Archive for outubro \31\UTC 2007

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Um blog é um blog, é um blog, é um blog…

31 outubro, 2007

Vira e mexe isso acontece, estou meio cansada de blogar. Não porque não tenho nada a dizer, pelo contrário, mas ainda assim, por mais que eu ameadore escrever, prefiro dizer pessoalmente, num bom papo entre amigos, numa mesa de bar, ou em casa numa noite especial, regada a muita música boa, bebidas e presenças sempre queridas.

Prefiro interagir, reparar em expressões e gestos, em sons de risadas e gritos, em palavras carinhosas ou desafiadoras, sentir cheiros, gostos, humores, o clima.

Estou meio de saco cheio dessa blogsfera onde todo mundo tem que saber do último assunto do momento e ter uma opinião super hiper engraçada ou capciosa sobre ele.

Ou até mesmo inventar assunto. E uma opinião sobre. E uma polêmica, pra agitar.

Nada contra blogs de poesia e contos, por exemplo,  porque aí é arte pura e por isso, sempre benvinda (er..nem todos os blogs são arte pura mas, enfim…fazendo a generosa…)

Às vezes não tenho opinião sobre as coisas logo de cara. Outras vezes não quero falar sobre o assunto, ele pode ser muito chato, muito pedante e minha opinião é que todos já deviam ter opinião sobre ele, ué. A minha não vai ajudar em nada.

Tampouco me sinto confortável em  ficar falando sobre minha vida, relacionamentos, episódios… sobre a vida dos outros então, nem se fala. Odeio isso. Cada um que cuide de seu próprio mundo.

Sobre artes em geral, bem, está todo mundo careca de saber que adoro cinema, quadrinhos, pintura, dança, teatro e literatura. Nem por isso quero me sentir obrigada a fazer uma resenha de cada filme que vejo, exposição que visito ou espetáculo que assisto.

Por isso, por vezes, posto videos de música, ou uma poesia, ou uma foto, ou uma frase ou passo dias, semanas, sem postar porra nenhuma.

Nesses dias de overdose de informações, acho que estou ficando cada vez mais low profile. Ou seria slow profile? – As notícias me cansam. Sério. Pode até ser encarada como uma falta grave tal revelação ser feita por uma jornalista, mas cansam.

Em todo lugar existe todo o tipo de notícia sobre todo o tipo de coisa …e infelizmente a maioria delas com o mesmo enfoque, o mesmo tom, o mesmo assunto. 

E não quero que esse blog seja mais um agente da mesmice mundial.

Não há nada de novo debaixo do sol, a maioria dos veículos de comunicação não apresenta nada desafiador, que faça refletir, nada capaz de mudar formas de pensar ou até instigar o pensamento, capaz de mudar a vida de alguém.

É tudo fast food. Processado com sabor, cor e odores propícios para a deglutição e  satisfação imediata da fome de informação, sem maiores cerimônias, sem calma, sem reflexão, sem degustação, sem fazer pensar.

Não vejo jornal, leio raras revistas, e de vez em quando leio jornal impresso. Fico sabendo das coisas ou por releases que recebo ou pela internet, que também é super a jato. Boa e ruim ao mesmo tempo… depende de quem lê.

E quem lê, se quiser mais, acaba ficando com fome.

O problema do povo receber notícias em tempo real e de forma ininterrupta é que não tem respaldo cultural nem intelectual para formar qualquer opinião sobre qualquer tipo de assunto. Sabe por que?  Aí é o axioma de Tostines: porque se acostumaram a não se aprofundar em nada, porque tudo lhes foi passado de supetão, pela metade,  goela abaixo.

Todo mundo sabe de tudo um pouco, mas só por cima, só de ouvir falar. E aí, em consequência disto, acabam gerando  mais informações e opiniões capengas, unilaterais, pobres, pela metade, inúteis.

Mas, bah..quem sou eu, não é mesmo? Vou ficando por aqui. Nesse mundo tão cheio de opiniões mega relevantes sobre assuntos totalmente fúteis, creio que a minha não vá fazer a mínima falta.

Au revoir.

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Você meu amigo de fé….

26 outubro, 2007

Outro dia ouvi, não sei de quem, ou li, sabe-se lá onde, que agora a nova onda lá fora (o que quer dizer que não vai demorar muito pra pegar por aqui) é contratar um personal friend.

Sim, nesses tempos modernos, onde não se acha tempo pra nada, nem para se fazer amigos, o personal friend, ou amigo de ocasião (já que amigo pessoal ou particular soa…incongruente…) vem bem a calhar, veja só:

-Ele tem carro e nunca vai te miguelar uma carona, mesmo que você more onde Judas Perdeu a Memória (porque as botas já foram faz tempo). Até porque está sendo pago para isso.

