Archive for the ‘Popalize’ Category

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Volúpia

20 maio, 2009

…because I love you too much, baby

(PS: Vc consegue sentir a sofreguidão dessas garotas? Eu consigo…)

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Means to an end

18 maio, 2009

 

Há 29 anos um jovem inglês, natural de Manchester, se enforcou na cozinha de sua casa em Macclesfield.

Encontraram-no pendurado ao lustre, junto com um bilhete suicida: “Neste exato momento, espero estar morto. Não aguento mais”, enquanto o álbum The Idiot, the Iggy Pop girava, já sem som, no toca-discos.

Ian Kevin Curtis, nasceu em Old Trafford, Manchester, em 1956 e embora tenha sido um aluno brilhante, com grande talento para as línguas e poesia, não demonstrou muito interesse no sucesso acadêmico e planejou ser músico desde a mais tenra idade.

Até alcançar seu objetivo, fez alguns bicos como vendedor de loja de discos e como  funcionário público. Casou-se muito jovem e teve filhos ainda muito cedo, o que, de certa forma também lhe causou muita pressão e culpa posteriormente.

Foi depois de ver uma apresentação dos Sex Pistols em 1976, que Ian decidiu de uma vez por todas que ia ter uma banda a qualquer custo. Foi então que chamou os colegas  Bernard Sumner e Peter Hook, já que os dois já estavam há tempos procurando um vocalista, fez um teste e ganhou o posto e admiração dos colegas por sua voz baixo-barítono.

Os três recrutaram (e rejeitaram) uma sucessão de bateristas até a decisão de aceitar Stephen Morris como o quarto membro da banda, que a princípio se chamou Warsaw, até mudar seu nome para Joy Division, em menção à “Divisão da Alegria”, uma divisão de prostitutas judias que os nazistas mantinham durante a II Guerra, para seu deleite. 

 Ian era francamente germanófilo e no começo a banda enfrentou muita resistência e gerou polêmica devido à acusações de flerte com o nazismo.

Dizem as lendas do rock que foi a persistência de Curtis que garantiu à banda um contrato de gravação com a hoje lendária Factory Records, que na época era uma gravadora de fundo de quintal, pertencente a Tony Wilson.

  Ian convenceu Tony a deixar a banda a tocar “Shadowplay” no Granada Reports — um programa regional de televisão apresentado por Tony que eventualmente apresentava bandas de sucesso na Inglaterra.

 Ao ver a apresentação do Joy Division, Wilson tratou de fechar o melhor contrato de sua vida, que garantiu dinheiro e fama à Factory.

A marca de Ian, além de seu vozeirão grave e retumbante, era sua estranha maneira de dançar, onde na verdade ele reproduzia os movimentos espasmódicos do corpo durante um ataque epilético, já que sofria da doença. 

Aliás, o cantor teve vários ataques durante apresentações. Alguns leves, em que o público não conseguia distinguir epilepsia de esquisitice, e outros, mais graves, onde o show precisou ser interrompido e Curtis levado ao hospital ou ser atendido no palco mesmo, o que aumentou ainda mais a polêmica e a atmosfera soturna que rondava a banda.

A rotina de shows começou a deixá-lo cada vez mais frágil e suscetivel a ataques. Ele começou a tomar medicação pesada para conseguir seguir adiante com seu sonho, sem que a doença o impedisse.

Muitos desses remédios tinham como efeitos colaterais depressão, fobias, perturbações e até dor física.  Eis o porque da maioria das canções de Curtis serem terrivelmente deprimentes, falando de morte, violência, alienação e decadência, em todos os sentidos.

Ian Curtis foi fortemente influenciado pelos escritores William Burroughs, J G Ballard e Joseph Conrad — os títulos das canções “Interzone”, “Atrocity Exhibition” e “Colony” vieram dos três autores, respectivamente.

Ian também foi influenciado por músicos, não menos icônicos como: Lou Reed, Jim Morrison, Iggy Pop e David Bowie.

Joy Division é uma das minhas bandas favoritas e fez parte de momentos importantíssimos de minha vida.

Eu entendo Ian, às vezes. E lamento, por ele não ter aguentado mais.

Lá se foi mais um gênio.

Caminhe em silêncio
Não partas, em silêncio
Veja o perigo,
Sempre o perigo
Falação sem fim
Reconstrução da vida
Não partas

Caminhe, em silêncio
Não vire as costas, em silêncio,
Sua confusão, minha ilusão.
Emoldurando-se em uma mascara de ódio-próprio.
Confronta-se e morre…
Não partas

Pessoas como você acham fácil
Despido para enxergar
Caminhando pelo ar
Caçando pelos rios
Através das ruas
Em cada esquina abandonada tão rápido
Resignado com o devido cuidado
Não partas, em silêncio
Não partas

*Atmosphere

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Tudo o que é sólido pode derreter

12 maio, 2009

 

Há algumas semanas descobri uma super série na TV Cultura que é brasileiríssima e de cair o queixo.

