Archive for the ‘E a golfada de hoje vai para…’ Category

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Parei

15 fevereiro, 2010

Resolvi cometer mais um blogcídio.

Depois de 5 anos e pouquinho, o Fogo nas Entranhas encerra suas atividades.

E são muitas as razões que me levaram a isso, mas a principal delas é minha falta de paciência com blogs, blogosfera e blogueiros em geral.

Outra, o fato de achar que já não tenho mais nada muito importante a ser dito que já não tenha sido feito por milhares de outras pessoas, milhares de vezes em milhares de blogs,  repassado por e-mail, retuitado,  postado no Facebook, Orkut blábláblá.

Enfim, usem o Google e sejam felizes.

Prefiro ser rápida e rasteira no Twitter e usar o Tumbrl – souldelicatessen.tumblr.com para minhas viagens particulares, seja com citações, fotos ou simplesmente onomatopéias jogadas a esmo na net.

Continuo com o http://www.usavel.wordpress.com, o http://www.superbebe.wordpress.com e o enfiaodedonocurry.wordpress.com porque – graças a deus – são blogs coletivos.

Mas, meu querido Fogo nas Entranhas,  enfim, apagou-se.

Pelo direito de me calar por achar que tem gente demais falando muito por aí. E mesmo assim, ninguém escutando.

Au revoir

Tenham uma boa vida e SAIAM da frente do computador, por favor.

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Aviso

27 janeiro, 2010

Queridos e incautos vizinhos internautas. Realmente aprecio que linkem este singelos espaço em sua bloglist ou blog roll, mas gostaria de dar um aviso, ao que vejo que o objetivo deste blog NÃO FICOU CLARO.

Este blog NÃO É UM BLOG ERÓTICO ou de PUTARIA.

É um espaço genérico, meu playground particular onde despejo todo e qualquer tipo de idéia sem vínculo algum. Eventualmente falo sobre sexo, já que, graças a Deus, sou uma pessoa saudável e o mesmo está presente em minha vida, mas, não é pelo fato do blog se chamar FOGO NAS ENTRANHAS que  estão aqui relatos luxuriosos ou qualquer coisa do tipo.

Já elucidei esta questão aqui.

Portanto,  se você possui um blog erótico, dispenso seu link, ok?

(Salvo alguns amigos de longa data e muito bom gosto, viu, PD?)

Obrigada

(aff…)

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Apart

27 janeiro, 2010

he waits for her to understand
but she won’t understand at all
she waits all night for him to call
but he won’t call anymore
he waits to hear her say
forgive
but she just drops her pearl-black eyes
and prays to hear him say
i love you
but he tells no more lies

he waits for her to sympathize
but she won’t sympathize at all
she waits all night to feel his kiss
but always wakes alone
he waits to hear her say
forget
but she just hangs her head in pain
and prays to hear him say
no more
i’ll never leave again

how did we get this far apart?
we used to be so close together
how did we get this far apart?
i thought this love would last forever

he waits for her to understand
but she won’t understand at all
she waits all night for him to call
but we won’t call
he waits to hear her say
forgive
but she just drops her pearl-black eyes
and prays to hear him say
i love you
but he tells no more lies

how did we get this far apart?
we used to be so close together
how did we get this far apart?
i thought this love would last forever

(A música mais triste ever sobre a situação mais triste ever)

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Escolha

13 janeiro, 2010

Escolha ter uma vida. Escolha um emprego, uma carreira, uma família, uma porra de uma televisão enorme, uma máquina de lavar, o carro do ano, um Ipod e abridores de lata elétricos. Escolha ser saudável, ter colesterol baixo e um plano odontológico. Escolha parcelas fixas da casa própria, escolha seus amigos, escolha uma roupa pra ficar à toa em casa e um conjunto de malas completo, que combinem entre si, é claro. Escolha um apartamento apertado em um bairro da moda e que fique perto da porra do seu emprego. Escolha o “faça-você-mesmo” e lide com a dúvida sobre quem você é de verdade, que assombrará num domingo de manhã. Escolha sentar nessa merda de sofá e assistir a programas que entorpecem seu cérebro, jogos televisivos que trituram seu espírito, entupa-se de junk food. Escolha apodrecer ao final disso tudo, escolha se decepcionar em um lar miserável, escolha nada mais do que a vergonha e pentelhos egoistas que você criou mal e mimou para que simplesmente te substituam nesta palhaçada toda.

