Archive for julho \27\UTC 2007

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A tal fidelidade

27 julho, 2007

Depois da série que escrevi sobre casamentos, muita gente me questionou sobre o assunto fidelidade, por não ter mencionado ou não ter ido mais a fundo no tema, o tão temido fantasma que assombra 11 entre 10 casais.

É claro que, como eu disse, não costumo acreditar em nenhuma regra para coisa alguma, especialmente  em se tratando de relacionamentos, matéria extremamente subjetiva e variável. Se eu fizer 30 tópicos abordando o tema, vão faltar outros 50 igualmente super-importantes com assuntos diversos e por aí vai. Não dá pra dar fórmula de porra nenhuma. A vida é assim: cada um criando sua própria maneira de encarar e levar as coisas.

Em minha humilde opinião, de quem já traiu e foi traída, traição é um risco que todo casal corre. Assim como um acidente qualquer. E igualmente como um acidente qualquer, pode ser evitado. Mas, infelizmente, não há garantias. Em nenhum relacionamento há garantias aliás…a não ser que que você faça um contrato pré-nupcial ou algo que o valha…

Enfim, o que eu quero dizer é que não adianta ficar paranóico (a), possuído (a), possessivo (o), doente. Não adianta querer trancar o cônjuge em casa, vigiar seus passos, fuçar na bolsa, na carteira, no celular, no orkut, chegar de surpresa para pegar em flagrante, viver com medo, sob a sombra da tragédia.

Se tiver que acontecer, VAI acontecer, você não vai conseguir impedir e pode não ser o fim do mundo, se você não quiser.

Pessoas traem por razões diversas. Mas a maioria é porque está descontente com o relacionamento.  Fato. Muito raro o caso de trair porque se apaixonou perdidamente pelo affair. Acontece, claro. Mas aí é caso de se perguntar  se fulano (a) amava mesmo, entre outras.

Não porque “quem ama não trai” – MENTIRA. Trai sim. Porque quem ama, também se sente só, também se sente incompreendido, também se sente sufocado, também se sente cobrado, também pode ter uma vida sexual escabrosa, também pode estar atolado em inúmeros problemas E… acaba procurando refúgio, alívio, escape, fuga – em outro relacionamento, mesmo que este seja passageiro e puramente sexual.

Na verdade, para quem trai é mais fácil fugir e procurar com outra pessoa, com quem não se tem histórico algum, portanto, compromisso algum, aquele vigor perdido nos primeiros anos de relacionamento, quando tudo estava bem.

Acontece também da pessoa simplesmente trair por trair. Afinal, o oceano está tão cheio de peixes e tal… pura infantilidade e insegurança.

Existe também aquele tipo de pessoa eternamente apaixonada. Apaixonada por tudo: pela vida, pelas pessoas, pelas artes, pelo toque, pelo sexo, pelas sensações…aquela pessoa intensa, flamejante que “quer mastigar a vida e ser engolido por ela”…

Esse tipo de pessoa precisa ter disciplina para não sair traindo por aí. Porque é difícil. Eu lhes digo por experiência própria. Não porque somos devassos vagabundos, (ou talvez sejamos…a sociedade é hipócrita e aponta o dedo sujo de merda para tudo que adoraria fazer MAS NÃO TEM CORAGEM – rótulos são os outros que dão. Quem os aceita ou não, somos nós) mas porque queremos sensações. Simples assim.

Nada justifica e tudo justifica. Depende de que lado você está.

Aí entra uma outra coisa na história que aprendi a duras penas: RESPEITO. E isso varia de casal para casal. Eu não traio hoje e não pretendo trair, porque RESPEITO o meu companheiro.

 Porque temos uma relação duradoura, verdadeira, transparente, deliciosa e UMA HISTÓRIA INCRÍVEL. E eu simplesmente não quero destruir tudo isso por uma trepada, para ter uma sensação gostosa de novidade ou qualquer coisa que seja. Já passei dessa fase. Até porque estou plenamente satisfeita em todos os sentidos.

Mas tem gente que não.

Portanto, antes  de terminar seu relacionamento por conta de uma traição, analise os fatos. Talvez haja um problema entre vocês que acabou propiciando essa situação e haja cura. Vai ser demorado, dolorido, difícil, terrível, excruciante, massacrante, porém, não impossível.

