Archive for the ‘Só a música salva!’ Category

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Rock em trilhas

8 fevereiro, 2010

Outro dia estava aqui, fuçando em  minha DVDteca (que ainda possui diversos exemplares dos decréptos VHs)  percebi que possuo vários filmes onde a trilha sonora, se não faz as vezes de carro chefe, funciona/funcionou como grande chamariz na promoção de tais películas.

Faz todo o sentido:  se você gosta de rock e cinema, porque não  juntar as duas coisas e adquirir um filme com uma puta trilha sonora?

Como amante do bom e velho roquenrou, me ative ao gênero e confesso:  por vezes a qualidade cinematográfica deixa a desejar, mas olha, a trilha vai satisfazer, garanto.

Eu que não sou afeita a listas, decidi até fazer uma, com o melhor do rock em trilhas. Vamos começar com a década de 80, olha só:

– La Bamba (1987) – Como vocês já sabem, conta a versão romanceada da vida de Ritchie Valenz, que morreu aos 17 anos, no auge da carreira, no desastre de avião que tb matou Big Hooper e Buddy Holly, interpretado no filme por Marshal Crenshaw. Aliás, Brian Setzer tb faz uma ponta como o roqueiro Eddie Cochrane. A trilha sonora traz material de gravações da época e composições de Carlos Santana. Bem legal.

-Candy Mountain (1987) – Eis um filme que tinha tudo para dar certo: é filmado em preto-e-branco, tem a direção de fotografia de Robert Frank (The Americans, diretor de alguns dos melhores clipes do Rolling Stones, fotógrafo de mão cheia) é um filme on the road, sobre um cara que desbrava as estradas lindíssimas do Canadá atrás de um lendário luthier de guitarras, conta com Tom Waits e Joe Strummer (Clash) no elenco, mas se perde no meio de tantas possibilidades e não chega a lugar algum…. Trilha sonora com colaborações de Waits e outros presentes no elenco, como o pianista Dr. John e do cantor Buster Poindexter. E Waits, sabe como é: até quando é ruim, é bom.

– A Encruzilhada – (1986) – A trama é aquela coisa do garoto que quer ser um bluesman e ruma à terra natal do estilo para chegar à famigerada encruzilhada onde, segundo aa lenda, grandes nomes do gênero haviam feito um pacto com o demônio para ter fama e fortuna. Traz o eterno karatê-kid, Ralph Machio no papel principal e trilha sonora com Steve Vai e Ry Cooder, o que por si só, já vale o filme.

– Os irmãos Cara de Pau – (1980) – Dois irmãos trambiqueiros (os ótimos John Belushi (R.I.P) e  Dan Aykroyd) passam o filme tentando reunir sua antiga banda de blues para um show de arrecadação de fundos para o orfanato onde cresceram. Trilha ÓTIMA com a banda Blues Brothers, James Brown, Ray Charles e Aretha Franklin. Não é o rock mas é o pai dele.

Sexo, Drogas e Rock ‘n Roll (1986) – Dogs in Space, no original, traz o falecido Michael Huthence (INXS) em uma trama rocambolesca. A trilha sonora é mais legal com clássicos dos 80’s.

Sid&Nancy – O amor mata – (1986) – Gary Oldman encarna Sid Vicious e seu relacionamento suicida com Nancy Spungen. A ótima trilha inclui John Strummer, John Cale, The Pogues e Pray for Rain.

Heavy Metal do Horror – (1986) Sessão da tarde para os metaleiros: Ozzy Osbourne é um padre e Gene Simmons um DJ, numa espécie de trama que lembra O Chamado, só que “suecado” rs.

Gene Simmons entrega a matriz do último trabalho de um ídolo do rock recém-falecido a um de seus maiores fãs, que, depois disso passa a sofrer opressão demoníaca. Adivinhem quem vem ajudar? Father Ozzy!

Divertido, no mínimo. Trilha sonora com os astros citados.

Histórias Reais (1987) – Outra bizarrice de David Byrne que mais parece um episódio de Além da Imaginação. Participação do John Goodman e trilha sonora do Talking Heads, é claro.

A Pequena Loja de Horrores (1986) – Comédia musical com atmosfera B IMPECÁVEL. Plantinha bizarra faz loja falida ter sucesso novamente, mas sofre estranhas mutações durante o processo. Com os impagáveis Rick Moranis e Steve Martin, no papel do dentista sádico que permeia meus pensamentos até hoje, quando me sento na maldita cadeira para tratar dos dentes.