-Ele não vai xavecar aquela mina que você está de olho, ou se for mulher, não vai usar aquele vestido maravilhoso exatamente igual ao seu, justamente naquele dia em que você encontrou seu paquera no cinema. E o melhor, não vai ficar sorrindo, nem piscando à toa e nem jogando charme pra cima do cara, na maior concorrência. É só soltar cinquinho na mão que ela será acometida de um piriri arrasador e vai passar meia hora no banheiro, sem apresentar o risco de empatar sua foda. Perfeito.

-Ele nunca vai te pedir dinheiro emprestado. Até porque você vai pagar por seus serviços, assim, na maior. Mas em troca, ele também nunca vai pegar suas roupas emprestadas, nem CDs ou DVDs e devolvê-los (se os devolver) em petição de miséria . Nem vai abrir a porta da sua geladeira e dizer que na sua casa nunca tem nada pra comer , enquanto engole o último pedaço de queijo que sobrou, também não vai alugar seu computador dizendo que só vai checar uns e-mails quando na verdade vai é ficar batendo papo no MSN com umas garotas burras e sem-graça ou entrar em site de putaria pra tocar punheta.

-Vai prestar a maior atenção quando você estiver em crise e numas de contar seus problemas. Vai te oferecer o ombro, lencinhos de papel e água com açúcar. Vai chorar junto e te dar a toda força do universo. E a cereja do bolo: só vai dar pitaco se você permitir. Cada pitaco “dez real”. Do contrário, você vai ter sempre razão. Default.

-Ele sempre vai estar por dentro de tudo: do último filme em cartaz, da última peça daquele diretor disputadíssimo, daquela exposição super ultra mega cool, do espetáculo de dança que você estava louco para ver e da balada mais estupenda da face da Terra. E mais: ele vai fingir que NUNCA foi em nenhum desses programas antes e que estava justamente esperando uma oportunidade para ir com alguém legal como você!

-Ele vai sempre te apresentar as (os) garotas (os) mais gostosas (os) do mundo. Só que o preço vai salgar, porque, sabe como é…cachê de biscate é alto. Terceirizada (0) ainda…ihh…

Enfim, não é o máximo? O amigo dos seus sonhos. Vai estar sempre disponível quando você precisar, nunca vai falar da vida ou dos próprios problemas, nunca vai requerer nada de você (a não ser seu dinheiro…mas isso seu amigo de infância já faz sem te dar nada em troca) nem vai inventar programas de índio, nem te enfiar em enrascadas, nem te apresentar fubangas, nem te arrumar qualquer outro tipo de dor de cabeça. É amizade sob encomenda. Perfeito.

Nesses dias ultra-consumistas, megalomaníacos, socialmente doentes e despudoradamente fúteis, até a amizade se negocia. E customizada ainda. Do jeitinho que você quiser.

Nem em meus dias mais profundamente góticos pude imaginar algo mais deprimente do que isso. Ever. Sad, sad, sad.

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Sexta cinza

19 outubro, 2007

Essa sexta está um cu.

Chuvosa, cinzenta, modorrenta, fria.

Trabalhei até as 2 da manhã e hoje levantei cedo pra caralho para trampar. Estou um caco.

Tudo o que eu queria era ficar debaixo do edredon, de pijama de flanela e meias coloridas vendo DVD ou lendo… ou  ficar agarrada no meu cobertor de orelha particular sussurrando ao pé d’ouvido.

Ao contrário, estou aqui nesta redação fria e longínqua tendo meu precioso saco (que por acaso não existe) meticulosamente CHEIO pelo meu chefe.

aiai. Porra…

Existe uma banda que conquistou meu coração há tempos, junto com Kasabian, Yeah, Yeah,Yeahs, Black Rebel Motorcycle Club, The Delays e outras que meu cérebro insone, confuso e dolorido não se lembra neste exato momento.

Mas, Duke Spirit é uma delas.

O som é cru, pop sem ser burro, mas com arranjos simples, sem deixar de ser melódico e a vocalista é uma mistura de Suzanne Vega e Beth Gibbons. Amo as duas.

E pra variar,  é melancólico até a morte. Do jeito que eu gosto.

Cool. Uma ótima música pra se ouvir num dia de hj, por exemplo.

Baixem: The Duke Spirit. Ele vai assombrar você (nássa que slogan podre..afemariah. É o sono.)

Beijooutrotchau. Bom findi.

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Alguém merece?

15 outubro, 2007

Não fui ver Tropa de Elite. Nem quero ver e pra falar a verdade não estou nem um pouco interessada na nova mania nacional.

Talvez eu assista, se algum amigo meu me emprestar o piratão, mas não pago cinema pra assistir essa bosta. No way.

Por que? Porque eu acho isso tudo uma hipocrisia sem tamanho.

Quem tem o mínimo de interesse em assuntos como criminalidade, ação da polícia, política e violência urbana no Brasil, sabe o enredo do filme de cor e salteado. Aliás, está cansado de assistí-lo. Se fosse um tema diferente, quem sabe eu me interessaria…

E porque esse frisson todo em cima de um tema tão batido?

