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Diga não às drogas

4 dezembro, 2008

Eu não acho aquela pirralha, essa tal de Malu Magalhães, lá grandes coisas. A mídia baba-ovo compulsivamente em cima da garota (ela tem 15 aninhos) que é filha de algum pica-grossa aí que achou que pondo a menina para tomar aulas de violão aos 4 anos de idade e obrigando-a a ouvir Neil Young e Bob Dylan ao invés de Xuxa estava criando o mais novo gênio da música folk mundial, ou o equivalente a um Mozart do Séc XXI.

A galinha dos ovos de ouro do papai. (Com o perdão do trocadilho usado com a pobre e inocente Malu)

Se isso não é projetar as próprias expectativas e desejos em cima dos filhos, eu sou um picolé de morango.

Maluzita faz shows lotadíssimos, suas músicas são baixadíssimas na internet, os neo-folk-hippies-hypes-motherfuckers-baby só falam nela e seu álbum virou até conteúdo exclusivo de celular mas eu não  acho nada, absolutamente nada de mais na menininha. Sei que minha pobre opinião de nada fala, no entanto…

Só acho que ela tem talento sim, mas até aí os meninos de São Caetano, no Recife (que inspiraram o longa “A Orquestra dos Meninos”) também tem, oras. Michael Jackson também tinha, Shirley Temple idem, e por aí vai.

Bem, IMHO, a garota não passa disso: uma menina (não ouso colocar o adjetivo “normal” aqui) que teve referências e estímulos culturais diferenciados com relação a outras garotas de sua faixa etária, com tempo ocioso de sobra, criatividade à toda e conhecimento musical. Ah, e é branca. E bonitinha. Porque se ela fosse uma negra com obesidade mórbida, cara cheia de pereba, óculos de grau e aparelho, iria morrer no ostracismo.

O pior é que a coitada da garota está sendo assediada sem dó pela mídia e o que antes era admirável já tá virando um show de horror.

Sei lá, posso estar sendo terribly mean, mas vai que faz parte do “contrato” passar uma imagem de garota-cabeça, não é mesmo?

Malu é tão lacônica, conceitual do mal e intelectualóide que beira o nonsense. Ou o retardamento mental.

Das duas uma: Ou ela é mucho lôca mesmo e isso faz parte do pacote “referências culturais variadas” ou anda fumando um. Do bom.

Olha só a resposta que ela deu à simples pergunta “Malu, o que você queria ser quando crescesse?” feita por um jornal de SP.

“Eu sempre quis fugir com o circo, mas nunca pude fugir. É, entrar em um ônibus e fugir com o circo. Queria poder pintar, fazer os cenários, as roupas, colocar o coração deles ali. Eu nunca pensei que fosse ser artista. Achei que fosse ser veterinária ou assistente social. Ou motorista de ambulância.

Por isso eu sempre quis ser jornalista. Queria fugir com o circo para entrevistar as pessoas na viagem.”

Malu, você sai pra dançar? “Dentro de mim, lógico.”

“Nasci num contexto e não posso relutar contra ele – ainda que dentro de mim eu relute.”

“Eu era uma criança triste. Ou melhor, era uma criança feliz dentro de uma vida de criança.”

“A gente estava ensaiando num estúdio novo e eu fiz um acorde torto no violão. Senti que ele resumia exatamente o grito que eu estava dando dentro de mim.”

Christ! O que havia de errado com crianças feito o Jordy, por exemplo!??? A gente era feliz e não sabia!

12 comentários

  1. Eu gosto da menina. Acho que ela é louquinha assim ao natural. Tão direcionada ao som que curte e toca pelos estímulos recebidos quanto eu ou você. Gosto da voz dela e também do jeito (ainda) ingênuo e desligado.

    Mas concordo com uma coisa: ela deve, por enquanto, fugir das entrevistas…


  2. Tá na cara que tem algum tóxico (lê-se: tóchico) nesse pirutito…. ¬¬


  3. Parabéns pelo novo espaço. Visualmente, está lindo e o conteúdo continua excelente.


  4. eu assim como o Rafael Reinehr gosto da menina e acho que ela deve fugir de entrevistas pelo menos por enquanto. acho ela meio imatura para tudo isso que esta vivendo agora.


  5. Sou obrigada a disconcordar em um ponto: ela não é filha de um pica-grossa. Se não me engano, o pai dela é arquiteto, um cara que gosta de música e só.

    Eu já entrevistei a menina, quando ela era ainda “a menina que tinha 300 milhões de acessos por dia no youtube” e nem imaginava que sentaria no sofá do Jô Soares. E fiquei encantada justamente pelo contrário desta entrevista que você publicou: era uma garotinha conversando comigo, respondendo perguntas. Absolutamente natural, super inocente, mas parecia que tinha noção de onde tava se metendo, longe de ser afetada.

    Outra: vi dois shows dela. Um no Planeta Terra (fiz questão de chegar cedo pra não peder o show), palcão, festivalzão e ela não se intimidou nem com os cabeludos clamando por Jesus and Mary Chain na platéia. Depois, vi um show mais intimista no Bourbon Street. Os dois foram ótimos. E se no primeiro eu tive a impressão de que ela nasceu sabendo tudo aquilo, o segundo show só serviu para me fazer ter certeza disso.

    De mais a mais, qual o problema de o pai ter estimulado a “criatividade” e o “lado artístico” da menina logo cedo? Projeção ou não, não vejo mal nenhum. E, pelo jeito, ele acertou em cheio.

    Só acho que vai ficou chata muito rapidamente. Afetadinha. Cabeça demais pro meu gosto. Resultado: só podia namorar o Marcelo Camelo, mesmo…

    E para finalizar, vou entrevistar a mocinha esta semana de novo. Ouça se for capaz! 🙂

    Beijo.


  6. Acho que vc vai gostar do que o Paulo Roberto Pires escreveu sobre ela, bem parecido com este teu post. O título é “Entre Tchubaruba e Turu Turu”.

    Bjs, vizinha

    P.S. Concordo contigo e com ele.


  7. vou ouví-la qdo crescer


  8. Maísa: eu sou você amanhã….


  9. Tá na cara que tem algum tóxico (lê-se: tóchico) nesse pirutito…. ¬¬ [2]

    Hahahahahaha! =P

    Eu acho a Mallu bonitinha e gosto das músicas (tá, já enjoei), mas ela deveria mesmo se manter longe de microfones, sob o risco de logo mais ser internada.


  10. puxa, que pena. fiz um comentário enoooorme e não entrou. 😦


  11. Eu concordo com vc; não acho NADA nessa garota…
    Fazer “sucesso” tem seus segredos: sorte, acaso, sei lá.
    Eu acho é que ela é meio “retardada” mesmo.


  12. É… definitivamente ela fumou um…Rá!!!



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