h1

Quem vigia os cineastas?

12 janeiro, 2009

Quinta-feira passada fui convidada para um rabo-de-galo (pq cocktail é coisa de gente fresca) promovido pela Paramount Pictures para a apresentação de  traillers de 30 min Star Trek (dirigido por JJ Abrahams) e Watchmen (Zack Snyder) com comentários dos mesmos.

Nerd Pride

Olha, eu tenho que dizer: ambos os filmes, pelo que vi, são estupendos..ao menos em termos de efeitos especiais. Prevejo uma época em que talvez o cinema chegue ao seu limite. Talvez no futuro, paguemos para participar de filmes in loco, porque daqui a pouco não sei quais serão as tecnologias usadas para impressionar o público.

Pelo jeito Star Trek deixou para trás aquelas histórias modorrentas e super nerds, feitas para amantes da série Jornada nas Estrelas e engata uma aventura cheia de ação e adrenalina. O elenco é jovem, totalmente novo, mas há a participação de Leonard Nimoy, que lhe serve de grande e devida homenagem.

(Para quem não sabe, ele foi durante muitos anos o Dr Spock. Aquele das orelhas…lembram-se?)

Eu fiquei sem fôlego com asequência em que o Capitão Kirk e um tripulante lutam contra os romulanos em uma plataforma em Vulcano. Estupenda. De aplaudir de pé. Puro entretenimento.

Nat King Cole e Bob Dylan num futuro alternativo

Bem, mas é claro que eu estava ali por conta de Watchmen, o filme mais esperado por mim esse ano. 

Para quem não sabe, trata-se da adaptação da graphic novel homônima de Alan Moore, ilustrada por Dave Gibbons considerada a bíblia dos quadrinhos e um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA, introduzindo uma nova linguagem e abordagem às HQs além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais.

O sucesso de crítica e de público ajudou a popularizar o formato conhecido como graphic novel (ou romance visual), até então pouco explorado pelo mesmo mercado. Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 – juntamente com The Dark Knight Returns de Frank Miller e Maus de Art Spiegelman — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil.

A série foi galardeada com vários Prêmios Kirby e Eisner, além de uma honraria especial no tradicional Prémio Hugo, voltado à literatura. É, até o momento a única graphic novel a conseguir tal feito.

Watchmen também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923.

Bem, com um currículo desses é para se ter medo de uma adaptação cinematográfica. Não? Eu tenho medo.

 Tenho medo porque ela é muito densa, é pura filosofia em quadrinhos…tenho medo que isso se perca em meio aos efeitos especiais e limites de metragem e que o grande público, (mal) acostumado com adaptações de HQs comerciais para o cinema, onde o herói sempre vence e é o último bastião da justiça e da verdade, não entenda que Watchmen se trata de uma “desconstrução” do mito tradicional do herói.

Mas tenho que dizer que, fora essas borboletas em meu estômago, o visual de filme é matador.

Logo na primeira sequência, na morte de um dos personagens principais, a sucessão de cenas violentas tem como BG Unforgetable, de Nat King Cole. A sequência é IDÊNTICA à dos quadrinhos. Sem tirar nem por. Mérito de Zack Snyder, aliás, que fez o mesmo com 300.

Logo depois, um resumo conta a origem dos vigilantes em questão ao som de “The Times are -a-changing” na voz de Bob Dylan.

Mais mega ultra pop do que o rótulo da Coca-Cola.

Todo o visual do filme, desde os filtros usados, figurino, maquiagem, locações, fotografia, tudo, tudo é MUITO bonito e fiel à obra original.

Acho que vai rolar.

Apesar do meu medo.

3 comentários

  1. Partindo do principio que a HQ tem 12 edições pode-se concluir que muita coisa vai ficar de fora, incluindo a historinha mística que o moleque lê na banca de revistas.
    Eu particularmente não sou desses “nerds” fanáticos que acham que qualquer adaptação que não seja exatamente igual a revista vai ficar terrível e deturpar a obra, são mídias diferentes, abordagens diferentes para um publico diferente, não quer dizer que seja bom ou ruim. Tirando é claro o filme do Aço.


  2. bom, sei que você é uma comixfreak, mas, sinceramente, não espero muito do filme não e, lendo que você escreveu que tem cenas identicas à graphic novel, já me deu um puta tédio, igual o Sin City. Se for apenas um live action do HQ é uma perda de tempo sem igual e fico com a obra original. 🙂


  3. Estou cercando Watchmen também. Adoro os figurinos fetichistas do universo HQ. No entanto, também concordo que pode se perder muito da essência da HQ original em meio aos efeitos especiais. Ainda assim, espero ansiosa pelo filme, tenho acompanhado todos os traillers que saem. Depois dou minha opinião.

    Já Star Trek… risos Não é minha paixão, seguramente não é…



Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: