Archive for fevereiro \26\UTC 2007

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Tori, always

26 fevereiro, 2007

Ela é linda, toca piano pra caramba, é dona de uma bela voz e tem uma rebeldia clássica,  discreta, que geralmente é refletida em suas letras e atitudes. Ela é Tori Amos, uma de minhas cantoras prediletas que acaba de gravar seu 9º álbum entitulado American Doll Posse, a ser lançado mundialmente em 1º de maio, pela Epic.

Pesquisei sobre o disco e ainda não há muita informação a respeito das músicas nem sobre o tema. O jeito é confiar no gosto e talento de Tori e esperar algo muito bom, já que ela raramente desaponta (até agora nunca o fez, em minha opinião). 

Mas o que anda intrigando e instigando fãs e curiosos é justamente a foto promocional do álbum, onde a cantora (que é filha de pastor protestante) aparece com um vestido de lantejoulas, segurando uma bíblia na mão direita, exibindo a palavra SHAME (vergonha) na mão esquerda, com  sangue escorrendo pelas pernas e os saltos dos sapatos detonados.

No melhor estilo “decifra-me ou devoro-te”, a foto é aberta a interpretações, como as boas e velhas capas de discos de rock dos anos 70…

E aí? Alguém se arrisca a interpretar? Eu já tenho as minhas…

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Diálogos pós-carnavalescos: deu bode

22 fevereiro, 2007

Eu, andando calma e placidamente debaixo de um sol escaldante pelas ruas do bairro da Liberdade, em São Paulo:

-Amor, me tira uma dúvida…tô pra te perguntar isso desde terça e sempre esqueço…

Ele, pensamento longe, olhar no horizonte, pronto para comentar algo interessante que tinha acabado de ver, desiste da idéia e me responde:

-Hum, fala.

-Foi viagem etílica minha ou alguém apareceu com um BODE no Madame naquela noite?Não sei se foi verdade ou não…não lembro…hehe

-Não, foi verdade. Um cara apareceu com um filhote de bode lá. Foi estranho porque o bichinho tava calmo pra caramba, até passei a mão nele… falei pro cara: – “Taí uma coisa que eu nunca tinha visto por aqui”

-Cruzes, foi verdade então? E eu pensando que tinha bebido demais e estava vendo coisas… um bode no Madame…clichè do satânico, vai dizer?

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Como Rocky salvou meu dia

16 fevereiro, 2007

Rocky Balboa (Rocky Balboa -Sylvester Stallone – EUA, 2006) em cartaz nos melhores cinemas da cidade, é ótimo. Sim, é um filme ótimo, maravilhoso.

Rocky é tão, mas tão clichê que está acima de qualquer análise ou crítica. Apesar da maioria dos críticos de cinema ser idiota, só um idiota assumido criticaria seriamente Rocky Balboa. E olha que nem na parte técnica ele faz feio. Não mesmo.

Edição, fotografia, direção, roteiro..tudo muito direitinho. Competente. Decentíssimo.

Rocky é tão piegas e lugar-comum, que a gente adora.

É tão cheio de personagens batidos e de filosofia barata e americanóide, que a gente adora.

É tão cheio de cenas repetidas e simples, que a gente adora.

A trilha-sonora é tão nostalgicamente brega e setentista, que a gente adora.

É a velha história de superação em todos os sentidos: da força de vontade, de coragem, de determinação, de nossa postura diante da vida em geral…e a gente simplesmente adora.

Assisti Rocky ontem, na tentativa de fugir de uma tarde especialmente turbulenta.

E foi terapêutico, providencial.

Ouvir Sylvester Stallone, com aquela sua boca milimetricamente torta e aquele sotaque ítalo-americano escroto, despender pérolas filosóficas sobre a vida e sobre como sobreviver aos golpes que ela te dá, usando a dedicação e a superação de limites que o esporte exige como analogia, foi uma injeção de ânimo pra mim.

Nunca algo tão estupidamente óbvio foi tão necessário e encorajador. Eu devia ter vergonha disso? Hahah…não, penso que não. As mensagens mais importantes e cruciais estão nas coisas óbvias.

Talvez pela sensibilidade do momento, eu tenha ficado especialmente suscetível às cenas mais sentimentais, mas assistir ao filme foi como ver um antigo vídeo de família, saca?

Tipo churrasco de aniversário do avô ou VHS de festa de fim-de-ano na chácara. A sensação era a de que conhecia todo mundo ali. De que se tratavam de antigos amigos que não via há muito tempo…engraçado. Conhecia a história daquele homem, os personagens que o cercam, a cidade onde ele vive…estranho!

E para a vergonha dos intelectuais e cinéfilos que convivem comigo, sempre tive Rocky I como um de meus filmes prediletos. Sempre. Tenho até o pôster : ) Isso sem falar que adoro rock farofa…Survivor e seu “Eye of the Tiger” são ótemos!

No filme, não falta nada: nem a cena de Rocky subindo as escadas e erguendo os punhos, nem ele treinando no açougue, socando enormes peças de carne, nem ele puxando um ferro desgracento, nem ele dando sermão pro filho, nem ele chamando pela Adrian e chorando e nem ele botando pra quebrar no ringue.

Na parte da luta fiquei realmente ansiosa, como se estivesse assistindo a uma luta de verdade, talvez pelo fato de eu AMAR boxe…me segurei na poltrona do cinema, sapateei, mordi os lábios, suei. Exatamente como em Rocky I. Exatamente como faço em qualquer luta real que valha a pena. Adorei.

