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In bloom

5 abril, 2009

Nunca fui grunge. Quando o movimento começou no início dos anos 90, eu já estava envolvida com o movimento gótico, mas não posso deixar de mencionar que nutria grande simpatia pelos meus colegas largados, sujos, adeptos da camisa de flanela xadrez por cima da camiseta esfarrapada, tênis com “silvertape”, cabelos compridos ensebados e ÓTIMO gosto musical.

Eu adorava Soundgarden, Alice in Chains, Mudhoney, Temple of the Dog, Everclear… e é claro, Nirvana.

Adorei todos os discos, com destaque para Bleach, Nevermind, In Utero…bah, como o Nirvana teve carreira curta, teve ÓTIMOS discos. Praticamente todos os seus álbuns são altamente recomendáveis…

Nirvana era opressivo. Era pesado. Era sujo. Era desafiador

Na época eu fazia pouco da atenção da mídia voltada exclusivamente às esquisitices de Kurt Cobain, queria mais da banda, mais da música e menos do freak que “não conseguia lidar com a fama”.

Achava tudo golpe de marketing, achava forjado, achava exagero, achava parte do folclore rock’n roll: vocalista bonito-e-depressivo-se-acabando-nas-drogas-junto-com-a-mulher-drogadaça-oportunista.

Uma nova versão de Sid & Nancy.

Já repararam como o público consumidor de rock NECESSITA de histórias desse tipo? Precisam alimentar a lenda de que o rock é subversivo, é coisa do demo, é transgressor, é questionador, destruidor.

Estão aí as fofocas sobre Amy Winehouse -apesar de seu inegável e admirável talento – que não me deixam mentir.

Uma banda  como U2 por exemplo, com vontade de salvar o mundo, não cai nas graças dos real rockers, só dos amantes da pop music. Aliás é premissa entre os roqueiros odiar o U2…

Kurt tinha uma doença (além de ser casado com a Courtney…) mas sua banda e sua música não eram geniais por conta disso.

Ele virou ícone não por conta de seus abusos, escândalos, prisões, porres, overdoses, brigas de casal.

 Virou ícone porque uma geração inteira se identificou com sua perplexidade, falta de perspectiva e inabilidade em tentar se encaixar na sociedade.

O grunge foi o último grande e significativo movimento musical. Não julgo se foi bom ou ruim mas que influenciou o rock mundial durante uma década, isso é fato.

Kurt, apesar de todas as suas fraquezas era genial. E genialidade não se explica, se admira.

5 de abril de 1994 – Morre Kurt Cobain. No auge.

Sério que ao ouvir a notícia desejei imensamente que ele tivesse finalmente encontrado descanso.

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