Pink Floyd – The Wall (1982) – Filme homônimo ao famoso disco da trupe britânica, dirigido por Alan Parker que emprestou um tom psicodélico e até avant-garde, para a época. Com participação de Bob Geldof (alguém pode me dizer no que o Bob Geldof NÃO ESTÁ envolvido?)

Home of the Brave (1986) – Manifesto cultural encabeçado por Laurie Anderson. Trilha com Lou Reed, entre outros cools. Cabeçudaço.

Birdy – Asas da Liberdade (1985) – Filme de Alan Parker com Michael Modine e Nicolas Cage. Trilha sonora de Peter Gabriel, que também compôs a trilha de A Ultima Tentação de Cristo, de Martin Scorcese, um de meus filmes prediletos, by the way)

Anos de Rebeldia (Out of the Blue – 1980) – Eis que depois de Easy Rider, Dennis Hopper deu pra achar que era diretor e que entendia de rock. (se bem que ele fez Colors, as cores da violência, que eu acho bom…) Diz ele que o filme foi inspirado na canção Hey, hey, my, my de Neil Young, mas, sei lá. Trilha recheada de referências, desde Elvis até punk.

Easy Rider (1969) – Arquétipo do Road Movie que surgiu ainda no meio da onda hippie. Muito sexo, drogas e rock’nroll. Falando nisso, trilha sonora com Jimi Hendrix, The Byrds, entre outros. Clássico.

American Graffiti (Loucuras de Verão) – 1973) – Sim, George Lucas existia antes de Star Wars e dirigiu American Grafitti, uma espécie de Beleza Americana dos anos 50. O retrato de uma geração e uma época. Trilha sonora recheada de clássicos do rock na virada dos 50 para os 60. Cult.

Paris, Texas ( 1984) – filme lírico de Wim Wenders, apesar de se passar no clima austero do deserto Destaque para a trilha sonora maravilhosa de Ry Cooder e suas slide guitars.

Pat Garret e Billy the Kid – (1973) – Wester intenso. poético e violento com trilha sonora de Bob Dylan (que tb atua no filme) Ah, dirigido por Sam Peckinpah, do célebre – Meu Ódio Será Sua Herança.

Repo Man, a onda punk – (1984) – Suspense policial pós punk apocalíptico em que Emilio Estevez é o repo-man, homem que recupera os automóveis que foram comprados, mas não pagos. Trilha sonora magnífica encabeçada por Iggy Pop, Clash, Circle Jerks entre outros. Não tem NADA a ver com o filme Repo Men, com Jude Law e Forest Whitaker que chegará às telas este ano ainda.

Absolute Beginners  (1986) – Meu lindo e maravilhoso Bowie é um empresário ardiloso na Londres de 58 que tenta  embrenhar o protagonista Eddie O’Connel em suas tramas  desonestas. É fraquinho, meio novela-da-Globo, mas tem como carro-chefe a canção homônima do meu ídolo.

Apenas um gigolô  ( Just a Gigolô, 1979) – Farsa político-musical com Bowie, agora em um momento melhor. Este filme fica ainda melhor a medida que o tempo passa. Entre os rapazes que trabalham para uma famosa cafetina (a incrivelmente incrível Marlene Dietrich) está o atrapalhado Bowie, soldado covarde que foi considerado herói por uma casualidade na Alemanha do final da Primeira Guerra Mundial. Filme irônico com relação ao nazismo e com trilha do Bowie.

Cry Baby ( 1985) – Ricos caretas X pobre rebeldes. No lugar de James Dean, Johnny Depp. Trilha sonora cheia de clássicos do rock e participação de Iggy Pop como o estranho tio de Depp.

E por enquanto é só senão esse post fica MUUITO LONGO!

Em breve, cenas do próximo capítulo ou Rock em trilhas vol II – Anos 90 e 00!

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Means to an end

18 maio, 2009

 

Há 29 anos um jovem inglês, natural de Manchester, se enforcou na cozinha de sua casa em Macclesfield.

Encontraram-no pendurado ao lustre, junto com um bilhete suicida: “Neste exato momento, espero estar morto. Não aguento mais”, enquanto o álbum The Idiot, the Iggy Pop girava, já sem som, no toca-discos.