Mas também fiquei com os olhos marejados em algumas cenas…especialmente com essa fala, onde ele explica para o filho porque quer voltar aos ringues:

“It will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me or nobody is going to hit as hard as life. But it ain’t about how hard you hit, it is about how hard you can get hit and keep moving forward, how much can you take and keep moving forward. That’s how winning is done!”

“Ela (a vida) vai te bater tanto que é capaz de te deixar de joelhos para sempre se você deixar. Não eu, ou você, ou qualquer outra pessoa vai te bater tão forte quanto a própria vida. Mas o segredo não é o quanto você apanha e sim o quão forte te batem e ainda assim você continua seguindo em frente, o quanto você aguenta e continua seguindo. É assim que se ganha de verdade.”

Bah. É pura filosofia! Rocky salvou o meu dia. Talvez, meu ano. “Lutadores, lutam”…ele diz no filme…é. É isso aí.

Nocaute.

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Mundo dos Super-Heróis !!!

15 fevereiro, 2007

Já está nas bancas a revista MUNDO DOS SUPER- HERÓIS  Nº 3 com a matéria acima escrita por mim! – Tchanan! – que faz parte de um MEGA DOSSIÊ do Homem-Morcego. Pra nenhum fã botar defeito, cheio de curiosidades e informações preciosas.

E mais um monte de coisas legais, como:

Jack Kirby, o rei dos quadrinhos
Criador de diversos personagens clássicos, ele modificou para sempre o universo dos super-heróis

 Carros dos heróis
Velozes e turbinados, eles são tão importantes quanto seus donos. E vivem roubando a cena

Uniformes do Wolverine
Conheça os modelos que dificilmente ficam inteiros após as constantes brigas do baixinho mutante

Entrevista com Marcelo Campos
As opiniões e dicas do primeiro artista brasileiro a desenhar quadrinhos para a Marvel e a DC

Histórias sem fim
Pouca gente sabe, mas vários projetos de quadrinhos nunca saíram da redação da Marvel e da DC

Thor, o Deus do Trovão
Conheça os poderes do seu fantástico martelo Mjolnir

Os heróis da Filmation
Da Poderosa Ísis ao heróico He-Man, a história do lendário estúdio de animação

Blockbuster em quatro rodas
Os Transformers chegam aos cinemas em 2007 em uma superprodução. Conheça os detalhes

Peneira Pop
Notícias e um pouco mais: o admirável novo mundo da Virgin Comics; Eleição com os melhores de 2006; Seriado de TV do Cavaleiro da Lua; Ultragás e muito mais.

A Revista Mundo dos Super-Heróis tem 84 páginas e custa R$ 9,90 e é voltada tanto para fanáticos por heróis dos quadrinhos, da TV e do cinema, quanto para leigos que procuram informações curiosas sobre o assunto. Já está nas bancas, COMPREM!

Pra visualizar a versão digital, clique aqui

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Excerto da Hora

14 fevereiro, 2007

Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.

Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.

O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

(Pablo Neruda)

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O teste

13 fevereiro, 2007

Estou passando por um árduo teste. O que me lembrou dessa música:
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O diabo apareceu pra mim esta manhã…disse que tinha uma coisa pra me mostrar
Eu o fitei espantado, como se nunca tivesse visto um rosto em toda minha vida
Aqui vamos nós então, deslizando por esta porta que se abre…

Fotos e objetos do meu passado me circundam e se espalham pelo chão
Estou sonhando isso e aquilo outro…não me arrependo de nada

Pense sobre isso…

Sim, estou procurando pelas ondas que se quebram em meu horizonte, é…

Estou brilhando

Procurando pelas ondas que se quebram em meu horizonte…

 Deus, estou brilhando…

Você me ouve tanto quanto te ouço?

Você sabe que sempre perco a cabeça, não consigo explicar onde eu estive

Você sabe que quase sempre perco a cabeça, mas eu poderia tentar explicar o que vivi

De qualque forma, estou feliz por ter visto o que vi e por saber que as imagens estão desaparecendo de minha mente…

Mas acho que agora eu consigo ver a luz…acho que consigo ver a luz

Me dê sua mão

Você sabe, eu quase sempre perco a cabeça…mas agora estou em casa

Livre

Eu passei no teste?

Eu passei no teste?

Melhor eu ir para a cama agora

(The Test – Chemical Brothers feat Richard Ascroft (The Verve)) – Um de meus videos prediletos e uma de minhas músicas favoritas do CB. Enjoy.

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0 fim da poesia e/ou analfabetismo funcional

12 fevereiro, 2007

Ter que  explicar tudo o que se escreve e justificar-se a todo o momento para evitar mal-entendidos  além de ser algo extremamente patético é, certamente, o fim da poesia…

…ou seria da inteligência?

Será que fulano (a) não consegue transcender e pensar além, libertar-se das palavras e seus significados e simplesmente sentir o que está registrado ali, em forma de escrita?

Tem gente que definitivamente não consegue sentir nada. Mas aí  já deixou de ser gente.

Virou “coisa”

Eu fico aqui pensando…

“As únicas pessoas são as que querem tudo” – (J. Kerouac)

“A obediência à realidade significa debilidade no amor” – (Anaïs Nin)