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Não desista

19 dezembro, 2007

Eu não tenho belas mensagens, nem citações, nem poemas, nem histórias com um fundo de moral, nem imagens do Papai Noel com suas renas ou de Jesus Cristo numa manjedora com a sagrada família reluzindo a sua volta, tampouco palavras doces e reconfortantes para este fim de ano.

Aliás, até tenho, mas não vou deixar nada aqui, visto que todo mundo está fazendo isso e é um saco. O mundo tá uma bosta e na época das festas nossa consciência moral tira férias e de repente fica tudo lindo e maravilhoso. Pelo menos até o carnaval. Ridículo.

Não adianta muito ler essas coisas quando a gente tá com a lama da amargura até o pescoço e o efeito também não é lá grande coisa quando a gente tá bem. No máximo faz brotar um sorriso no rosto. Mas até aí um comercial de sorvete também faz, portanto, não vejo muita serventia…

Esse ano foi de muitas mudanças, enormes e significativas pra mim. Todas boas, mas doloridas e difíceis de serem encaradas. O que me faz pensar que por mais que eu tente me convencer de que estou preparada e de que sou dura na queda, na hora da onça beber água é que são elas (viu? Evite lugares comuns quando for escrever…). Levei um choque e ainda estou me recuperando. Mas sobrevivi.

O que eu tenho pra dizer nesse final de ano é só uma frase: não desista.

Tente mais um pouco. Eu sei, está difícil, vai contra um monte de coisas que você quis pra você, tá tudo acontecendo de um jeito diferente do que você imaginou que fosse acontecer, em momentos diferentes, em situações diferentes com pessoas diferentes, você olha para a (as) situação (ões) e ainda não está satisfeito com ela (s), muita coisa te revolta, te indigna, te machuca, tanta injustiça, tanta impunidade, tanta mesquinharia, tanta falta de bom senso, tanta insensibilidade, você não ganha pelo tanto que trabalha, você se sacrifica e nunca é reconhecido ou recompensado devidamente, você ama e não é amado, você paga e não é ressarcido, você é roubado, usurpado, usado, estuprado moral e financeiramente, você aposta corrida contra o tempo e sempre perde, você luta, luta, luta e já está no 10° round, está no corner, sangrando e pensando em entregar os pontos, mas…

…não desista.

Isso sim é uma novidade. Eu aconselhando alguém a não desistir. Talvez seja a maturidade, talvez seja o amor finalmente, talvez seja a posição dos astros, talvez seja efeito do frango ao curry que comi ontem mas, enfim… não desista. Ao menos durante o próximo ano, tente mais uma vez. Dê-se um prazo. Mas não desista. Dê mais uma chance.

A você, ao seu (sua) companheiro (a), ao seu (s) filho (s), ao seu emprego, a sua família, ao seus sonhos, aos seus amigos, ao seu bolso, ao seu País… eu sei lá mais pra que. Mas não desista.

Muita gente fala que esse blog é de auto-ajuda, (entre outras coisas) algo que me faz rir, até porque tenho ojeriza ao conceito. A vida inteira eu mais me auto sabotei do que ajudei. Nunca fiz nada para ser exemplo de porcaria nenhuma pra ninguém, aliás, isso sempre me assustou. Cruzes! A idéia de ser exemplo ou ter algum poder de influenciar pessoas ou situações é assustadora para mim. Sempre evitei. Mas se este pobre blog ajuda alguém a fazer alguma coisa (que preste) que seja, oras.

Que seja de auto-ajuda, de bobeira, de porcarias, que seja qualquer coisa. I don’t fucking mind.

Estou na verdade escrevendo isso aqui mais para mim do que para qualquer um. Aliás, tudo que escrevo nesse blog é pra mim. Nunca é para vocês, sorry.

Me desculpem se fiz vocês se sentirem lisonjeados, com raiva ou se despertei qualquer outro tipo de sentimento em meus leitores.

Esse blog é um espaço de desabafo informal e pessoal, não um lugar para eu exercitar minha verve jornalísitica e porcamente literária ou meu humor ácido e corrosivo com notícias, pensamentos, matérias, opiniões, poesias, clipes blábláblá.

Para isso eu tenho meu trabalho, onde ganho (muito mal, é verdade) mas ganho.
Isso aqui não tem a pretensão de ser merda nenhuma. É só pra ser um mísero blog, minha gente… relaxem. Aqui não tenho compromisso com nada nem com ninguém. Só comigo mesma, com meu humor, com meu gosto, com minhas particularidades.

Mas ao contrário do que muita gente pensa, eu não vou desistir.
Nem disso, nem de mim mesma…. nem de lutar pelo que desejo, sonho e acredito.

Se não quiser seguir esse qualquer outro conselho que dou, então foda-se e boas festas anyway. Ao menos não desista de si próprio. Porque isso eu também não faço. Mas procuro melhorar, sempre.

Boas festas.

5 comentários

  1. Senti que teu post está intimamente ligado ao teu cansaço e acredite ou não, ninguém deve entender melhor do que eu o quanto vc está cansada. Mas como tudo é cíclico gosto de acreditar que o final fecha uma parte da nossa história e abre a chance de um ano melhor. Vou pensar assim, principalmente porque desistir das coisas que valem a pena nunca foi do meu feitio. Boas festas pra ti tb meu amor.


  2. Gostei muito do teu post.. é uma verdadeira injeção de ânimo nesse final de ano.. começar um novo ano com fôlego novo.. sem medo de lutar por aquilo que se acredita. Te desejo um ótima natal.. uma passagem de ano tranquila e cheia de paz e amor.. Beijo do teu amigo do extremo sul.


  3. Não desisto.
    esperar é o meu lema..
    bjim


  4. Gabi, a sua foi a melhor mensagem de fim de ano até agora. Eu não desistirei.

    Tudo de bom pra ti, sempre.

    Beijo


  5. Estamos aqui, queridona! 2007 foi pra mim também um ano de muitas conquistas, mas nunca foi fácil. Seguiremos em frente!
    Beijos mil e um super 2008!



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