Ridículamente masculino defender Scarlett somente por seus atributos físicos (que inclusive, reconheci)…agora não venha querer discutir sobre a competência da garota..ahhh não!

    : P


  8. Se não entendeu muito o filme, não comenta… Ou pelo menos não assume que não entendeu…


  9. Ué, porque Leonardo? Comento tudo quanto quiser e assumo tudo o que faço e sou. Não preciso ficar posando de “entendedora” oras! Essa é ótima…pfff



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