Ian Kevin Curtis, nasceu em Old Trafford, Manchester, em 1956 e embora tenha sido um aluno brilhante, com grande talento para as línguas e poesia, não demonstrou muito interesse no sucesso acadêmico e planejou ser músico desde a mais tenra idade.

Até alcançar seu objetivo, fez alguns bicos como vendedor de loja de discos e como  funcionário público. Casou-se muito jovem e teve filhos ainda muito cedo, o que, de certa forma também lhe causou muita pressão e culpa posteriormente.

Foi depois de ver uma apresentação dos Sex Pistols em 1976, que Ian decidiu de uma vez por todas que ia ter uma banda a qualquer custo. Foi então que chamou os colegas  Bernard Sumner e Peter Hook, já que os dois já estavam há tempos procurando um vocalista, fez um teste e ganhou o posto e admiração dos colegas por sua voz baixo-barítono.

Os três recrutaram (e rejeitaram) uma sucessão de bateristas até a decisão de aceitar Stephen Morris como o quarto membro da banda, que a princípio se chamou Warsaw, até mudar seu nome para Joy Division, em menção à “Divisão da Alegria”, uma divisão de prostitutas judias que os nazistas mantinham durante a II Guerra, para seu deleite. 

 Ian era francamente germanófilo e no começo a banda enfrentou muita resistência e gerou polêmica devido à acusações de flerte com o nazismo.

Dizem as lendas do rock que foi a persistência de Curtis que garantiu à banda um contrato de gravação com a hoje lendária Factory Records, que na época era uma gravadora de fundo de quintal, pertencente a Tony Wilson.

  Ian convenceu Tony a deixar a banda a tocar “Shadowplay” no Granada Reports — um programa regional de televisão apresentado por Tony que eventualmente apresentava bandas de sucesso na Inglaterra.

 Ao ver a apresentação do Joy Division, Wilson tratou de fechar o melhor contrato de sua vida, que garantiu dinheiro e fama à Factory.

A marca de Ian, além de seu vozeirão grave e retumbante, era sua estranha maneira de dançar, onde na verdade ele reproduzia os movimentos espasmódicos do corpo durante um ataque epilético, já que sofria da doença. 

Aliás, o cantor teve vários ataques durante apresentações. Alguns leves, em que o público não conseguia distinguir epilepsia de esquisitice, e outros, mais graves, onde o show precisou ser interrompido e Curtis levado ao hospital ou ser atendido no palco mesmo, o que aumentou ainda mais a polêmica e a atmosfera soturna que rondava a banda.

A rotina de shows começou a deixá-lo cada vez mais frágil e suscetivel a ataques. Ele começou a tomar medicação pesada para conseguir seguir adiante com seu sonho, sem que a doença o impedisse.

Muitos desses remédios tinham como efeitos colaterais depressão, fobias, perturbações e até dor física.  Eis o porque da maioria das canções de Curtis serem terrivelmente deprimentes, falando de morte, violência, alienação e decadência, em todos os sentidos.

Ian Curtis foi fortemente influenciado pelos escritores William Burroughs, J G Ballard e Joseph Conrad — os títulos das canções “Interzone”, “Atrocity Exhibition” e “Colony” vieram dos três autores, respectivamente.

Ian também foi influenciado por músicos, não menos icônicos como: Lou Reed, Jim Morrison, Iggy Pop e David Bowie.

Joy Division é uma das minhas bandas favoritas e fez parte de momentos importantíssimos de minha vida.

Eu entendo Ian, às vezes. E lamento, por ele não ter aguentado mais.

Lá se foi mais um gênio.

Caminhe em silêncio
Não partas, em silêncio
Veja o perigo,
Sempre o perigo
Falação sem fim
Reconstrução da vida
Não partas

Caminhe, em silêncio
Não vire as costas, em silêncio,
Sua confusão, minha ilusão.
Emoldurando-se em uma mascara de ódio-próprio.
Confronta-se e morre…
Não partas

Pessoas como você acham fácil
Despido para enxergar
Caminhando pelo ar
Caçando pelos rios
Através das ruas
Em cada esquina abandonada tão rápido
Resignado com o devido cuidado
Não partas, em silêncio
Não partas