Muita gente não admite ser traído. Já dá a sentença ao relacionamento e aí, não tem volta. Tem gente se volta única e exclusivamente para o problema. Fica amargo, abdica da vida, não se dá outra chance. Essas pessoas precisam entender que todo mundo erra, em maior ou menor grau, mas erra. Até elas mesmas. Precisam ser menos inflexíveis e tentar se por no lugar do outro. Sempre existe uma razão, por mais bizarra que seja.

Tais pessoas precisam rever as escolhas feitas, principalmente referente à escolha do cônjuge. Tudo o que acontece em nossa vida é fruto de nossas escolhas.

 Talvez você soubesse de certas coisas e tenha feito vista grossa, talvez pensou que pudesse mudar o outro… amiga (o),  isso nunca acontece. O outro muda SE QUISER. Do contrário, continuará o mesmo e acabou.

São mil razões para uma traição acontecer. Não dá para enumerar uma por uma e dar o remédio da cura. Quem dera.

Mas lembre-se: um casamento nunca acaba somente por conta de uma das partes.  E nem sempre uma traição é razão para se terminar um relacionamento.

Existem bactérias bem menores, mínusculas e imperceptíveis que são ofuscadas pelo monstro da infidelidade e que vão roendo a relação sem que o casal perceba…e aí, quando os dois se dão conta, já é tarde demais. Não sobra nada. A única coisa a qual o casal partilha é a pura existência.

E o fim, de qualquer coisa, sempre é muito, muito triste.

Bem, essa é minha opinião sobre um assunto tão controverso e difícil.

Cada um tem a sua. Cada um escolhe como vai lidar com isso. Só faço votos de que seja da melhor forma possível.

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Tá acabando (a série de posts!)

23 julho, 2007

Continuando (e quase acabando, pq já deu) a série de posts sobre dicas para casais : )

(UAU, tô me sentindo aquela véinha tarada do GNT com seu programa de dúvidas sexuais… como ela chama mesmo? Sue Johanssen, acho.)

10 – O sexo fica melhor, sim. Mas como tudo, é preciso querer.

Muita gente reclama da falta de desejo sexual depois que se casa. Acho que rola um paradoxo aí. Quando a gente é solteiro, a gente tenta trepar o máximo de vezes possíveis, afinal, não temos idéia de quanto tempo o namoro ou caso vai durar nem de quando vamos ter sexo bom, seguro e garantido tão cedo.

Já quando nos casamos, a coisa está ali, acessível. Pode ser a qualquer hora, em qualquer cômodo da casa, sem ter que se preocupar se seus pais vão ouvir na sala ao lado ou se não se tem dinheiro pra pagar motel naquele dia.

 Acho que essa disponibilidade, essa facilidade do sexo a qualquer momento acaba “tranquilizando” a galera, que dá uma diminuída na freqüencia de relações, o que é normal (contanto que não caia de 4 vezes por dia para ZERO!)  mas isso não pode ser pretexto para diminuir a qualidade dessas relações, pô!

Novamente: criatividade, vontade, ousadia e tesão (claro) fazem parte do pacote.

Se tem algo que MATA o sexo no casamento, é a maldita ROTINA.  Não aquela rotina gostosa, familiar, mas aquela totalmente prática e sacal: contas a pagar, levar o cachorro no pet shop, reforma em casa, fazer faxina… tem que ter disciplina, pois se vocês se deixarem engolir por essas coisinhas pequenas que vão comendo o casório pelas beiradas, em menos de três anos vocês estarão em frangalhos, cansados da presença um do outro, achando que casamento é um amontoado de obrigações ridículas e vão se perguntar o que aconteceu com aquele fogo todo do começo de namoro. Vão relaxar.

E por falar em namoro, eis um dos segredos do bom sexo ao longo do casamento: NAMORAR É FUNDAMENTAL.

Saiam sozinhos, tenham tempo só pra vocês, longe das obrigações, filhos, sogra, cachorro e galinha. Se dêem presentes, fora de época, claro. Não deixem de lembrar das datas de vocês, pequenas demonstrações de carinho e atenção ajudam a manter a chama acesa.

Continuem pensando e fazendo sacanagens (de sexo, de sequiço!)  Vocês se casaram, não entraram para um convento… (agora, se vocês nunca pensaram ou fizeram sacanagens, bem…tenho pena de vocês)

E experimentem, sempre. Não tenham medo. Usem a intimidade e a solidez do relacionamento a favor de vocês. Aí é só relaxar e gozar, como diria nossa ministra (e sexóloga!)  Marta Suplicy.

