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Síndrome de Alice

7 novembro, 2007

Uma boa dica para o próximo feriado: você que gosta de quadrinhos, de conto de fadas, do Neil Gaiman, de efeitos especiais, da Michelle Pfeifer e dos seus filhos (se tiver algum) vá assistir STARDUST – O Mistério da Estrela. adaptado da graphic novel homônima de Gaiman, o meu amoridolatradoparatodoosempreamém, considerado um dos melhores roteiristas de quadrinhos ever.

O filme é maravilhoso. É muito bem feito, bem dirigido, delicioso, engraçado, enternecedor e encantador. Fantasia pura. E tem um elenco de primeira (Robert De Niro faz um papel ótimo!!)  você vai adorar. Seus filhos (principalmente se você tiver MENINAS) vão amar e não vão esquecer da história, talvez, por um longo tempo (se é que as crianças mega estressadas e antenadas de hoje se lembram durante à noite do que fizeram no período da manhã…)

Conversando com um amigo meu (que tem uma filhinha e  quer levá-la para assistir ao filme) questionei sobre o fato da fantasia exercer um poder descomunal sobre a mente das menininhas desde sempre. Pode reparar.

Desde pequenas as garotas são instigadas  a se fantasiar de princesas, viver às voltas com contos de fadas, vestidos longos e situações ultra-românticas ou romantizar qualquer tipo de situação, glitter, poderes mágicos capazes de transformar qualquer desejo em realidade num piscar de olhos e a pior idéia de todas: a do príncipe encantado.

Aí elas crescem e fingem que  esqueceram de tudo isso, que as brincadeiras não passaram de delírios infantis, importantes para a construção de seu caráter de mulher madura e bem-resolvida e que –  é claro – hoje, elas tem noção de  que a vida é dura e de que o príncipe encantado, em sua armadura reluzente e seu poderoso alazão branco  (um signo óbviamente sexual no meio de todo esse banquete de estereotipos), “non ekizte”, como diria padre Quevedo.

Mas qual!

Lá, “in the back of their fucked and sick minds” elas AINDA procuram o maldito príncipe encantado que vai chegar galopante e galante em seu belo cavalo e salvar a donzela desesperada, eternamente no papel de vítima, no alto da torre abandonada que é sua vida pobre e incompleta. E então, se frustram miseravelmente.

E vivem infelizes para sempre.

Talvez seja por isso que eu sempre me interessei pelas bruxas. Elas eram fortes, poderosas, tinham um objetivo a seguir e morriam no cumprimento deste. Eram contraventoras, rebeldes, ousadas e senhoras de si. Não dependiam de ninguém.

Pobres donzelas. Depois casavam com o príncipe e então, ele virava sapo. Mas é claro que isso nenhuma história conta…

Só o Shrek mesmo pra contar as verdade para nossas crianças. O “felizes pera sempre” tem muitos poréns, muita briga, muitos desentendimentos e desilusões e lutas, embora eu acredite que ele ainda seja possível. Infelizmente isso não se consegue com mágica.

Ah, só pra finalizar: Stardust não tem nada disso. É ótimo e a Michelle Pififfer é a bruxa. MARAVILHOSA!

Vá ver!

3 comentários

  1. a michelle pfeiffer estah divina!!


  2. Estou pensando em parte eu me encaixo nisso.. se no papel do principe, do alazão, do sapo ou.. do Shrek!!!
    😀


  3. Eu quero muito ver o Stardust…
    quero ver muitos filmes que estão no cinema
    e um deles é ele. E ele é o único que não tem
    faixa etária.
    Verei hj se puder.

    beijo gabi



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