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Mad Max Office

18 junho, 2008

Geraçao Y: Termo usado por analistas corporativos para descrever os jovens na idade dos 20 anos que estão aportando no mercado de trabalho.

Segundo tais analistas, as principais características destes futuros profissionais são: dificuldade de lidar com hierarquia e com processos muito rígidos para subir na vida, além de serem classificados como ansiosos, impacientes, fúteis, auto-confiantes demais,imaturos e inflexíveis.

Pois é. É com esse bando de idiotas que vamos ter que lidar daqui para a frente, como se já não bastassem os idiotas antigos.

Mas veja bem: Quem hoje está nos primeiros anos da vida profissional, cresceu já familiarizado com a internet, provavelmente teve uma infância estressante sem espaço para brincadeiras e tempo para ser simplesmente criança por conta de uma agenda lotada de compromissos, aulas, cursos e precocidades, além de ser mimado e conseguir tudo o que pedia aos pais sem muito esforço, já que estes, culpados por se dedicarem demais ao trabalho, enchiam o petardo de presentes e mimos para aplacar sua ausência e negligência.

Com isso, ele se tornou um jovem acostumado a ter tudo facilmente ou na base da chantagem emocional (imaturidade) tem acesso a informações e serviços em tempo real o que acaba gerando impaciência e ansiedade, não dá bola nem aprende com o esforço alheio e quer subir rápido na vida, desenvolvendo intolerância à hierarquias, opiniões contrárias às deles e a processos muito rígidos de seleção.

Pois é. Se você achou que havia chance do meio corporativo se tornar “mais humano” daqui para a frente, prepare-se.

A coisa vai virar meio Mad Max e a Cúpula do Trovão. E sim, We’re SO gonna need another fuckin hero!

7 comentários

  1. Isso explica os motivos de eu estar “available”. Seja sincero, seja expressivo e seja deletado do sistema.
    Olha, tá foda…


  2. O que sera do mundo daqui pra frente?

    http://www.dans-la-boite.blogspot.com
    http://www.fruit-d-amour.blogspot.com


  3. É verdade. Eu tive a sorte de ainda até os meus 16 anos não ter tido contato com computador (só um pouco de videogame, que eu não gostava muito). E era carrinho de lomba, funda (não conseguia acertar passarinhos…), bicicleta que levava minha mão à loucura quando eu me sumia para andar longe (avenidas e etc quase matavam a véia). Essa loucura rendeu excelentes amigos, alguns amores e algumas cicatrizes também (no coração e no resto do corpo, kakaka uma no joelho que foi feia).

    Hoje a criançada parece passarinho em gaiola.


  4. Há exceções que se salvam e salvarão todos.


  5. Post certeiro. Falei disso ontem com meu ex chefe.
    Tá “fueda” achar bom profissional recém-formado. E parece que a coisa só vai piorar…


  6. Sim, João, acredito nisso. Já disse que vou fazer uma camiseta com os dizeres “Eu acredito em exceções”

    Beijos e volte sempre


  7. ai, como eu queria ser otimista. mas eu acho que a coisa vai piorar, embora só o futuro vai desvendar esse mistério de um mundo corporativo sem hierarquia. hm, sem hierarquia? sei não. uma hora vai chegar neguinho de saco cheio, botar banca e dizer: escuta aqui, quem manda nessa porra sou eu! há há!
    e apesar de tudo, adorei o post! quando é que a senhorita vai passar pra tomar um chazinho no meu blog?
    beijos, saudades



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