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Destruindo mitos

5 novembro, 2006

Conversa entre eu e Jake (aka Bernardo, filhote do Miltão. Jake é porque ele é a CARA do Jacob Dylan!) no MSN.

Bernardo diz:
Faltou The Doors nesse texto

Gabi diz:
The Doors não era prog, estava mais pra psychodelic, não tinha tantas quebras rítmicas quanto o prog…mas sim, aquele tecladinho do Manzarek enchia o saco. Mas concordo, em termos de chatice faltou muita gente no texto… haha…

Bernardo diz:
Acho que o Jim Morrison se achava muito deus

Bernardo diz:
ainda bem que morreu, ja pensou nas declarações dele que sairiam no jornal hoje em dia?

Bernardo diz:
ja pensou o que seria uma carreira solo dele!? meu deus

Gabi diz:
hauahhaha…ele e John Lennon

Bernardo diz:
barbaridade

Gabi diz:
Bem, de tanto falar besteira tem uma hora que o cara passa a ser desacreditado, tido como louco tipo um Clodovil ahhahahahaaa

Bernardo diz:
hahahahahahha..pois é!

Gabi diz:
Acho que o Jim Morrisson seria um Clodovil gringo

Bernardo diz:
ahhahahahah…meio metido na política e dando as declarações mais absurdas…seria tristemente engraçado

Gabi diz:
Exatamente. Meio profeta do óbvio, saca?

Bernardo diz:
hahahahhahaahahaha….exato

Gabi diz:
seria triste MESMO

Gabi diz:
Poetas e loucos tem que seguir os passos de Rimbaud mesmo, morrer cedo…ou os conselhos de Oscar Wilde: “viva depressa, morra jovem e seja um cadáver atraente”!

Bernardo diz:
Ele seria aquele sex simbol todo caído, coitado

Gabi diz:
A coisa fica meio patética depois que se envelhece

Gabi diz:
hahahaha …tipo um Sergei! AFEMARIA

Bernardo diz:
ahhahahahahhahaha

Gabi diz:
que pesadelo

Gabi diz:
Estamos destruindo símbolos do rock n’ roll ahahaha (como se o próprio rock não tivesse se encarregado disso)

6 comentários

  1. Me sinto terrivelmente velho hoje.


  2. Que sacrilégio comparar o Morrison ao Clodovil, aquele deputado racista e anti-semita! Creio que a comparação mais adequada seria com o Paulo Coelho, ex-letrista do Raul. Se vivo, poderia perfeitamente imaginar o Jim escrevendo livros sobre deusas pagãs e perambulações pelo Caminho de Santiago…


  3. Ei! Faz tempos que não passo por aqui, huh? Tenho que linkar você, assim não me esqueço. Considere feito! Abraço.


  4. Meu filho! Viram?


  5. Do Clodovil a gente pode dizer que é racista e anti-semita (como disse o Inagaki), mas também dá para dizer que, já que pouca coerência existe, é homofóbico. Coisa mais triste aquele sujeito… Poderia se dar muito bem com aquela naturalidade pra falar, aquele jeito às vezes super divertido. Mas fala tanta merda… Se bem que, se não falasse aquelas porcarias, não seria ele; seria outra pessoa.

    Agora, isso aí de morrer cedo… é mesmo. A Monroe não seria mito se tivesse envelhecido, criado rugas e papada. Quando penso nessas coisas, acabo associando a idéia àquela do silêncio: quem é caladão às vezes parece tão inteligente… Tá bom, tem que ser um caladão com pose, com um certo estilo, e não aquele tipo travado que todo mundo olha e diz: “olha lá um freak típico”.
    Mas não é mesmo assim? O sujeito é calado e parece profundo, inteligente e coisa e tal. Olha o que o Aldous Huxley diz no livro Contraponto: “o silêncio está cheio de espírito e sabedoria em potência, assim como o mármore não trabalhado está cheio de grandes esculturas. Os silenciosos nunca depõem contra si mesmos.”

    Acho que é meio por aí. Mas, só pra contrariar, hoje tô dada ao falatório. 🙂

    Beijos, dona Grandona.


  6. Abre o olho, Miltão!



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