Lembra um pouco “Diários de Adolescente”, também produzida e exibida pelo canal anos atrás, mas é melhor, porque além de tratar dos dramas e dúvidas naturais da idade faz analogia com grandes obras da literatura brasileira e universal, causando empatia, introduzindo e despertando o jovem para a leitura das mesmas. 

A premissa é genial e louvável e, é claro, tem quase TRAÇO de audiência, porque o povo tá mais interessado em Big Brother ou qualquer coisa do tipo do que numa série que usa a literatura para explicar os dramas humanos de uma forma inteligente, mas…enfim.

O próximo epísódio fará paralelo com Macário, de Álvares de Azevedo, e a protagonista, parece que se apaixonar por um gotiquinho numa baladinha obscura, além de conhecer os cemitérios de SP.

Não deixem de ver, se você tiver filhos adolescentes ou pré-adolescentes, assista com eles.

Pode render boas conversas sobre livros e sobre a vida.

Se quiser saber mais sobre a série, acesse: http://www.tvcultura.com.br/tudooqueesolido/index.php

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X-Men Origens – Wolverine

21 abril, 2009

Bem, vocês estão cansados de saber que sou colecionadora ávida de quadrinhos, desde os meus 8 anos de idade, sou repórter e colaboradora do programa – Banca de Quadrinhos e colaboradora da revista Mundo dos Super-Heróis, ganhadora por dois anos consecutivos do prêmio HQMIX de melhor publicação sobre Quadrinhos no Brasil.

Não que isso signifique muita coisa, mas alguma coisa deve significar quando, por exemplo, eu postar aqui algum texto referente a quadrinhos (dê um search em “comics” ou “Quadrinhos” lá embaixo, na ferramenta de search do blog).

Espero que haja portanto, alguma credibilidade, ao menos na abordagem desse assunto em especial.

Passei esse feriado de 21 de abril em SP mesmo e aproveitei para curtir o gostoso do Hugh Jackman: Vi Australia e X-Men – Origens: Wolverine.

Sobre o primeiro, me abstenho de maiores comentários. É aquela coisa Baz Luhrman: história de amor, tragédia, música e final feliz, tudo isso acompanhado de uma produção de cair o queixo. The End.

Mas é claro que eu estava ansiosíssima para assistir X-Men Origins, que conta a história de um de meus heróis prediletos: Logan, codinome: Wolverine e que foi devidamente BAIXADO da internet, of course.

Sou uma marvete declarada, sempre preferi os personagens e histórias da Marvel às de sua concorrente, DC Comics, justamente porque eles parecem mais próximos dos leitores do que os super aliens vindos de galáxias distantes propostos pela DC.

Bem amigos, eu vou dizer: a Marvel é bem mais poderosa do que eu pensava.

Ela tem o poder absoluto de FODER com os filmes dos meus personagens prediletos, a saber: Demolidor, Elektra e agora, Wolverine.

AINDA BEM, que o Batman é da DC, se livrou de figurar tal lista. Aliás, costumo dizer que Batman é o personagem mais Marvel da DC, mas enfim…

Acho que o diretor de X-Men Origins levou o termo “arte sequencial” muito a sério ao dirigir tal película.

Sim, porque o filme é um amontoado de cenas de ação que deveriam de alguma forma contar a origem de Wolverine, mas não existe fato relevante e elucidativo que ligue uma cena à outra.

Depois parei e pensei: “será que não estou sendo nerd xiita, por saber exatamente toda a história do Wolverine, inclusive suas reviravoltas e histórias que não fazem parte da cronologia oficial do personagem?”  

Sendo assim, tentei enxergar a coisa do ponto de vista do espectador leigo, que não faz a mínima idéia de onde surgiu aquele cara maluco, peludo, que quer passar a faca (ui!) em todo mundo no filme dos X-MEN.

E aí percebi uma coisa mais grave ainda.

Quando começou nos quadrinhos, Wolverine não passava de um sidekick (ou coadjuvante) criado por Len Wein, que estrou em uma história do Hulk em 1974.

Anos mais tarde, foi integrado aos X-Men pelo roteirista David Cockrum e ganhou vida e uma história interessantíssima nas mãos de um dos grandes roteiristas do grupo mutante: Chris Claremont.

Segundo a cronologia oficial, Wolverine é um mutante que, além de grande força física,  possui um fator de cura poderosíssimo, por conta disso não envelhece e não adoece, além de um faro e instintos apurados como os de um animal e que ainda garras ejetáveis, provenientes de seu próprio sistema ósseo.