Escolha o futuro. Escolha ter uma vida.

(Narrativa  inicial de Trainspotting, de Danny Boyle – 1996)

Nada precisa ser assim se você escolher ser quem quiser ser e não quem a sociedade obriga que você seja

Seja fiel a VOCÊ.

Fodam-se os outros.

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Saia curta

30 outubro, 2009

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Foi-se o tempo em que tudo o que recebíamos ao vestir uma saia curta eram assovios,  frases sussurrantes na rua e broncas do pai, em casa.

Agora a turba insandecida e estúpida acha demodé essas sutilezas. Ao invés disso, gritam feito caçadores pré-históricos prontos para abater a presa e encurralam a mesma numa sala de aula de faculdade só porque ela subia a rampa com uma saia curta o bastante capaz de mostrar os fundilhos aos incautos que jaziam no nível mais baixo…no sentido amplo da frase.

Como classificar tal ato?  Animalesco, decerto, mas ao mesmo tempo, estranho.

Não é essa a geração que tem mais acesso à pornografia nos últimos tempos? Não é essa a geração da ficada, do sexo casual, do namoro sem compromisso, do casamento aberto?

Que porra de geração é essa, afinal, que chama de PUTA uma garota que usa uma saia curta? Em que fatos eles se basearam para empregar tal alcunha à coitada?

Fico aqui pensando: essa é uma geração de espectadores. Tem acesso a tudo, mas não experimenta nada.

Parecem recalcados, apegados à valores tão antigos que provavelmente tenham sido combatidos por seus pais (que mais tarde acabaram cedendo a eles).

São preconceituosos, impiedosos, descerebrados, covardes, fúteis, capazes de criar alvoroço por algo tão medíocre e de cunho tão pessoal, mas sem a mínima paixão para fazer o mesmo e lutar por algo verdadeiramente útil que cause alguma mudança em seu pequeno e podre microcosmo.

Ah, sei lá. O que falar de animais como esses?

E isso se deu em uma faculdade, hein? Reduto da classe média abastada de nosso País.

É a primeira trombeta do Apocalypso, minha gente!

E ainda faltam seis…

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A queda

7 outubro, 2009

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Ele chegou repentino e enérgico, tal qual uma Fênix recém saída das chamas. Ele estava totalmente vestido de preto e segurava uma cruz onde meu nome entalhado ardia.

Ele adentrou o recinto banhado em todo seu esplendor e glória.

Não pude acreditar no que os céus haviam finalmente me enviado.

Ele disse gentilmente, movendo seus lábios carnudos: – Dance pra mim, fanciulla gentil… E disse: – Ria um pouco, pois eu sou capaz de fazer seu coração bater… Disse mais: – Voe comigo, toque a face do verdadeiro deus…

E então eu chorei, imersa e tomada de alegria e amor…

Pois eu havia rezado por dias e noites a fio, a fim de que o Senhor me mandasse um sinal, procurei  em todo canto algo que trouxesse paz ao meu coração negro e vazio…

Oh, meu amor persistirá até que o leito do rio seque, e meu amor durará muito mais do que a o brilho do sol atravessando o do céu anil, oh meu amor sobeja a medida que o dia passa…

mas ele foi embora e agora…o que me resta?

Pois eu chorei por dias e noites a fio, a fim de que o Senhor me mandasse um sinal…ele está perto? Está longe?

Oh, traga paz ao meu coração negro e vazio…

Pois hoje, sim… amaldiçoo o dia em que te conheci. Ah hoje, aperto meus olhos mirando a mesma  porta pela qual você adentrou e  maldigo o dia em que te olhei nos olhos pela primeira vez.

Hoje murmurando entredentes, difamo o dia em que meus lábios encontraram os seus pela primeira vez…ah hoje eu grito e  abomino o dia em que fizemos amor…

Pois seu suor tatuou minha língua. Sua saliva envenenou meu sangue. Seu abraço entoxicou o meu corpo.
 
E o seu desprezo secou minha alma.

Conto baseado na canção The Dancer – PJ Harvey, do disco “To Bring You My Love” 1995 , dedicado à Luiza e à todas  que se apaixonaram…e um dia se desapaixonaram, de um homem.

Dois momentos definitivamente mágicos e marcantes na vida de toda mulher.

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Pequenas verdades

9 setembro, 2009