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A Dama na Água

1 setembro, 2006

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A Dama na Água (The Lady in the Water, EUA 2006)

O que fazemos quando queremos acabar com o suspense sobre alguma coisa? Revelamos a dita cuja, certo? Pois é. Foi exatamente isso que M. Night Shymalan fez em A Dama na Água. Detalhe:Logo no começo. O filme é um anti-suspense. Uma fábula moderna criada pelo diretor afim de envolver o público numa realidade fantástica e fazer com que voltemos a ser crianças, resgatando a ingenuidade perdida e valores esquecidos pela humanidade bláblábláblá…glub. Uma espécie de projeto de vida pessoal o qual o diretor deu início já em A Vila.

E parece que não foi só a dama que foi pra água, mas a relação de Shymalan com os Estúdios Disney, que bancaram todas as outras viagens do indiano como Sinais, Corpo Fechado (muito bom!) e O Sexto Sentido (também muito bom) com os quais ele fez sua fama. O diretor rompeu ligações com a empresa alegando “incompatibilidades criativas” e agora está na Warner, que não deixa nada a desejar à antiga casa.

O filme conta com bons efeitos especiais, alguns raros diálogos brilhantes e de resto, é pura pataquada. Mas seus filhos vão adorar.

Cleveland Heep (Paul Giamatti) é um homem misterioso e recluso que ganha a vida sendo zelador de um complexo de prédios habitado por pessoas pra lá de esquisitas em algum lugar dos EUA. De certa feita, ele cisma que existe algum morador rompendo as regras de não nadar à noite, e decide fazer uma ronda na piscina do condomínio. Até que acontece algo que muda drasticamente sua vida. Ele encontra, n’água uma outra pessoa que, como ele, tenta se esconder dos demais, uma jovem misteriosa chamada Story (Bryce Dallas Howard), que mora entre os vãos submersos da piscina.

Surpreso, Cleveland descobre que Story é uma “narf”, uma espécie de ninfa aquática, de um mundo distante, que foi mandada à Terra com o único objetivo de despertar o sentimento de mudança num ser humano predestinado a alterar os rumos de nossa História, e que é perseguida por criaturas malignas que desejam impedir que ela retorne a seu mundo de origem.

Além disso, Story possui poderes de percepção, que a permite ver qual será o destino dos moradores do prédio de Cleveland. Juntos, eles se unem para tentar encontrar um meio de fazer Story retornar à sua realidade.

Em se tratando de histórias fantásticas, místicas e fabulosas, acho que o melhor ainda está por vir. Quando livros como Belas Maldições (Terry Pratchett e Neil Gaiman) Sandman, ou até mesmo Deuses Americanos (ambos de Gaiman) forem finalmente adaptados para a telona.

É isso. A Dama na Água é bonitinho, fofinho, sensivelzinho, politicamente-corretinho e chatinho.

Estréia HOJE. Nos melhores cinemas perto de você! (duh!)

18 comentários

  1. Interessante, mas já tenho programa para hoje.
    Hohoho.
    =)


  2. Típico filme pra gente “se distrair” com a namorada no cinema… ainda mais quando temos de fazer o papel de babá do irmão dela. Além disso, odeio ver filmes que me fazem pensar muito quando estou naquelas semanas cheias de trabalho e de coisas pra entregar na faculdade. Ah! O filme garante alguma risada?😀


  3. o plot me lembrou um filme de 1986 chamado TROLL.
    :>/
    quero ver com minha bebê de 14 anos.
    :>)


  4. Caraca Bia, esse Troll é muito ruim…A Dama na Água não chega a tanto, vai…

    Beta:- Iuhú..engraçado, eu tb tenho. E é com vc! (ui!) ahhaha

    Back: – Esse “back” é de “volta” mesmo ou..bem, deixa pra lá. Sim, existem alguns momentos engraçados no filme todos eles relativos aos moradores que são bem interessantes, aliás. E..boa sorte na ida ao cinema com o irmãozinho da sua garota (afff..)


  5. Peraí!!! A amiga da Robertinha Print Laser sou eu!!! hhuumm… Pero no mucho…. hahahahahahahaha


  6. Puxa, essa resenha aí me desanimou😦.


  7. Li Belas Maldições e Deuses Americanos ao mesmo tempo e gostei muito dos dois (apesar de achar que o Gaiman não teclou nem uma vírgula no primeiro). Deuses Americanos tem mais cara de mini-série. Belas Maldições daria um bom infanto.

    []s


  8. Tudo bem, tu detonaste com o filme – que, aliás, deve ser mesmo uma bosta.

    Mas fiquei admirando tua arte de detonar o filme na parte “séria e objetiva” da resenha. Foste bem minuciosa. Deus me livre da tua língua (falando mal de mim…, bem entendido).

    Bjs.