11- O amor nem sempre é o suficiente para sustentar um casamento

É a mais pura verdade. Sempre me lembro de uma música do Van Halen quando penso nessa frase (Not Enough). Às vezes há amor, mas não há compreensão, comunicação, apoio, sinceridade, admiração nem respeito, nem dinheiro. É triste, mas muitas vezes um  casamento não sobrevive sem dinheiro. Já dizia minha avó “Nosso Amor e uma Cabana é muito bonito no cinema”, mas não rola na vida real. Não que todo mundo precise ganhar na Mega Sena pra casar, mas é preciso garantir o mínimo de conforto e condições para se ter uma família, ou então vai ser tudo um sofrimento só e o amor vai ser sufocado por outras necessidades.

12 – O custo de uma mentira geralmente é muito maior do que qualquer vantagem em dizê-la.

Isso é foda. É claro que não estou falando das “white lies”, inofensivas e divertidas  e sim daquelas que podem afetar o outro total e diretamente. Fiquei sabendo de um caso de uma menina que mentiu para o noivo que não podia ter filhos, tudo porque a dondoca não queria engravidar e engordar, enquanto o cara era LOUCO por crianças e daria tudo para ser pai. É claro que ela não aguentou a culpa de ver o cara se lamentando e dando todo cuidado a ela (na doce ilusão de que ela também estaria triste) e contou a verdade, disse que não queria ter filhos e ponto. É claro que eles se separaram, pois nesse caso não havia negociação.

O resto, se perdoa, se trabalha para esquecer e os dois se curam juntos porque  CONFIANÇA É ALGO QUE  LEVAMOS ANOS PARA CONSTRUIR E SEGUNDOS PARA DESTRUIR. E se se você tem dificuldade em PERDOAR as pessoas, querido (a), faça terapia e NÃO SE CASE.

É isso. Sejam felizes!

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Casar continua sendo bom…(apesar da propaganda contra)

20 julho, 2007

Continuando minha série de conselhos inúteis para casadoiras ou pessoas que desejam ter um relacionamento estável e duradouro:

8 – Combinado não é caro (atenção!): AS ÚNICAS REGRAS NUM CASAMENTO SÃO AQUELAS QUE O CASAL ESTIPULA.

É isso mesmo. Ao contrário do que a sociedade e as religiões insistem, o casamento ou a relação estável, não é uma instituição engessada e imutável. 

É um relacionamento entre duas pessoas diferentes,  com cargas emocionais e criação muitas vezes opostas, problemas, traumas, idiossincrasias e que, apesar disso tudo, ainda acham que podem se tornar pessoas melhores e felizes convivendo, trocando experiências, aprendendo, crescendo e sendo companheiros.

Portanto, se para muitos casais, a suruba, casamento aberto, serem swingers, morar em casas separadas, dormir em quartos separados, ter duas privadas no banheiro para cagarem em união, roubar comida do prato um do outro, não ter filhos, ter pencas de filhos, morar no interior sem luz elétrica, morar no Centro de São Paulo ou adotar qualquer outro tipo de filosofia de vida e de regras próprias para o relacionamento foi algo perfeitamente combinado entre eles e todos vivem felizes com isso, questionar o modo de vida dos outros NÃO É DA CONTA DE NINGUÉM.

Aí o problema é quando um ou outro foge ao combinado. Quanto a isso, ler parágrafo – “Todo mundo briga”…

Aprendam e se meter com a própria vida e sejam realizados e felizes  com o que lhes cabe nesta existência. Tenho dito.

9 – Compromisso não é prisão, é escolha.

Se tem uma coisa que espanta qualquer um que pense em casamento, é o tal do “compromisso”. Na minha opinião, ele se encaixa no tópico acima: é um combinado feito entre casais. Se vocês combinaram serem fiéis um ao outro e uma das partes (ou ambas, vai saber? Mas aí é caso de mudar o combinado, certo?) simplesmente NÃO CONSEGUIR, então é questão de se conversar, e muito. E se perguntar sobre o rumo da sua vida e do outro.

Acho que pelo simples fato de se encarar o compromisso como sendo escolha e não algo imposto já ameniza bastante sua carga. Muito do “peso” atribuído ao casamento vem de  lendas e  exemplos de uniões infelizes. Dividir´a vida com alguém é difícil, sim, óbvio. Mas viver só também é. É questão de balancear os prós e contras e ver o melhor para os dois. Viver com alguém, ou viver só. Vai de cada um.

