10 agosto, 2009
Eu não consigo. Não consigo ser a mulher que o mundo pede que eu seja. Eu não consigo nem ao menos ser a mulher que eu gostaria de ser. Não consigo ser apenas uma mulher somente. Não consigo ser mulher o bastante.
Não consigo deixar de desejar, não consigo deixar de lutar, não consigo deixar de espernear comigo mesma e com o mundo. Eu grito: “não tem que ser assim”! para a multidão monocromaticamente feliz que se aproxima e me pisoteia, impassível. E ainda me surpreendo.
Onde está a tal da velhice, afinal? Ela bem que poderia chegar e acabar com tudo…talvez esteja batendo à porta e eu me fingindo de surda.
Eu tive um pesadelo e ele durou 33 anos, 8 horas e 28 minutos.
E então, eu acordei.
E vi que talvez fosse melhor continuar dormindo.
Upa la lá…
Tem vezes vida que se fazer de surda pode ser rejunescedor. Este é um caso. Bem que, às vezes, eu gostaria e ter esta capacidade.
Fique transparente! Deixa passar direto por você.
Sista, sei bem como é isso. Tenho ouvido muito Skid Row, fora minha loucura pelo Sebastian, rs, os grtios dele me acordam, sei lá. A gente acha que cai menos quando as paredes são de veludo.
Que palavras fortes e verdadeiras…
Augusto Curry escreveu uma coisa que achei interessante, ele disse que o suicida não quer se matar, quer apenas acabar com o próprio sofrimento.
Utilizar o twitter ou deixar um bilhete não torna o caso único.
Gostei sobretudo da destrinça de conceitos entre solidão e solitude.
R: Olá Mfc…vai ver você não entendeu o emprego da palavra “talvez tenha sido” no começo da primeira frase de meu texto, não é mesmo?
abçs