*Atmosphere

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Lady Gaga

26 março, 2009

A voz dela parece com aquela coisa horrenda da Christina Aguilera, mas achei esse clipe o máximo, me lembra de algumas festas memoráveis que tive o prazer de frequentar…

httpv://br.youtube.com/watch?v=M65zI9LH-as

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A lot

10 fevereiro, 2009

Ouvindo muito, sem parar, incessantemente:

 

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Pelado e melancólico

2 fevereiro, 2009

Capa do novo single (como me elucidou meu querido leitor, R. Paschoal) do meu amado Mozz: ” I’m Trowing my arms around Paris” – faz parte do novo CD “Years of Refusal” (em “The Ringleader of the Tormentors, seu disco anterior, ele estava apaixonado e morando em Roma, agora tá solteiro e foi pra Paris, é isso?) nosso vovozinho melancólico aparece, juntamente com sua banda, peladaço, salvo por vinis que são usados como tapa-sexos.

Original? Desnecessário? Exibicionista? Whatever?

Bem, no caso do Morrissey, fico com a última.

Vou ver se baixo o disco para ouvir. O último eu adorei, até fiz uma resenhazinha, quando trampava no site da Antena 1.

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A trilha de Watchmen

28 janeiro, 2009

“No embalo da estréia do filme – finalmente confirmada para 6 de março – a Warner anuncia o lançamento do CD com as músicas escolhidas para a adaptação da HQ de Alan Moore e Dave Gibbons.

O disco abre com a interpretação da banda emo My Chemical Romance para a música “Desolation Row”, de Bob Dylan (o líder da banda, Gerard Way é notório leitor de quadrinhos e co-autor de The Umbrella Academy juntamente com o brasileiro Gabriel Bá).

Depois disso, vem Bob Dylan no original, Janes Joplin e Jimi Hendrix, certamente para ambientar a parte da trama que se passa na Guerra do Vietnã.

De resto, alguns clássicos da música norte-americana: Nat King Cole, Billie Holiday (“You’re my thrill”, a canção que Nite Owl coloca para tocar depois que resgata algumas pessoas de um incêndio) e Nina Simone (“Pirate Jenny”, que vai cobrir os créditos finais da animação Contos do Cargueiro Negro, que sairá em DVD simultaneamente a Watchmen).

Agora o mais bacana: a trilha sonora de Watchmen será lançada em CD e disponibilizada para download dia 3 de março, e em numa versão em VINIL que sai dia 17.

Veja a lista completa das canções que vão embalar a mais esperada adaptação cinematográfica dos últimos tempos:

1. Desolation Row – My Chemical Romance
2. Unforgettable – Nat King Cole
3. The Times They Are A-Changin’ – Bob Dylan
4. The Sound Of Silence – Simon & Garfunkel
5. Me & Bobby McGee – Janis Joplin
6. I’m Your Boogie Man – KC & The Sunshine Band
7. You’re My Thrill – Billie Holiday
8. Pruit Igoe & Prophecies – The Philip Glass Ensemble
9. Hallelujah – Leonard Cohen
10. All Along The Watchtower – Jimi Hendrix
11. Ride of the Valkyries – Budapest Symphony Orchestra
12. Pirate Jenny – Nina Simone ”

Fonte: blog sobre quadrinhos do maridão

Minha opinião:

Faltaram: Elvis Costello ( The Comedians), Devo (Jocko Homo), Iggy Pop (Neighborhood Threat), Police (Walking on the Moon) e John Cale (Sanities) – Todos esses citados em diferentes volumes da obra.

Agora…

Nina Simone, Billie Holiday, Bob Dylan, Leonard Cohen e Philip Glass?

Oh shit! Vou baixar isso right now!

Olha, nesse aspecto o crime compensa…rssrsr e muito!

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Tá ouvindo o quê?

4 janeiro, 2009

Não seria o máximo bater um papo com sua banda favorita e saber o que eles estão ouvindo?

Pois agora você pode!

Ok, infelizmente não rola a cerveja no boteco e aquele papo ao vivo, mas no site My Secret Playlist você fica sabendo o que eles estão ouvindo e ainda pode baixar as músicas.

Eu não sei vocês, mas eu achei a idéia pra lá de genial.

Essa aqui é a do baixista de uma de minhas bandas prediletas: The Duke Spirit (acima) mas tem muitas outras.

Vai lá!