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Sexo distraído

23 junho, 2008

Lá no Laboratório (outro blog do qual faço parte), a Bárbara fala, num texto bem legal, sobre as diferenças e semelhanças entre homens e mulheres na hora da sedução que consequentemente (ou não!) podem levar ao sexo.

Como já disse no comentário que fiz, continuo não acreditando muito em regras para esse tipo de coisa. Aliás não acredito em regra alguma pra quase nada.

Sempre fiz o gênero “distraída” em matéria de sedução com finais sexuais. Sempre fui de “deixar rolar” e dançar conforme a música, sem usar de artifícios ou táticas bizarras para chamar a atenção de um homem. E também nunca encanei caso não rolasse nada. Sempre achei que tudo acontece por uma razão. Ou várias, e que talvez tenha sido melhor do jeito que foi (ou não foi…) enfim.

Mais do que aspectos culturais, intelectuais, semióticos, psicológicos,físicos e quaisquer outros fatores que influenciem na escolha de um (a) parceiro (a) eu acho que pra uma (boa, porque se for pra ser ruim definitivamente é melhor nem acontecer) transa acontecer, ainda somos reféns da boa e velha química entre os corpos.

Sim, porque estamos falando de sexo aqui, não de relacionamentos.

Para acontecer, o sexo só precisa de um estopim. Só é necessária a combinação de alguns compostos (que todos naturalmente possuímos) e a combustão acontece. Se não aconteceu foi porque eles não combinaram entre si. Sacou?

Já o relacionamento é uma depuração onde vários subprodutos vão ser gerados a partir de uma fusão. É preciso manter a brasa acesa, e isso exige tempo e cuidados. E aí já é um outro assunto, pra um outro post.

Não acredito em truques ou manobras para seduzir. É sério. Não mesmo. Por mais que, talvez, na hora da sedução a gente faça involuntariamente caras e bocas, ou vista algo mais “chamativo” ( o que acho brega, inútil e vulgar pra caralho…) acho que são outros fatores que acabam pesando na aproximação dos gêneros.

Pra mim, é algo que transcende. Ok, sei que pareceu meio esotérico, deixa eu ver se consigo explicar: o que aproxima as pessoas e facilita o sexo entre elas, para mim, é algo insondável, que não dá pra medir ou calcular. É a química do corpo, cheiros que atraem, gestos únicos, proximidade de idéias, hormônios. beleza peculiar (sim, porque o que parece belo para mim pode não ser para outra), detalhes inexplicáveis, gestos enigmáticos.

Não é todo homem que gosta de mulher magra, alta, loira, rica, extrovertida, peituda, depilada, de olhos claros e cara de modelo. Defendendo os meninos, achar que todo homem gosta de mulher assim é subestimar a inteligência emocional dos mesmos. (por mais que nessa hora eles pensem com a cabeça de baixo).

Existem homens e homens. Existem mulheres e mulheres. E o que vai fazer com que eles se encontrem e se relacionem são coisas que nunca, nunca vamos conseguir entender.

Portanto é melhor seguir a máxima de Paulo Leminsky e relaxar, pois “Distraídos venceremos”.

É isso.

9 comentários

  1. Sempre que planejo muito, sai tudo errado, portanto… Viva o sexo distraído!


  2. Legal é chegar distraída num encontro banal com alguém importante e isso se transformar numa noite deliciosa….isso é bom, a falta de planejamento, exatamente por isso. E aliás, afinal, planejar nunca dá muito certo, em nada.


  3. Nossa! Adorei o blog!

    Encontrei o wordpress.com e dei uma fuçada nos blogues… Encontrei o seu e achei super “massa”!
    fiz o meu também… passei ainda estou passando arquivos do “cadernetadas” pro dominio novo… Mas se quiser você pode passar por láh a hora que quiser!
    cadernetadas.wordpress.com

    ^^

    Sempre me “fu” por conta de planejar momêntos!
    Mas já aprendi as devidas lições!
    As coisas começam e terminam na hora certa! (que filosófico isso… deu até vontade de chorar! XD)

    Bom… é isso!

    Do seu novo leitor:

    Bobby!


  4. Oi, Gabs… Eu ando aparentemente sumida, mas tenho acompanhado o blog da Valentina. Tenho andado sumida mas não esqueço de vocês. Como tá linda sua lourinha carequinha! E aí eu venho aqui e vejo você falar do Leminski, que eu conheci só porque conheci o Guto. Peguei o Distraídos Venceremos, que tenho aqui em casa, e olha só:

    “sorte no jogo
    azar no amor
    de que me serve
    sorte no amor
    se o amor é um jogo
    e o jogo não é meu forte,
    meu amor?”

    Lindo demais, né? Olha que outra coisa linda, do mesmo livro:

    “o amor, esse sufoco,
    agora há pouco era muito,
    agora, apenas um sopro

    ah, um troço de louco,
    corações trocando rosas,
    e socos”

    Concordo com tudo o que você escreveu no texto. E acabei, inclusive, me lembrando de uma musiquinha anos 80, da minha adolescência:

    “Eu tenho um bom papo e sei até dançar
    Não posso compreender, não faz nenhum efeito
    A minha aparição será que errei na mão
    As coisas são mais fáceis na televisão

    Eu jogo charme, alguém nem vê
    Nada acontece, não sei por quê
    Se eu não perdi nenhum detalhe
    Onde foi que eu errei”

    Só um trecho. Eu adorava quando tinha meus 13, 14 anos. O nome “Fórmula do Amor” é tosco. Mas foi legal lembrar dos meus tempos jurássicos.

    Um grande beijo pra você, pro Társis, pra Valentina linda e pra Sophia linda também. Lindos todos vocês, aliás.


  5. Acho que o encontro é obra do acaso, e este às vezes nos prega algumas peças desagradáveis! rssss

    Mas tenho um amigo que lê livros de linguagem corporal para saber se a menina está a fim dele ou não. Que horror!!

    Viva o acaso, o não planejado, o desconhecido!

    Bjs


  6. Adorei o “distraídos venceremos”!
    Acho que tudo é obra do acaso mesmo. Se não aconteceu, só resta se conformar.


  7. Ta distraído é melhor, mas tudo bem, se a gente der um empurraozinho ne…


  8. Não concordo Many. Se distraído é melhor, pq arriscar e arruinar tudo? Sou produtora. E toda produção é fake.

    Beijos


  9. Sem dúvida atração é um mistério, mas eu admito que sou fã da sedução como jogo. Não no sentido de disputa, de guerra, de “quem ganha”. Mas no sentido de brincadeira, uma espécie de pega-pega (opa), de todo aquele momento das pessoas se cheirarem, se medirem, de curtir a expectativa. Metade da graça de um prazer é esperar por ele.🙂



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