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Yeah Yeah Yeahs, baby

2 setembro, 2006

No meio dessa avalanche de bandinhas novas que, por meio da Internet, chegam à nossas mãos a cada dia e que são a cópia da cópia da cópia de outras que um dia foram boas, até que é possível achar coisas que realmente valem a pena.

Como meu trabalho me impele (não que eu não faça isso por prazer, enfim) a garimpar e pesquisar ao máximo sobre o assunto escuto cerca de, no mínimo, 5 bandas novas por dia. É claro que me perco, mas tento ao menos analisar algumas delas. A maioria não consegue nem me fazer levantar as sobrancelhas. Pra vocês terem uma idéia, não gosto dos primeiros CDs dos já pops White Stripes, The Strokes (Apesar de que os CDs First Impressions of Earth (The Strokes) e Get Behind Me Satan (Whites Stripes) são geniais. E só.) e não vejo simplesmente nada de novo e diferente nos queridinhos da mídia, The Arctic Monkeys.

Porém, desde o final do ano retrasado (ou até a mais tempo, claro, afinal, algumas delas já são meio antiguinhas e estão fazendo sucesso só agora) certas bandas me deram a sensação de que “vieram para ficar”, manja? De que finalmente existe vida criativa e inteligente na indústria fonográfica e nem tudo é “mais do mesmo”.

Uma dessas bandas é o The Yeah Yeah Yeahs, que vai estar na próxima edição do Tim Festival que acontece nos dias 26, 27 e 28 de outubro em São Paulo e Rio de Janeiro e que também conta com nomes como DJ Shadow, Patti Smith, Herbie Hancock, Bestie Boys e Daft Punk, entre outros. Eu quero muito ver os citados, mas o que está me dando cólicas de ansiedade na verdade é o Yeah Yeah Yeahs.

Escutei o primeiro MP3 desse trio novaiorquino em 2004 e a música era “Date with the Night” do disco do ano anterior, Fever to Tell . O vocal desigual e gritado de Karen O., as guitarras distorcidas de Nick Zinner e a bateria frenética e bem marcada de Brian Chase foram um grande achado. O punk/indie/ garage rock com pitadas de rockabilly e de guitar band no melhor estilo Pussy Galore, Chicks on Speed, Jesus & Mary Chain, Free Kitten, lembrando às vezes Blondie e Siouxie and The Banchees e até mesmo a própria Patti Smith, me conquistou de vez. Foi amor ao primeiro grito.

Tudo bem, aí você vem me dizer: – “ué, mas você não estava reclamando justamente da falta de ineditismo no mercado fonográfico?” Ahá! Mas aí é que está: O YYY não copia ninguém. Eles têm estilo próprio, atitude, presença de palco, identidade definida. Apenas têm como referência as ótimas bandas citadas acima. Sabem dosar os elementos a serem aproveitados de cada uma delas. Um riff de um, a atitude de outro, arranjos que de longe lembram certa banda e letras ora nonsense, ora agressivas e profunda em outras. É simplesmente fenomenal. Algo novo, algo que finalmente tem a capacidade me tirar de casa para ter o prazer de conferir sua performance ao vivo.

Por falar nisso, a vocalista parece garantir a adrenalina dos shows. Andrógina, cheia de estilo, autêntica e com uma beleza inusitada, Karen O é uma atração à parte. Faz macaquices, destrói instrumentos, rasga a roupa, veste fantasias e tem um gogó de ouro. Em suma: O YYY tem tudo o que uma banda de rock precisa para teletransportar o público para aquele delicioso universo paralelo feito de acordes, milhares de sons e distorções que nenhuma droga no mundo é capaz de reproduzir. Para quem não conhece, fica a dica.

O novo disco da banda é ainda melhor que o anterior e se chama Show Your Bones – Destaque para a faixa Gold Lion a qual tive a impressão de ter sido gravada por minha “ídala” Siouxie Sioux. Baixem!

(Outros post sobre outras bandas que passaram pela minha peneira tb serão feitos. Aguardem!)

Abaixo, Date With The Night – ao vivo

8 comentários

  1. Eu fiquei um pouco assustado com o primeiro disco dos Yeah Yeah Yeahs, achei muito gritado, muito barulhento e sem muita coisa interessante. Eu já disse a você que minha praia não é bem essa.

    Já o segundo me agradou muito mais. Achei bem mais estiloso e mais variado também. Gostei das melodias, e achei que a cantora pegou mais leve na gritaria. Aí eu passei a prestar mais atenção neles.


  2. Barulho e gritaria é comigo mesmo. Muito bom o som da banda, apesar de não achar que seja algo assim tão novo. No fundo já faz um tempo que não acho nada novo. Mas esse é um problema meu e não tira o mérito do veio criativo que a banda encontrou. E nem o tem mérito de garimpar coisas legais e escrever super bem sobre isso. Beijos


  3. meu pé ficou lá atrás quando ouvi YYYs pela primeira vez, umas músicas que não são nem do ‘Fever To Tell’, mas aí ‘Y Control’ me salvou, juntamente com Maps, se repararmos, as músicas mais bem produzidas do disco.

    E daí aparece o Show Your Bones, todo perfeitinho, todas as músicas que me fazem gostar dele do começo ao fim, e sim, me fazem querer muito ir ao TIM. Estaremos lá beibi, nos descabelando e dançando muito também.

    Mas das últimas bandas a que não me convenceu mesmo foi, além do engodo Arctic Monkeys, foi Rapture, tem coisa mais chata do que ‘House Of Jealous Lover’?

    Eu gostei muito do primeiro disco do Stills, mas o segundo ainda não desceu. Caminho inverso seguiu o Franz Ferdinand, que me faz ter raiva do meu bolso furado que me impede de ir ao show…


  4. Fecho com o Ian. O Franz Ferdinand está cada vez melhor.


  5. Das bandas mais novas, a minha preferida são os Beatles. Ando meio por fora…


  6. Bom, preciso ouvir essa banda com mais calma, mas vale a tua recomendação.
    Francamente uma vocalista que lembra a Siouxsie, merece uma boa ouvida😉

    Beijo!

    T§ – apaixonado por BRMC


  7. To começando a curtir agora,vou ver se isso dura,é bem pirado o som,isso da pra dizer pelo q eu ouvi,pin,date with the night,entre outras,tem uma energia legal.


  8. Hello strangers!!!
    É muito legal poder ouvir o mais do mesmo. Porém a “sacada mercadológica” da Karen O e banda fazem o velho e amado Rock and Roll, um grande quintal para se divertir, e porque não, ganhar alguns “cariminguás”
    Gosto dever é isso: Diversão, atitude e cinismo.
    Sem essa de vira mártir, e partir para a escuridão das idolatrias…
    Hey hey hey Show your bones e excelente, melhor do que o cultuado fever to tell (calma, rapaziada é só a minha opinião…Aguardo contatos para nos vermos no Tim
    Bye
    Jolluah’B’Israel!



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