O poder do marketing. A elite descobriu que mora num paiseco de  3º mundo e não em Mônaco. Descobriu que é vulnerável e que tem medo de morrer como qualquer pé- rapado. Descobriu que  não pode sair por aí desfilando e ostentando seus bens como se estivesse num vilarejo europeu, porque aqui corre perigo de vida.

Porque nesta república de bananas se mata e se morre por dinheiro. Aliás, se mata e se morre por qualquer coisa que dê o mínimo de estabilidade e esperança.

É um país de desesperados e desesperançosos, que elege, num ritmo frenético, ídolos capengas e ignóbeis, simplesmente porque não possui e não sabe o que são valores, não têm a mínima idéia de sua serventia. Não tem referência de nada.

É um país sem consciência. Débil, demente, perdido, esquecido, louco.

Hoje de manhã vi a capa da Revista Época na banca e quase morri de rir. Mas foi aquela risada nervosa, desesperada, quase psicótica, sabe? Não foi uma risada saudável.

A tal capa ostentava a foto do apresentador e empresário Luciano Huck, que, pobrezinho, teve seu relógio Rolex de $48 mil roubado num farol de trânsito em SP, com a seguinte manchete, que indagava:

“Ele merecia ser roubado?”

Ora, peloamordesantocristo, alguém poderia fazer o grande obséquio de me elucidar o PORQUE DIABOS ALGUÉM MERECERIA SER ROUBADO?

O que dizer sobre os milhares de brasileiros que são roubados TODO SANTO DIA, que muitas vezes acabam mortos por um par de tênis, um carro ou qualquer outra coisa de valor muito menor que o Rolex do incauto (sei…) mauricinho?

Devemos viver em universos paralelos, não é possível. A elite NÃO SABE que o povo passa fome, que morre de frio, que tem barraco soterrado, que perde tudo na enchente, que está sem eira nem beira? Sem perspectiva, sem vida? Meu deus, meu deus…mêodeos.

Eu tenho vontade de chorar. Mas nem sei se é de tristeza. Talvez seja de vergonha.

Sei lá…

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Finalmente

10 outubro, 2007

Eis o site onde trabalho, estreou, finalmente:

www.itodas.com.br

Amigolhes, por favor, nessa fase de implantação, nos ajudem a reparar possíveis falhas técnicas que acabam passando no calor da estréia:

-Seria legal se vocês contassem aqui o que acharam no site e qual o canal mais interessou  a vocês

-Gostaria que vocês vissem os videos e comentassem sobre a qualidade de imagem, conteúdo e principalmente sobre a velocidade em que estão recebendo-os.

-Sugiram pautas!

-Qualquer falhazinha, desde erros de digitação até a qq impecilho técnico, por favor, me reportem.

Beijos e aproveitem!

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Saint

5 outubro, 2007

Tudo bem. Justin é só um pé na jaca em minha vasta cultura musical alternativa, vá! Relevem!

Uma boa música para uma boa sexta.

Sharleen Spiteri (Texas) cantando Saint – “You think I’m a saint…it’s in your pretty head”…

 Hehe.  Poor you.

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Histeria

4 outubro, 2007

Da sessão: cultura nem tão inútil, by Gabi.

 Você sabia que existem certas doenças mentais que acometem apenas determinados povos?

Pois é. Nas regiões polares existe a famosa “histeria do Ártico” que ataca esquimós e outros povos da região. Os doentes – principalmente mulheres – (pq será, não?) rasgam suas roupas, gritam obcenidades, comem fezes e se jogam na neve imitando focas.

(não sei não, mas acho que já vi algo parecido por aqui pelos trópicos… tal comportamento é meio comum, principalmente em manifestações populares, do tipo carnaval, finais de campeonatos, paradas gays e quetais. É claro que substituímos a neve pelo barro, ou até mesmo pelo lixo…comum nas grandes cidades)

Na Indonésia, por exemplo, é comum a síndrome de Koro, onde os homens tem a impressão de que a genitália está sendo absorvida pelo corpo.

Por conta disso, alguns homens observam e seguram o pênis ininterruptamente, com medo de que este suma.

(ué, mas essa doença não devia ser comum no Japão?)

Não. Já na terra do sol nascente, a paranóia mais frequente é a taijin kyofusho, que provoca medo de que partes, funções e odores do corpo ofendam os outros, por conta da ênfase na coletividade entre os povos nipônicos.

(Eu adoraria que esta doença acometesse ao menos algum brasileiros, principalmente na hora do rush, na estação SÉ do metrô…)

No Canadá, o Wendigo é um tipo de “encosto” que faz com as as pessoas sintam desejo de comer carne humana.

(Engraçado, no Haiti, um país totalmente diferente do Canadá em todos os sentidos, essa doença também é bem comum, porque será, não é mesmo?)

Na China, eles acreditam que a ejaculação frequente seja a causa de perda de energia vital.

(Humm…por isso que os brasileiros são tidos como “preguiçosos” pelo mundo afora)

E a gente? Existe alguma histeria exclusiva de Terra Brasilis?

Quem encontrar a doença mental mais bizarra  ganha um termômetro anal de Itu.

Beijo!