Invente, tente, faça um casamento diferente. Existe felicidade e vida pós-casamento. Você nunca vai descobrir se não tentar.

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Casar é bom III – a missão

18 julho, 2007

7 – Todo casal briga. Ou: É possível amar e odiar uma pessoa ao mesmo tempo. Ou: não é o fim do mundo, nem do seu casamento.

Acho que sobre brigas não tenho muito o que falar. Falar o que? “Parem de brigar, vamos todos viver em paz, união e fraternidade, irmãos?” – Todo discurso anti-brigas vai soar falso e fora da realidade. Todo casal briga, isso é fato. Os motivos são inúmeros, não dá pra julgar uma coisa dessas.

Pessoas são diferentes e lidar com diferenças é difícil, ponto.
O único conselho que posso dar nesse sentido é: tente não partir para a ignorância, violência e falta de respeito.

Não xingue, não chame de corno, de puta, DE GORDA, não mande tomar no cu e não deseje a morte. Dele/dela, no caso.

Ele é seu cônjuge, a pessoa com quem você escolheu passar o resto da vida (ou o máximo de tempo possível…) não um desconhecido que te fechou no trânsito.

Não arremesse coisas. Ao menos não algo que possa machucar de fato. Da última vez, eu joguei um tupperware…vazio. Nem doeu, vá!

Não use a força de modo ALGUM. A linha entre o bom senso e a total ignorância fica completamente imperceptível nessas horas… aliás, se tivéssemos bom senso nem chegaríamos a brigar, enfim.

Tente não gritar. É difícil, mas TENTE! *gritando*

Não faça barraco em público. Isso é brega. Seja chique, segure a onda e use o INFALÍVEL: depois a gente conversa. Seguido daquele olhar enregelante. UIIII!

Se o barraco for realmente inevitável e você sentir que vai dar um pití daqueles, SUMA. Desapareça à francesa. Saia chorando, lágrimas ao vento, grite no meio da Paulista, na chuva…ao menos a cena vai ser hollywoodiana e não um pastelão.

Aliás, não há briga que resista a uma boa esfriada de ânimos. Tá no meio da discussão que mais se assemelha às praias da Normandia no Dia D? Pegue as chaves, calce um tênis e saia. Vá dar uma volta e retorne mais calmo (a), cheio (a) de amor pra dar. Funciona pra nós : ) É bem gostoso “fazer as pazes”.

No mais, não se matem. Por favor. Resolvam de vez a questão para ela não dar uma de “a volta dos mortos-vivos 5.307”. Não há nada mais terrível para uma relação do que desencavar assuntos mal-resolvidos a todo momento. Resolvam! E fiquem em paz… ao menos até a próxima briga.

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Casar é bom II

17 julho, 2007

Continuando…

4- Se você não consegue ser feliz sozinho (a), não é casando que isso vai mudar.

Aliás, mocinhas, não sei se avisaram vocês mas…casar não vai ser a resolução para NENHUM de seus problemas! Uia! (ok, podem cortar os pulsos com faquinha de rocambole agora) tampouco o único e inexorável destino reservado às mulheres!  Podemos fazer muito mais coisas além do casar e engravidar, sabiam? Pois é…pfff

Agora, se você discorda de tudo o que escrevi acima, você precisa é de um psicólogo, não de um companheiro. Vai se tratar, sua louca!

5 – Tente não ter conta conjunta, mas esteja pronta (o) para fazer sacrifícios financeiros em prol do casamento.

Auto-explicativo, certo? Finanças são um ponto muito, muito delicado de um casal. Mais que o Ponto G. Dividir a mesma cama é uma delícia, mas o mesmo não pode ser dito do sagrado dinheirinho.

Vão existir, indubitavelmente, ocasiões em que você vai ter que deixar de comprar aquela bota linda, aquele perfume importado, aquela coleção de DVDs, AQUELA EDIÇÃO RARÍSSIMA DE QUADRINHOS (BUÁÁ) para fazer supermercado, pagar a conta de luz, a TV a cabo, a internet, o sofá… Sad but true. And necessary. Curta esse momento. Afinal, é a casa de vocês.

Divida as contas da casa, quem receber primeiro paga e depois pega dinheiro do outro para supérfluos, ou sei lá. Façam a combinação de vocês… Geralmente a dureza dura (rá!) algum tempo, até vocês se estabilizarem. Estejam preparados para tempos de vacas magras. Depois passa.

Trocando em miúdos. Se você for um/uma escrota (o) esgoísta, não se case. Nuff’ said.