  9. Gabi! isso é maldade sua! BacK é meu sobre nome, vem de um dialeto alemão e significa padeiro! Tirando aquela piadinha de deixar a rosca queimar, sabe o que padeiro tem fama, né?


  10. Hhahaha…não sabia que era teu sobrenome, Gustavo!
    Espero que tenha levado o que eu disse na brincadeira : ) Aliás, Gustavo é um nome lindo. É o nome do meu namorado heheh

    Realmente Miltão, minha língua é perigosa. Mas tb é capaz de fazer coisas maravilhosas…ops..dizer, eu quis dizer que ela capaz de “dizer” coisas maravilhosas…hehe


  11. Gabriela, discordo praticamente de tudo o que disse a respeito de Lady In The Water. E vamos lá:

    Os pequenos (e os grandes) detalhes deixados por Shyamalan ao longo da película mostram que é claro a sua intenção de fazer um libelo contra as guerras praticadas a esmo por líderes estadunidenses, israelenses e companhia ilimitada, e a conseqüente intolerância cultural em formas cada vez mais surpreendentes e horrorosas, envenenando com o litros de descrença os que ainda desejam uma convivência pacífica.

    A estrutura física do condominio é uma alusão óbvia às tensões territoriais, com suas paredes finas, corredores estreitos, promovendo uma constante ‘invasão’ do espaço alheio, situação que é ainda mais crítica quando percebemos que os condôminos pertencem a ordens culturais distintas: chinesas, latinos, indianos, estadunidenses da costa oeste, maconheiros… o rapaz que exercita apenas um lado do corpo seria uma referência à explícita desigualdade de forças que observamos nas últimas guerras que invadiram nossos transmissores de video? Como conter tamanha diversidade num espaço tão pequeno? Esse é o mundo em que vivemos, em constante ameaça de explosão.

    A Organização das Nações Unidas, que tem por objetivo manter a ordem no mundo, fazendo pequenas intervenções, arrumando coisas aqui e ali, mediando discussões entre líderes, é representada com perfeição pelo protagonista, o Sr. Heep. Perceba que ambos, apesar das funções atribuidas acima, são desacreditados e têm seu poder questionado.

    Viver em meio a tantas agruras é tão massacrante e nos torna tão cegos a qualquer possibilidade de mudança, que a providência, na forma de um anjo portador de boas novas, é a chave para que possamos resgatar o principal combustível para seguirmo em frente desejosos do nosso destino. E aí entra o tema que permeia TODOS os filmes do Shyamalan, resgatar a própria fé.

    Se observarmos a obra de maneira preguiçosa, ela beira o infantil, mas Shyamalan não é bobo, o absurdo serve para fazer com que o espectador perceba que tem algo de errado e se preste a ir além, e ele dá a dica logo no início, na narração em off quando diz que os homens desaprenderam a ouvir…

    um beijo, menina linda.


  12. E, Viva, acredite em mim, vá ao cinema mais gostoso aí do Rio.😛


  13. Ian.

    Shymalan não é bobo, eu tampouco.
    É claro que atentei para todos esses detalhes no filme e por isso mesmo o achei chato. Foi o que escrevi no primeiro parágrafo e nas últimas linhas.
    Vc sabe muito bem que sou uma pessoa sensível que geralmente “vê” além do que pode ser visto.

    Eu simplesmente não gosto de filmes com liçõezinhas de moral. Ao menos não assim, escancaradas.

    Gus Van Sant,Von Trier e até Oliver Stone conseguem passar essas mensagens sem serem tão óbvios e pretensiosos.

    Beijos


  14. Puxa, agora eu vou ter que ver pra “desempatar”.


  15. Mas basta lembrar de Elefante, do Gus Van Sant. O filme é uma aula de cinema, a movimentação da câmera, a direção de atores, tudo beirando a perfeição, mas eis que ele vai tentar encontrar explicação pro inexplicável (os motivos que levaram os dois moleques a promover a chacina), daí inventa que os moleques eram bichas, gostavam de hitler e de joguinhos de video-game violentos (isso tudo em alguns pouquíssimos minutos de um filme de quase duas horas). Isto, além de moralismo, é escancarado.


  16. Como se Elefante fosse sua maior obra…enfim, não vou discutir isso.

    O caso é, NÃO gostei de A Dama na Água e expliquei o porque.

    Poste sua resenha exaltando todos os pontos maravilhosos que o filme elucidou e tá tudo bem : )

    Vive la diferance e a liberdade de expressão.


  17. […] PS 1: Ainda sobre o Chico Fireman, recomendo uma visita a animada caixa de comentários do referido artigo, a diversidade de opiniões é grande. Gabriela achou bonitinho, fofinho, sensivelzinho, politicamente-corretinho e chatinho, Cristiane concordou… […]


  18. A dama na água é péssimo.
    o resto é blá blá blá pra tentar salvar o filme que, por si só, não se sustenta.



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