Seu passado é obscuro, mas existem registros de que se tratava de um cidadão canadense e que foi um grande soldado que lutou em inúmeras batalhas, desde a 1ª Grande Guerra.

Depois de sofrer algumas perdas e agruras da vida, decidiu ser ermitão, isolar-se do mundo, de tudo e de todos. Sendo assim, suas poucas aparições sociais se davam em algum boteco de lenhadores onde gastava praticamente todo o seu dinheiro ganho em algum bico onde atuava como trabalhador braçal.

Ao descobrir seu dom, um coronel do exército que tinha a idéia de transformá-lo em um super-soldado o SEQUESTRA e o submete à uma experiência inédita: reveste seu esqueleto com a liga metálica mais poderosa e dura da face da Terra, o Adamantium (tal substância é ficctícia).

Durante o processo, dolorosíssimo e feito à sangue-frio, a memória de Logan (nome que consta em sua plaqueta de identidade do exército) é total e completamente apagada. E ele desperta do processo uma criatura ainda mais raivosa, angustiada, perdida, violenta e obscura do que quando foi pego.

Em um acesso animalesco de raiva ele dizima a equipe de médicos que o tomou como cobaia e sai pelas estradas gélidas do Canadá e…bem, a partir daí vocês já conhecem.

Esse é, na verdade, o charme e o brilhantismo de Wolverine. Ele não sabe quem ele é, de onde veio, como se transformou no que é e nem porque está aqui. Ele é um homem que precisa controlar seus instintos animalescos a todo momento e a qualquer custo, porque é uma máquina de matar. “É o melhor no que faz, e o que ele faz não é nada bonito”.

Anos mais tarde, nos anos 90, a Marvel lança o encadernado ORIGINS que fez um tremendo sucesso quando foi lançado, mas não convenceu os fãs do carcaju*, onde conta a origem verdadeira de Logan, que na verdade se chama James Howlett e remonta ao séc XVII com algumas revelações surpreendentes e outras completamente indiferentes para a cronologia do herói.

Bem, depois desta breve explicação sobre a história de Wolverine, agora faz sentido o que vou dizer.

No filme, ele NÃO PERDE a memória. E isso, convenhamos, muda com-ple-ta-men-te a essência do personagem. E o faz parecer um babaca com crises de identidade.

Na boa, eu não sou aquele tipo de nerd que espinafra todo e qualquer adaptação dos quadrinhos para as telonas, muito pelo contrário, até incentivo e compreendo que muita coisa precisa ser adaptada na transição de uma mídia para outra, mas, falando como produtora, jornalista e colecionadora de quadrinhos: mudar a essência de um personagem NÃO é, de forma alguma, uma dessas coisas.

O mesmo aconteceu com Demolidor, que nos gibis foi treinado em suas habilidades especiais e nas artes marciais por um mentor, que por acaso foi o mesmo de Elektra, um velho cego chamado Stick. E isso  é crucial para sua história.

Ainda falando de Elektra e tomando a adaptação cinematográfica como (mau) exemplo, praticamente toda sua história foi alterada. Mas um ponto culminante em sua cronologia e que define a personalidade e motivação da personagem como a morte de seu pai, por exemplo foi total e completamente corrompida, não tendo nada sido mantido da versão original.

Coisas assim, me chateiam.

Porque o público que por acaso se interessar pelo personagem e resolver adquirir os gibis com suas histórias, vai se decepcionar deveras, além de ficar completamente perdido em todos os sentidos.

Muito, muito ruim a Marvel concordar com tais adaptações e não entender que, não basta divulgar e difundir seu personagem, é preciso divulgar o personagem VERDADEIRO.

Porque este  sim, terá apelo junto aos fãs o que consequentemente aumentará venda de merchandising, o que parece ser o real motivo de lucro da empresa, pelo visto.

Mas, acima de qualquer  margem de lucro deveria haver ao menos respeito. Pelos criadores, ilustradores, mas principalmente, pelos fãs.

Por essas e outras coisas que X-Men Origens: Wolverine é uma MERDA total.

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Don’t mess with fanboys

1 abril, 2009

Genial.

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Lady Gaga

26 março, 2009

A voz dela parece com aquela coisa horrenda da Christina Aguilera, mas achei esse clipe o máximo, me lembra de algumas festas memoráveis que tive o prazer de frequentar…

httpv://br.youtube.com/watch?v=M65zI9LH-as

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Perfeito

12 março, 2009

Se eu fosse montar uma banda neste exato momento, o nome seria SUBPRIME

Fala se não é perfeito?