6 – Não idealize. Nada. Nunca.

Na verdade, esse tópico deveria figurar como o primeiro da lista. Não idealizar evita frustrações, em todos os âmbitos da vida. Esteja ciente de que vai embarcar num vôo cego onde tudo será novidade, nada será como nos filmes, meu bem, acorde. Pode ser muito melhor, aliás. Ou pior…

Aquele homem com o quem você sonhou a vida inteira não existe. Ele peida, arrota na tua frente, tem hábitos irritantes, é grosso às vezes, larga a toalha de banho molhada em cima da cama e esquece a data de aniversário de namoro…e você vai ter que aceitar esse mesmo que apareceu e por quem, afinal, você se apaixonou. Pense que poderia ser muito pior…e acredite, tem coisa MUITO pior por aí… (mas tudo bem, isso não quer dizer que você vai ter que nivelar por baixo…alou auto-estima! Uhú! Arrasa!)

Já parou pra pensar que ele também te imaginou de um jeito e deve ter se decepcionado? Pois é. Especialmente se você for uma daquelas que usa bota branca…afff

Casar na igreja é uma dinheirama sem tamanho e a maioria dos parentes sai falando mal da festa. Não vale a pena. 

Você fica cansadésimo, com cãimbra na boca de tanto forçar o sorriso o tempo todo e a noite de núpcias não é nada luxuriante. E vamos combinar? Casar na igreja saiu de moda… (ihihi agora a Opus Dei e o Darth Papa vão me mataaaar…)

Se bem que cair na cama totalmente vestida de noiva, (ou de noivo) com os pés latejando no salto, suados, fedidos, com fome, maquiagem escorrendo e deixar-se embalar nos braços de Morpheu até a manhã seguinte, pode sim, ser extremamente delicioso. Porque é isso o que acontece.

Portanto, reveja bem o seu sonho de “casar de véu e grinalda” e toda essa bobajada. (ops) porque o legal e o real de se casar é o que vem depois da festa.

Conheci uma aí que se casou só por causa da pompa. E cá entre nós, nem isso valeu a pena. Coitada. A festa dela foi uó. E o garçom nem passava na minha mesa para deixar “cocrete”. O fim.

Pense em outras alternativas para comemorar o enlace. Use a imaginação!

Acho fechar um restaurante, por exemplo,  mais chique, mais barato, menos estressante e igualmente recompensador.

Rega-bofe para meio mundo é brega demais. Aparece gente que você nem conhece e você e seu noivo ficam um olhando para cara do outro, se perguntando “É parente seu?”. Horrível.

Façam festa para quem REAL E VERDADEIRAMENTE  acompanhou a história de vocês, de quem vocês REALMENTE sentem as boas vibrações e desejos de felicidade genuínos e para as amizades profundas, infalíveis e perenes. O resto que se lasque.

To be continued…

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Casar é bom

17 julho, 2007

Nunca gostei dessas regrinhas idiotas, do tipo “10 dicas para se dar bem no vestibular” ou “20 maneiras de deixar seu homem louco na cama” – Pura balela. Ridículo.

Somos pessoas diferentes e cada um de nós tem seu próprio jeito de fazer as coisas. Ou de não fazer, oras. Sou contra todo o tipo de rigidez de idéias, de preceitos, de valores, de filosofia de vida. Já outros tipos de “rigidez” eu aceito e faço questão…pelamor…

Tenho 31 anos, dois casamentos e uma longa lista de relacionamentos. Acho que aprendi algumas coisinhas nessa minha…aham “pesquisa de campo” e freqüentemente respondo à dúvidas de amigas casadoiras e/ou apaixonadas, cheias de dúvidas e traumas pessoais/sexuais ou simplesmente curiosas.

 Fico feliz em saber que minha experiência, meus erros e acertos podem ajudar outras pessoas. Ou não.

Alguém, um dia, em algum lugar, disse que se conselho fosse bom a gente vendia e não dava…mas tem outras coisas que a gente devia vender e acaba dando mesmo, então…fuck off.

:: Alguns conselhos de uma balzaca doida casada e feliz::

1- Grandes relacionamentos são criados, não acontecem por acaso.

Ok, seus olhos se encontraram, seu coração disparou, você sentiu cheiro de jasmin no ar e ouviu o dobrar dos sinos…tudo lindo e maravilhoso até o primeiro fim de semana juntos ou aquela “viagem teste” para o litoral. O príncipe vira sapo. E daqueles bem verruguentos e viscosos.

Dar certo logo de cara pode acontecer, mas é raro. Existe algo chamado SINTONIA (ou afinidade) e existe outra coisa chamada TOLERÂNCIA (ou paciência). Quando não se tem a primeira assim, facilmente, é imprescindível que se tenha a segunda ou o relacionamento está fadado ao fracasso.

Casal de comercial de margarina sucks e, como diria Padre Quevedo, non ekziste. Existem sim, aqueles ótimos, que, apesar dos pesares se dão muito bem. Mas acredite: às custas de muito, muito trabalho em conjunto.

2 – Não tenha medo de se mostrar vulnerável

Você está num relacionamento, não num campeonato de luta-livre. Nele não existe “quem ganha e quem perde”. Os dois estão no mesmo barco e vão afundar juntos se continuarem com esse pensamento.

Portanto, você pode, sim senhora (senhor) mostrar-se vulnerável e dizer que não quer continuar a discussão porque isso o/a machuca e a faz sofrer. Chega.

3 – Vocês não nasceram grudados.

Não existe nada mais brega do que casal que faz TUDO junto, que só sai se o outro for, que só tem amizades em comum e outras coisas enojantes e enviadadas.

Que eu saiba, antes de se conhecer vocês tinham uma vida bem legal, com amigos e coisas que gostavam de fazer sozinhos…(se não tinha, então você sempre foi uma/um loser) porque diabos isso mudou agora?

Um não tem que necessariamente gostar de TUDO o que o outro gosta e nem aturar amigos idiotas, nerdices, comidas, cores, lugares, hobbys e particularidades do outro.

Tolerar já está de bom tamanho. Ser obrigado a gostar já é pedir um pouco demais.

Quando nos casamos, temos que aprender a dividir nosso tempo entre a nossa própria vida e nossa vida com o parceiro. Mas isso não quer dizer que temos que abrir mão de nossa própria vida. Ela continua. Com as mesmas delícias e problemas de antes.

Não deixe de ser quem você é para agradar o outro. Isso é roubada e dá muito, muito errado. E esse conselho não serve só para relacionamentos. É geral.

E se vocês não tem muitas afinidades além do amor, do sexo e de outras poucas coisas, não entre em pânico: o segredo é se concentrar e aproveitar o que vocês tem em comum, e não as diferenças.

Acho que essa “fusão total”, exagerada e desnecessária é uma das principais causas de separações e frustrações no casamento. E também é razão para o povo ter medo da união.

É observando casais, bregas e chatérrimos que as pessoas morrem de medo de se comprometer e perder a tão cara liberdade e individualidade.

Casamento é  pra ser um junção de forças, experiências, alegrias (problemas tb, oras) mas é para ser leve, não um fardo. Casamento NÃO é encosto. Cruzes.

To be continued…

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Schizo Fashion Descontrol

11 julho, 2007

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PS: WordPress tá bixado, não consigo subir fotaTô abalada. Cheguei à terrível e triste conclusão de que me visto feito uma adolescente.

Meu uniforme padrão é: all-star, camisetas com dizeres capciosos e/ou engraçados, personagens de desenhos dos anos 80 e/ou de bandas (também dos anos 80) e calça jeans.

No frio, uma jaqueta de couro, no melhor estilo Joan Jett.

 No calor, troco a calça por uma sainha “indie”, estilo Belle & Sebastian e voilá.

Modelito-Capricho total. Cruzes. Eu sou uma mulher de 31 anos, porra!

De uns tempos para cá, venho me sentindo meio esquizofrênica no quesito estilo. Justo eu, que sempre fui elogiada por isso! Bloody hell!

Acontece o seguinte: tem dia que ponho meu uniforme básico. Afinal, ele é mais confortável, me dá mais mobilidade e como eu sou uma pessoa agitada, que anda rápido, que corre pra lá e pra cá e trabalha com produção, tenho que prezar pelo conforto, não tem jeito.

Não há elegância que resista à minha rotina maluca.

Mas aí, tem dias que quero me produzir e vestir algo condizente com minha idade. Aí eu perco a mão e descambo pro Modelito-Barred’s,-recepcionista-de-hotel-de-luxo.

Tá difícil.

Bem, pelo menos eu não sou daquelas balzacas que andam com tênis da Hello Kitty, Bolsa da Pucca, chaveirinho da Barbie…

Ok. Meu chaveiro é do Homem-Aranha….

Tsc.